Evolução do português…. de Portugal!

(Texto para quem acredita na lenda que Portugal preserva o português castiço!)

https://brasiliano.files.wordpress.com/2014/01/c2aaa-l25c325812be2bc25c325812b-2blogo.jpg?w=444&h=249

Na segunda metade do século 18, no período em que Portugal era governado pelo marquês de Pombal e seus cofres enriquecidos por grandes quantidades de ouro embarcadas no Brasil, ocorreu uma sensível mudança na prosódia, ou seja, na maneira como as palavras são pronunciadas, no português falado na Europa. Ainda não se sabe como e por que isso aconteceu. Mas o fato de se seguirem no tempo sugere uma relação de causa e efeito entre as mudanças prosódicas do século 18 e as sintáticas do século 19.

“Trabalhamos com a hipótese de que o português brasileiro seja muito próximo do português clássico em termos rítmicos”, explica a professora Galves, referindo-se como português clássico ao falado nos séculos 16 a 18. “Assim, os padrões prosódicos dos dois serão contrastados, como se fosse uma comparação entre o português clássico e o português europeu moderno”, acrescenta.

Comendo sílabas

Sabemos que ocorreu a grande mudança prosódica do fim do século 18 principalmente por meio dos comentários sobre apresentações teatrais e representações de sotaques que saíam nos jornais da época. Gonçalves Viana, um foneticista português do século 19, por exemplo, queixava-se de que os atores da época pronunciavam apenas sete ou oito sílabas das dez dos decassílabos de Camões. Eles simplesmente “comiam” as sílabas que vinham antes da tônica, as pré-tônicas.

Isso ocorre até hoje. Em Portugal, muitas vezes, as vogais pré-tônicas desaparecem por completo na fala. No Brasil, porém, elas são mantidas. “Esse é o aspecto mais saliente da mudança fonológica”, diz a professora Galves. “Nós o interpretamos como uma mudança rítmica, ou seja, uma mudança na maneira como as sílabas átonas se reagrupam com as sílabas tônicas”, prossegue.

Qual é a relação entre a pronúncia das vogais pré-tônicas e a sintaxe dos pronomes clíticos e por que a redução das primeiras afeta a colocação dos segundos? Isso é uma das grandes questões do projeto. Do ponto de vista do lingüista norte-americano Noam Chomsky, a gramática muda na aquisição quando, por por algum motivo, uma geração de crianças fixa um ou mais parâmetros de maneira diferente dos pais. Galves explica que muitos lingüistas hoje defendem que, na aquisição de sua língua materna, as crianças usam “pistas” prosódicas indicativas das estruturas subjacentes aos enunciados. Se a prosódia dos adultos muda, as “pistas” também mudarão, levando, eventualmente, as crianças a uma gramática diferente.

Entretanto, é difícil saber por que a prosódia mudou e, em decorrência, a gramática. Nos Sermões , por exemplo, o padre Antônio Vieira usa basicamente a ênclise na colocação dos pronomes. Outros autores da época e mesmo Vieira, em suas cartas, davam preferência à próclise. A lingüista portuguesa Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, participante do projeto, considera Vieira, por isso, um pioneiro do português moderno. Para a professora Galves, não é bem assim. Vieira, em vez de olhar para o futuro, estaria voltando ao passado.

Ele seria, assim, um purista, talvez como maneira de se contrapor ao uso do castelhano, que ganhou terreno enquanto Portugal esteve sob o domínio da Espanha, de 1580 a 1640. [Na origem da fase documentada da língua portuguesa, no século 12, o normal eraPedro viu-me . No século 15, houve uma mudança ePedro me viu tornou-se a preferida. No decorrer do século 19, porém, houve na Europa outra troca e a ênclise tornou-se a única opção.]

“Na segunda metade do século 18, uma razão do mesmo tipo pode ter levado à adoção de uma maneira de falar que reforçou a tendência, já existente na língua portuguesa, a reduzir as vogais átonas”, diz a pesquisadora da Unicamp. “Mas essa discussão é extralingüística e não há nenhuma evidência que possa indicar o porquê da mudança prosódica”, acrescenta.

Fonte: Revista Pesquisa Fapesp – http://revistapesquisa.fapesp.br/

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16 Respostas

  1. Vale a pena ler de novo….

    .
    A língua do Brasil é definitivamente diferente da de Portugal. Os lingüistas brasileiros tentam agora traçar a origem dessas diferenças e descobrir para onde elas estão nos levando.
    .
    Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou os contornos do Monte Pascoal, certamente não foi “terra ã vishta”, assim com o “a” abafado e o “s” chiado que associamos ao sotaque português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam vogais nem chiavam nas consoantes – essas modas surgiram no século XVII. Cabral teria berrado um “a” bem pronunciado e dito “vista” com o “s” sibilante igual ao dos paulistas de hoje. Na verdade, nós, brasileiros, mantivemos os sons que viraram arcaísmos empoeirados para os portugueses.

    Só que, ao mesmo tempo, acrescentamos à língua mãe nossas próprias inovações. Demos a ela um ritmo roubado dos índios, introduzimos subversões à gramática herdadas dos escravos negros e temperamos com os sotaques de milhões de imigrantes europeus e asiáticos. Deu algo esquisito: um arcaísmo moderno. O português brasileiro levou meio milênio se desenvolvendo longe de Portugal até ficar nitidamente diferente.

    ESTUDIOSOS APRENDEM COM A POESIA

    Luís de Camões (1524-1580) foi o maior poeta da língua. Mesmo assim, o escritor luso Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875) achava seus versos péssimos. Há motivo para tal implicância. Um verso de Camões como “e se vires que pode merecer-te”, que para um poeta brasileiro é um decassílabo perfeito – frase de dez sílabas poéticas -, soa mal no ouvido de escritor luso moderno. “Os portugueses comem as vogais que precedem a sílaba tônica, a mais forte da palavra”, explica o gramático Evanildo Bechara, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Assim, o verso vira “e se v’res que pode m’recer-te”. Fica com só oito sílabas, estragando a métrica.

    […] “Graças aos versos, os pesquisadores sabem que Cabral, morto quatro anos antes de Camões nascer, dividia as sílabas como nós, brasileiros. Ou seja, o hábito de engolir vogais surgiu na Península Ibérica depois do século XVI e consolidou-se na língua aos poucos, naturalmente.
    […]

    FALAS BRASILEIRO?

    A lei da evolução, de Darwin, estabelece que duas populações de uma espécie, se isoladas geograficamente, separam-se em duas espécies. A regra vale para a Lingüística. “Está em gestação uma nova língua: o brasileiro”, afirma Ataliba de Castilho.

    Há quem seja ainda mais assertivo. “Não tenho dúvida de que falamos brasileiro, e não português”, diz Kanavillil Rajagopalan, especialista em Política Lingüística da Unicamp. “Digo mais: as diferenças entre o português e o brasileiro são maiores do que as existentes entre o hindi, um idioma indiano, e o hurdu, falado no Paquistão, duas línguas aceitas como distintas.” Kanavillil nasceu na Índia e domina os dois idiomas. […]

    https://brasiliano.wordpress.com/2008/04/21/falamos-a-lingua-de-cabral/

  2. Que interessante, pensava que os portugueses tinham preservado mais a língua e que sempre falaram da forma que falam atualmente =O

    Acreditava que os índios e as imigrações em massa que tivemos no Brasil e consequentemente a influência de vários idiomas é que havia deixado nossa língua mais clara e suave, pois ao aprender a língua, em teoria, os estrangeiros tinham a tendência de pronunciar bem todas as palavras.

    OMG!!!! Nós é que falamos como Camões ou Cabral! É isso mesmo? (Não poder ser!) Que nó em minha cabeça!

  3. Pois é, associamos tudo o que é moderno e novo ao Brasil e por outro lado ligamos tudo que é antigo e tradicional a Portugal. Este artigo e tantos outros que já li neste site joga por terra todos os nossos achismos e o “não conhecimento”. Por isso é bom estudar. Bj

  4. Nao sei se sera bem assim. O “brasileiro” também sofreu inumeras alterações ao longo do tempo de outros povos, dos indios, dos italianos, dos alemaes, etc. E nao esquecer que simplificamos imenso a lingua portuguesa, principalmente no que toca aos pronomes, enquanto os portugueses os mantêm bem vivos.
    Mas sim, o portugues Europeu também vem sofrendo alterações, como qualquer lingua. O “rr” europeu é um fenomeno que decoreu ainda no seculo XX, devido à influencia do francês por exemplo.

  5. Olha o desespero do portuga aí de cima tentando se passar por brasileiro! Portuga, os brasileiros nunca usam “imenso” no contexto de seu texto: “nao esquecer que simplificamos imenso a lingua portuguesa”

    Mas não se preocupe, ninguém nega que o Brasiliano evolui com a contribuição de vários povos… tanto que já não falamos a mesma língua.

  6. Oi Malu, saudades 🙂

    SkyeRhyly, discordo de sua opinião em que diz que nós brasileiros simplificamos a língua, principalmente em relação aos pronomes, visto que seguimos o padrão clássico que privilegiava a próclise. (o texto acima esclarece muito bem este ponto)

    Para não deixar duvidas, cito o Ciberdúvidas:

    A colocação dos pronomes átonos no Brasil, principalmente no colóquio normal, difere da atual colocação portuguesa e encontra, em alguns casos, similar na língua medieval e clássica.
    Podem-se considerar como características do português do Brasil:

    a) a possibilidade de se iniciarem frases com tais pronomes, especialmente com a forma me:
    – Me desculpe se falei demais.

    b) a preferência pela próclise nas orações absolutas, principais e coordenadas não iniciadas por palavra que exija ou aconselhe tal colocação:
    – Se Vossa Reverendíssima me permite, eu me sento na rede.
    – A sua prima Júlia, do Golungo, lhe mandou um cacho de bananas.

    c) a próclise ao verbo principal nas locuções verbais:
    – Não, não sabes e não posso te dizer mais, já não me ouves.
    – Tudo ia se escurecendo.

    Reproduzo também parte do texto da lingüista Maria Eugênia Lamoglia:

    “Acontece que o português europeu, ao contrário do brasileiro, passara nos séculos anteriores (particularmente no século XVIII) por um processo de mudança fonológica, com inúmeras conseqüências para a sintaxe.

    Uma dessas mudanças se refere ao fato de que a fala portuguesa passou a privilegiar a ênclise, isto é, seus pronomes átonos começaram a se cliticizar da direita para a esquerda, e o português do Brasil teve que se ajustar a um padrão que não era absolutamente o seu. Em outras palavras, nós brasileiros, que não tínhamos sido protagonistas desse processo (uma vez que quem mudou foram eles, não nós!) passamos a ter que obedecer à norma de não começar frase com pronome. Vem daí a clássica história da colocação dos pronomes átonos, a principal bandeira da norma culta no Brasil. “

    Cito também Celso Cunha:

    É fato sabido que a colocação dos pronomes átonos no Brasil difere apreciavelmente da atual colocação portuguesa e encontra, em alguns casos, similar na língua medieval e clássica.

    Em Portugal, esses pronomes se tornaram extremamente átonos, em virtude do relaxamento e ensurdecimento de sua vogal. Já no Brasil, embora os chamemos átonos, são eles, em verdade, semitônicos. E essa maior nitidez de pronúncia, aliada a particularidades de entoações e a outros fatores (de ordem lógica, psicológica, estética, histórica, etc.), possibilita-lhes uma grande mobilidade de posição na frase, que contrasta com a colocação mais rígida que têm no português europeu.”

    Também destaco Ana Maria Martins (Instituto Camões):

    […]um fenômeno sintáctico que teve modificações importantes na história do português entre a época medieval e a atualidade (e que é constantemente referido quando se compara o português europeu com o português do Brasil) […] O fenômeno em causa é a posição na frase dos pronomes pessoais átonos (me, te, lhe, o, a, nos, vos, lhes, os, as), também chamados pronomes clíticos ou apenas clíticos. Estes pronomes são hoje pós-verbais (ou enclíticos) em português europeu e galego, ao contrário do que se passa nas outras línguas românicas, em que são pré-verbais (ou proclíticos)

    https://brasiliano.wordpress.com/2008/05/07/me-passa-o-sal-certo-ou-errado/

    Espero ter jogado um pouco de luz sobre o mito que os brasileiros simplificaram ou, como preferem alguns portugueses, “vulgarizaram a língua” visto que mantemos vivos os padrões naturais e clássicos do português arcaico!

  7. ÊÊÊ Pati, que bom que atendeu o meu chamado =)

    Para complementar a última parte do seu texto:

    ESTA:
    […]um fenômeno sintáctico que teve modificações importantes na história do português entre a época medieval e a atualidade (e que é constantemente referido quando se compara o português europeu com o português do Brasil) […] O fenômeno em causa é a posição na frase dos pronomes pessoais átonos (me, te, lhe, o, a, nos, vos, lhes, os, as), também chamados pronomes clíticos ou apenas clíticos. Estes pronomes são hoje pós-verbais (ou enclíticos) em português europeu e galego, ao contrário do que se passa nas outras línguas românicas (INCLUSIVE O BRASILIANO), em que são pré-verbais (ou proclíticos)

    EXEMPLO:
    Brasiliano: Te amo
    italiano: Ti amo
    Espanhol: Te amo
    Purt’gu’x; Amo-te (???)

    Mais:

    Brasiliano: Eu estou cantando
    Espanhol: Yo estoy cantando
    Italiano: Io sto cantando
    Purt’gu’x: Eu estou a cantar (tem alguma lógica?)

  8. No português clássico ou tradicional, o “si” e o “consigo” só era usado (o que permanece no Brasil) quando significava “si mesmo(a)” e “consigo mesmo(a)”, ou seja, quando representa um pronome reflexivo. Ex: “Maria gosta de elogiar a si” (= a si mesma) “Pedro estava triste consigo” (=com ele próprio). Para dizer que Pedro estava triste com a pessoa a quem nos dirigimos (2ª pessoa), usaríamos “contigo” ou “com você”.

    Essa forma clássica de usar os pronomes reflexivos permanece no Brasil.

    Cópia: http://www.brasilescola.com/gramatica/o-uso-consigocontigo.htm

    No Brasil é incorreto o uso de “si” e “consigo” sem que seja de forma reflexiva, como em:

    Quero conversar consigo. (não há um sujeito que pratica e sofre a ação, portanto, está errado.)

    O certo é: Quero falar com você.

    Já o pronome “contigo” não é reflexivo, assim como “conosco” e “convosco”. Portanto, podem ser usados da seguinte forma: “Quero falar convosco.”, “Deixe comigo”, “O Senhor é contigo”.

    Observação: Em Portugal e nos países africanos (que, como sabemos, falam e escrevem como em Portugal), o uso do “si” e “consigo” é aceitável para falar com a pessoa a quem nos dirigimos. Ex: “Quero conversar consigo” (=com você/contigo) ou “Ela gosta de si” (=de ti ou você). Tais formas são condenadas no Brasil.

  9. A explanação acima é para contestar a afirmação do Sr. SkyeRhyly

    “Eu vi ele” Certo ou errado?
    https://brasiliano.wordpress.com/2008/05/14/eu-vi-ele-certo-ou-errado/

  10. (Da série Vergonha alheia)
    .
    Para SkyeRhyly
    .

  11. Tinha me esquecido de como me divertia e aprendia com os debates aqui.

    Interessante, Augusto Sherman. Não tinha idéia que a forma como usamos os pronomes reflexivos no Brasil é herança do português clássico. O que sei é que o modo como os pronomes reflexivos são usados em Portugal causa estranheza aos ouvidos brasileiros.

  12. Para os brasileiros a forma como os portugueses usam o “Si” e o “Consigo” soa incoerente, pois estes pronomes são reflexivos (não há um sujeito que pratica e sofre a ação) . O sujeito de cada verbo não é o mesmo que o seu complemento direto.

    Se observar em outras línguas latinas, como por exemplo no espanhol, o equivalente ao “si” nunca é usado como sinônimo de “tu”. No Brasil acontece o mesmo . E é certo que em Portugal também não se usava “si” como “tu” até há poucos séculos. Nesse sentido, o uso dos pronomes reflexivos que se dá em Portugal, foge às normas do português clássico.

  13. Eu não sei porque mas gosto mais a próclise usada no Brasil, que a ênclise. Deve ser porque em francês se usa somente a próclise… Valeu!

  14. Maria Luiza, é espantoso como você tece opiniões sobre algo que em apenas meia dúzia das suas próprias palavras mostra saber muito pouco:
    – o gerúndio é usado em pelo menos um terço do território português,
    em particular no Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.
    – Em castelhano (não em espanhol como vc diz) também se usa a
    forma “estoy a cantar”…
    – Em Portugal ninguém engole as vogais, elas apenas têm apenas um
    tom bastante mais grave do que em outras partes da lusofonia.
    – As aglutinações “chiadas” são características apenas da região de
    Lisboa, que não é o exemplo do português europeu padrão.
    – Quem não sabe, é melhor ficar de boca fechada para não entrar
    mosca, nem se tornar ninho…

  15. Ah tá, Arcanjo! Em Portugal ninguém engole as vogais… kkkkkkkk

    Ai Paty, vc é muito educada: “o modo como os pronomes reflexivos são usados em Portugal causa estranheza aos ouvidos brasileiros”

    Estranheza é eufemismo, isso dói os ouvidos, assim como o uso do pretérito imperfeito do indicativo (=gostava) em vez do futuro do pretérito do indicativo (=gostaria), que para os tugaleses é o correto. Exemplo:
    Tugalândia: Eu “gostava” de conhecer NY.
    Brasil: Eu “gostaria” de conhecer NY.

    Pra mim é o mesmo que ouvir: É nóis. (Dói do mesmo jeito)

  16. Acho que este debate já está meio que encerrado, mas só gostaria de dizer que, pelo exposto e pelo que tenho lido aqui neste blog, a “simplificação” no uso de pronomes, se ela existiu, foi por parte de Portugal e não do Brasil. É o uso pelos portugueses (e todas as suas infinitas regras prescritas nas gramáticas) que não encontra paralelos em línguas como espanhol (ou castelhano, tanto faz) e italiano. É a preferência (e ninguém falou em exclusividade) pelo gerúndio que não encontra eco nas línguas irmãs, igualmente. A supressão de vogais, idem.

    Exatamente o oposto acontece com relação ao Brasil. A supressão de consoantes (o comer de esses e erres) é correlata ao francês. Falantes de espanhol e italianos também preferem a ênclise. E nem vou falar do gerúndio…

    Portanto do “padrão”, se ele existe, quem foge são os portugueses. E que linda é a língua falada em Portugal! Mas a falada aqui no Brasil também é. E acho que nenhuma das duas deveria ser considerada incorreta, ou uma considerada uma versão menor da outra, já que existem bases históricas e lingüísticas suficientes para explicar e justificar (precisa de justificativa?) as peculiaridades de cada uma.

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