BREVÍSSIMO ENFOQUE DO PORTUGUÊS DO BRASIL

Ruy Magalhães de Araújo (UERJ)

(CASTRO, José Ariel de. Fundamentos da História Externa do Português do Brasil. Zeitscrift für Romanische Philologie. Tubingen : Max Niemeyer Verlag, 1981)

O português que se fala no Brasil é um descendente direto do português popular dos séculos XVI e XVII, estando suas origens arraigadas no português medieval, ou, mais exatamente, no português medieval da segunda fase.

Quando Portugal se tornou independente, em meados do século XII, a realidade lingüística lusitana era o espaço territorial compreendido entre as imediações da atual Lisboa até o território da Galiza, ao noroeste da Espanha. Fora de dúvida, a Galiza representava o principal centro de irradiação cultural do ocidente da Península e sua cidade principal, Santiago de Compostela, era o local de onde partiam os movimentos que buscavam reconquistar os territórios dominados pelos árabes. A influência lingüística por parte do território galego foi, conseqüentemente, marcante.

Surgia o galego-português, notoriamente manifestado no campo literário, haja vista as cantigas dos trovadores e o grande número de documentos que, no Norte de Portugal, serviam de veículo para a gradativa implantação da língua viva. Mas o galego-português rompeu-se com a independência de Portugal. Com a conquista de novos territórios, ao sul, foi sendo incorporada ao idioma a língua dos moçárabes, com todos os seus arabismos e seus desenvolvimentos fonéticos independentes. Esse período de ruptura durou duzentos anos. A partir de 1530, começamos a ter o português medieval propriamente dito e desse português saíram muitas das futuras características do português do Brasil.

Na metade do século XVI, Portugal passava por um período de grande intensificação para afirmar o seu caráter de nacionalidade, após haver experimentado meio século de grande expansão econômica, cultural e territorial. No terreno político, a busca de afirmação acabou por se consubstanciar na pessoa de D. Sebastião, rei ainda adolescente, que se empreendeu numa malograda investida no norte da África, onde desapareceu na batalha de Alcácer Quibir. Não deixando sucessores diretos, Portugal passou ao jugo espanhol. Os nobres, os religiosos e o povo voltaram-se, em conseqüência, para um passado recente, buscando um símbolo que os pudesse manter unidos na ânsia da retomada de sua independência política e cultural: esse símbolo foi D. Sebastião, na pessoa de quem se procurou preservar os valores mais caros da nacionalidade portuguesa.

Nesse contexto, situou-se o Brasil no século XVI. A Colonização, iniciada em 1530 com Martin Afonso de Souza, desenvolveu-se sem possuir qualquer base efetiva de ocupação da terra e por conseguinte absorção dos elementos nativos, até a chegada dos padres jesuítas. A Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loiola, pregava a difusão do Evangelho por meio de natureza basicamente intelectual e doutrinária. Esses meios eram caracterizados, acima de tudo, pela persuasão no trabalho de catequese de pagãos ou reabsorção de cristãos transviados. Assim procederam com relação aos índios, acrescentando um dado novo: aprender para depois ensinar, tendo à frente as figuras de Anchieta, Nóbrega e Luís de Grã.

Tomando ciência da realidade étnica, atestaram a existência de um grupo principal de índios que vai dos limites do Rio de Janeiro e São Paulo até os limites entre a Bahia e Sergipe. Esse grupo era denominado Tupinambá. Coube a Anchieta a missão de estudar sua língua. Verificando que existia um denominador comum entre as variedades do tupinambá faladas na costa, Anchieta o transformou num conjunto de normas, que acabaram por constituir a gramática da língua mais falada na costa do Brasil. Ao que parece, compôs também um dicionário.

A língua geral, como ficou conhecida, não existia concretamente. Havia um grupo lingüístico, o dos tupinambás, (mais conhecido como tupi), que era realizado, sem dúvida, sob a forma de inúmeros falares. Essa realidade palpável levou Anchieta a conscientizar-se da existência de uma unidade, e desenvolveu um trabalho metódico, produto da observação de realidades, colheu dados, agrupou-os conforme suas semelhanças, descreveu-os seguindo a tradição de estruturas lingüísticas embasadas essencialmente na teoria gramatical da antiga Grécia, classificou-os e, a partir do momento da observação, estabeleceu normas correspondentes. Tais normas tiveram, em conjunto, a forma de uma gramática, isto é, como já mencionamos, a gramática da língua mais falada na costa do Brasil. Difundido, seu trabalho passou a ser ensinado como padrão da língua indígena (ou instrumento nivelador) tanto a padres quanto aos índios e colonos e geral. E o tupi foi a língua geral, unificada, da realidade brasileira dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Não se pode separar o estudo diacrônico do português da América da História do Brasil, apesar de nem sempre ser possível levar-se em conta esse condicionamento. A verdade é que fatos lingüísticos se permeiam com fatos históricos, acabando por não se poder negar essa assertiva. Um somatório bem significativo de fatos correlatos (lingüísticos e históricos) demonstrou à farta essa dissociação, culmimando com a política educacional em mãos dos jesuítas, até a sua expulsão do território brasileiro, por força das reformas do Marquês de Pombal.

O procedimento ou uso lingüístico dos jesuítas resultou num forte bilingüismo: falava-se o português e a língua geral, nada mais. E tal fato perdurou desde a metade do século XVI até o século XVII, melhor dizendo, todo o período em que os jesuítas puderam aqui viver e trabalhar.

Em face da influência dos diversos grupos que tiveram contato com os portugueses, alguns estudiosos observaram as características dos falares brasileiros. Entre os lingüistas, há nomes que se destacam pela posição assumida: Renato Mendonça e Jacques Raimundo evidenciam a influência do negro na formação do português do Brasil: Mário Marroquim, embora destaque as características arcaicas lusitanas de nosso português, tende a valorizar enfaticamente a influência indígena; Artur Neiva e Amadeu Amaral, este folclorista, aquele jornalista, colocam-na em primeiro plano; Serafim da Silva Neto e Gladstone Chaves de Melo põem em relevo, como lusófilos, o caráter essencialmente lusitano de nosso português, dentro de uma perspectiva de variedades na unidade; Manuel de Paiva Boléo procura ver, em nossa realidade lingüística, o caráter original de certos falares portugueses, mormente no linguajar açoriano; Leite de Vasconcelos enxerga nele, em termos abrangentes, uma simples ramificação do português continental; Serafim de Silva Neto pretende, ainda, ser ele o produto de uma forma inicial crioulizante, o que foi posto em dúvida, até certo ponto, por I. S. Révah.

O fato é que essas idéias têm a sua base, umas com maior e outras com menor intensidade, não chegando, porém, à essência de uma realidade, isto é, o português do Brasil é fonética, morfológica, sintática e lexicamente diverso do português falado em Portugal […].

Às elucubrações para tentar definir as características do português do Brasil deve-se acrescentar, de pronto, como primacial, o fator das condições históricas de implantação e desenvolvimento do idioma lusitano em nosso território, a fim de podermos estabelecer com exatidão sua individualidade.

Duas fases caracterizam, com precisão, a história do português do Brasil: o período que vai a chegada dos jesuítas, em 1549, e o período marcado com a transmigração da família real, em 1808, até os dias atuais. Entre os dois houve uma fase intermediária, a segunda metade do século XVIII, que criou as condições para a fixação das características básicas da primeira fase de implantação de algumas da segunda, menos importante e essencialmente política. Dir-se-ia, numa tentativa de síntese, que preliminarmente a primeira fase delineou as características do português do Brasil de maneira a poder ser ele fixado pela política do idioma da segunda.

O português do Brasil, já no século XVI, começou a patentear fatores que, em maior ou menor grau, devem ser considerados como parâmetros para a sua caracterização: a relação jesuíta-índio, a relação colono português-negro, a relação colono português-índio e a relação negro-índio.

As relações entre os jesuítas e os negros eram distantes e, por causa disso, incapazes de acarretar eventuais conseqüências lingüísticas. O contexto político foi o principal condicionador desse distanciamento, mesmo que a tradição entre as religiões admitisse a escravidão dos africanos. Em verdade, os jesuítas eram advogados brilhantes dos índios, não permitindo que estes fossem escravizados. Isto porque os silvícolas eram muito mais fáceis de serem catequizados do que os negros, os quais já detinham religiões e mitos bem mais estratificados.

Assim, teve início o tráfico de negros para serem (ou continuarem) escravos dos senhores de engenho, ou dos grandes latifundiários. Aqui chegados do continente africano, após longa e penosa viagem, deparava-se-lhes um contexto social e grupal desfavorável por inteiro. Mas teriam que sujeitar-se à nova situação de jugo, que lhes era imposta e não proposta. Essa situação e disponibilidade de jugo tenderia a se estender a todos eles e a todas as esferas, inclusive a lingüística. Com os jesuítas, não aprenderam a religião cristã; com os senhores, aprenderam-na, porém adaptaram-na à sua própria herança religiosa, daí surgindo interessante sincretismo religioso.

Como as relações lingüísticas entre os colonos portugueses e o negro eram feitas sem a intenção deliberada de estes aprenderem a língua daqueles, criava-se a expectativa de aprendizado lento do idioma português por parte do escravo: por consecução, não chegava a existir, em termos duradouros, um falar de emergência, do tipo pidgin, por parte dos escravos. Os primeiros que aqui desembarcaram falavam o português deturpado, pois que já chegavam adultos, restringindo-se, sobremaneira, a possibilidade de adquirirem a língua falada pelos portugueses.

A “pidiginização”, no entanto, realizava-se na senzala, principalmente, porque, debaixo da pressão lingüística do colono português e da situação de fato da existência, no mesmo contexto, de negros oriundos de pontos diferentes da África, só restava uma alternativa: falar o português do lusitano colonizador. Dessa forma, a influência do negro fazia-se através do relacionamento de culturas, e, por conseqüência, somente o léxico pode ser considerado como campo receptor de contribuições lingüísticas de origem africana.

Os colonos falavam um português arcaizante, talvez pelo fato de serem pessoas de poucas letras ou nenhuma. Em Portugal, a língua de então, no contexto rural, mostrava uma origem setentrional, não sendo estranho que muitos dos fatos lingüísticos articulatórios apontados como deturpações espontâneas por parte dos escravos não fossem apenas formas populares de origem lusitana.

O tupi (ou tupinambá) era uma língua do tipo aglutinante e juntava numa só palavra os elementos indicativos das relações semânticas; a pronúncia de seus componentes era clara e cada item do seu léxico teria de ser, de modo inconteste, uma de suas características principais. O fato é que, ao pronunciar com nitidez as sílabas, o índio (ou o caboclo) escudava-se em sua língua materna, cujas palavras eram, via de regra, independentes e oxítonas em sua maioria. Outra faceta importante é a valorização das vogais abertas, o que configura nitidez de pronúncia.

Os negros boçais só se exprimiam em sua própria língua, no caso da Bahia o iorubá e o nagô.

A influência do negro no português do Brasil ficou, assim, restrita, exclusivamente, ao campo lexical, em face do relacionamento senhor/escravo.

A influência do índio foi mais ampla: a língua geral fez uma caminhada longa em direção ao português estabilizado; este realizou uma caminhada pequena em direção àquela. Este duplo caminhar marcaria uma convergência entre tendências, do lado dos portugueses, e de hábitos articulatórios negativos, do lado dos índios. O resultado seria a precipitação de algumas daquelas, quando intensificadas por estes. Das tendências precipitadas, as mais fortes se situariam no plano prosódico ou supra-segmental.

No contexto de contato social, durante o período colonial, manteve-se o relacionamento branco/índio na região sul de Minas Gerais. Não foi estável, aos moldes da situação econômica do norte e por causa disso manteve sempre a característica de primeiro contato, o que configura o falar caipira, (o chamado dialeto caipira), que é o da região sul de Minas Gerais até o Paraná: um plano prosódico não muito diferente de determinados hábitos articulatórios, lembrando aquela caminhada da língua geral em direção ao português, sem ter havido uma pequena caminhada deste em relação àquele, não havendo, assim, aquela convergência que se realizou no norte.

Na região do Rio de Janeiro, até o século XVIII, sob a influência do contexto social do sul, ocorreu o povoamento maciço de portugueses, o que foi um fato novo e inesperado, que falavam uma língua prosodicamente diversa da dos antigos colonos. Surgiu, conseqüentemente, o falar fluminense, do qual o carioca (o chamado linguajar carioca) é a melhor expressão típica; esse falar estendeu-se, nestes 150 anos, até o Espírito Santo.

Na região sul, o falar caipira entrou em processo de franca divisão, devido ao forte movimento migratório (alemães, japoneses, sírio-libaneses e italianos) detonado no limiar do século XX. De um lado, permaneceu o antigo falar caipira e espalhou-se, pelos núcleos urbanos e regiões limítrofes, a influência de uma variedade dele, porém definida pela incorporação de hábitos articulatórios de estrangeiros, mormente italianos.

No extremo sul, pelo contato fronteiriço com nações de língua espanhola, ainda mais se alterou o falar paulista, o qual se iria estender aos estados do centro-oeste brasileiro: Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Leia o artigo na íntegra:
http://www.filologia.org.br/revista/artigo/6%2817%297-12.html

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55 Respostas

  1. Abrindo os comentários, coloco alguns trechos citados pelo Paulo nsse post:
    brasiliano.wordpress.com/2008/08/16/tres-socio-historias-tres-linguas/#comment-22

    “Na verdade, nós, brasileiros, mantivemos os sons que viraram arcaísmos empoeirados para os portugueses.

    Só que, ao mesmo tempo, acrescentamos à língua mãe nossas próprias inovações. Demos a ela um ritmo roubado dos índios, introduzimos subversões à gramática herdadas dos escravos negros e temperamos com os sotaques de milhões de imigrantes europeus e asiáticos. Deu algo esquisito: um arcaísmo moderno. O português brasileiro levou meio milênio se desenvolvendo longe de Portugal até ficar nitidamente diferente.”

    “Em segundo lugar, contribuiu para acentuar a diferença o isolamento da colônia em relação à metrópole. Assim, as novidades e modismos lingüísticos que surgiam em Lisboa ficavam desconhecidos aqui. Por isso, a língua se transformava mais rapidamente lá e tornava-se mais conservadora na periferia. Até hoje, usamos formas, como o gerúndio (estou trabalhando), consideradas arcaicas em Portugal. Outra causa, importantíssima, foi a influência indígena e, em menor intensidade, a africana. A língua portuguesa, ao chegar na nova terra, entrou em contato, logo de início, com línguas do tronco tupi, especialmente o tupinambá, tupiniquim e o guarani (não existe uma “língua tupi”, que é um tronco, conjunto de línguas aparentadas). Essas línguas acabaram dominadas pelo português, mas exerceram grande influência sobre ele na sonoridade e no vocabulário. Por outro lado, as línguas africanas que chegaram, faladas pelo enorme contingente de escravos ao longo de três séculos, também exerceram sua influência, particularmente no vocabulário.

    “É preciso notar, igualmente, que no século XVI, segundo depoimentos insuspeitos de gramáticos da época, tinha a língua portuguesa um ritmo muito mais lento que a do século XVIII em diante. […]Embora não se deva afastar a possibilidade de se ter conservado, de alguma forma, entre os brancos colonizadores, a pronúncia mais lenta dos dois primeiros séculos (atestada por vários gramáticos da época), a causa mais importante da interrupção da marcha do acento de intensidade no português do Brasil deve ser buscada na conjugação do idioma lusitano com a estrutura das línguas originais ou instrumentais da população indígena. […]a pronúncia clara dos componentes de cada ítem de seu léxico teria de ser, como de fato era, uma de suas características principais. Não se trata, pois, de procurar na língua do índio um acento de duração como responsável pela articulação mais clara do português da Bahia. O hábito de pronunciar com nitidez as sílabas surgiu do fato de, em cada palavra da língua materna do índio ou do caboclo, serem elas freqüentemente palavras independentes e oxítonas, em sua maioria […]

    Outra conseqüência importante dessa situação é a valorização das vogais abertas ou semi-abertas, naturalmente, configuram nitidez de pronúncia.[…]

    10. A língua dos negros, no caso brasileiro, foi veículo de alterações circunstanciais ou superficiais. Não é difícil entender isso. Uma parte dos negros que chegavam ao Brasil era já conhecedora operacional do português. A literatura colonial, de ficção e de não ficção, é pródiga na referência a negros ladinos e boçais. Os primeiros eram os que já se exprimiam de alguma forma em português antes de chegarem ao Brasil ou que, logo ao chegarem, eram capazes de se entender numa língua de emergência. Os boçais só se exprimiam em sua língua. Na Bahia, era o nagô ou o ioruba. Isso é importante porque muitos que chegavam traziam, eles mesmos, um instrumento lingüístico de emergência, um pidgin, que não chegou a se tornar um falar crioulizante pois, em nosso entender, teve vida curta por causa do tipo de interação social que seus usuários foram levados a ter com os portugueses.(…) A influência africana no português do Brasil teria, assim, caráter restrito, exercendo-se, em face do relacionamento senhor/escravo, exclusivamente no campo lexical.

    A influência do índio seria mais ampla, caracterizando-se por uma caminhada forte da língua geral em direção ao português estabilizado, internamente, dos colonos e uma caminhada pequena deste em relação à língua geral. […]tendência do português estabilizado do colono era no sentido de realizar os enunciados de maneira mais descansada, isto é, com menor distinção entre sílabas tônicas e átonas. A tendência da língua geral era a de articular com nitidez os sintagmas normais de sua realidade estrutural, como língua de caráter aglutinante que era. Isso levava à formação de termos ou enunciados mais simples, em que os componentes se distinguiam mais se comparados aos componentes dos enunciados dos colonos.”

    “Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje e o português arcaico, há também muito mais diferenças. Boa parte delas é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número imenso de negros, que não falavam português. “Já no século XVI, a maioria da população da Bahia era africana”, diz Rosa Virgínia Matos e Silva, lingüista da Universidade Federal da Bahia. “Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola”, conta. Na ausência de educação formal, a mistura de idiomas torna-se comum e traços de um impregnam o outro. “Assim, os negros deixaram marcas definitivas”, ressalta ela.

    Também no século XVI, começaram a surgir diferenças regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas costeiras, onde os índios foram dizimados e os escravos africanos abundavam. No outro, o interior, onde havia sociedades indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as imigrações, que foram gerando diferentes sotaques. “Com certeza, o Brasil hoje comporta diversos dialetos, desde os regionais até os sociais, já que os ricos não falam como os pobres (veja o mapa ao lado)”, afirma Gilvan Müller de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina.”

    “O contato direto e permanente de falantes africanos com a língua portuguesa no Brasil,[…] foi provavelmente facilitado pela proximidade relativa da estrutura lingüística do português europeu antigo e regional com as línguas negro-africanas que o mestiçaram. Entre essas semelhanças, o sistema de sete vogais orais (a, e, ê, i, o ê, u) e a estrutura silábica ideal (CV.CV) (consoante vogal.consoante vogal), onde se observa a conservação do centro vocálico de cada sílaba e não há sílabas terminadas em consoante. Essa semelhança estrutural […] possibilitou a continuidade da pronúncia vocalizada do português antigo na modalidade brasileira (onde as vogais átonas também são pronunciadas), afastando-a, portanto, do português de Portugal, de pronúncia muito consonantal, o que dificulta o seu entendimento por parte do ouvinte brasileiro, fazendo-lhe parecer tratar-se de outra língua que não a portuguesa (a pronúncia brasileira *pi.neu, *a.di.vo.ga.do, *su.bi.ma.ri.no em lugar de pneu, a(d).v(o).ga.do, su(b).m(a).ri.no))

  2. o sistema de sete vogais orais (…) e a estrutura silábica ideal (CV.CV) (consoante vogal.consoante vogal), onde se observa a conservação do centro vocálico de cada sílaba e não há sílabas terminadas em consoante. Essa semelhança estrutural […] possibilitou a continuidade da pronúncia vocalizada do português antigo na modalidade brasileira (onde as vogais átonas também são pronunciadas), afastando-a, portanto, do português de Portugal, de pronúncia muito consonantal, o que dificulta o seu entendimento por parte do ouvinte brasileiro, fazendo-lhe parecer tratar-se de outra língua que não a portuguesa (a pronúncia brasileira *pi.neu, *a.di.vo.ga.do, *su.bi.ma.ri.no em lugar de pneu, a(d).v(o).ga.do, su(b).m(a).ri.no))”

    Cara, é como digo: não concordo com a hipótese de mais sons, acho que não entendemos ‘eles’ por causa do vocabulário, da velocidade que eles falam e porque eles não pronunciam as vogais – ou se pronunciam, é quase imperceptível.

  3. Vejam que entrevista interessante com José Luiz Fiorin, professor de Lingüística da USP

    Edição nº 175 – 28/9/2007
    “A Língua Portuguesa não está correndo perigo”

    […] o acordo é para unificação da ortografia da Língua Portuguesa, e não da Língua Portuguesa. A língua é uma coisa viva, mutante, que varia de acordo com a província, com os enunciados e com as necessidades dos falantes daquela língua. Não dá para uniformizar a pronúncia, o estilo, a poesia da língua. O que dá para unificar é a grafia, a representação gráfica e é exatamente isso que o acordo propõe. Pode parecer um detalhe pequeno, mas ele faz toda a diferença.

    […]

    A ortografia não reflete exatamente o que é uma língua. A ortografia é uma convenção, regida por lei, que retrata graficamente as palavras de uma língua. Agora a língua mesmo é bem mais que isso. A gente fala, a gente se expressa, a gente ama, a gente se desespera e a gente mostra o que é em Português. A língua é isso, é essa tradução da identidade do povo. A ortografia é só a representação gráfica disso tudo. E ela não é capaz de refletir com exatidão. A gente fala “di dia”, e a grafia correta é “de dia”. A gente fala “lobu”, e a grafia é “lobo”. Então nem sempre a grafia é a representação mais fiel da língua, fora os sotaques, as entonações, as variações regionais, tudo isso. Uma reforma radical da língua apontaria na direção dessas mudanças. Adaptar a língua escrita à língua falada.

    […]

    Hoje, nos lugares onde se fala português, se chega um material didático brasileiro, isso tem que ser adaptado, para que seja um documento oficial e dentro dos padrões legais. O Brasil não, mas os países africanos de Língua Portuguesa têm um português muito próximo ao de Portugal, muito mesmo, então não é errado dizer que Portugal, ali, é a autoridade no que diz respeito à língua. E o acordo de unificação não é o fato mais importante do mundo, mas também não é uma bobagem à toa. A unificação causou uma gritaria danada em Portugal principalmente porque o acordo é acusado de abrasileirar demais a língua e isso seria uma espécie de colonização feita pela antiga colônia. Ou seja, Portugal perderia seu posto de metrópole. Eles afirmam lá que apenas 0,5% das palavras do Brasil seriam alteradas, enquanto 1,5% das de Portugal passariam por alterações. E isso é demais para os portugueses.

    […] Outra coisa que os portugueses afirmam é que não admitem o acordo porque estão guardando a pureza da língua. Mas veja, uma teoria até com pouco prestígio hoje diz que nos centros irradiadores da língua, Portugal, por exemplo, ela sofre muito mais mudanças e se distancia muito mais do original que nas periferias e nas antigas colônias.

    É aquela história de o português falado no Brasil ser muito mais parecido com o que se falava no século 16?
    Exatamente. Ou seja, aqui o Português é mais antigo e, portanto, quem guarda a pureza somos nós e não eles. Mas tudo isso é bobagem. A questão certa é outra.

    E qual é?
    Se o acordo de unificação ortográfica entrar mesmo em vigor, teremos que reconhecer que a legitimidade da língua não está mais somente com Portugal, mas sim com os oito países da CPLP. Esses países foram colônias de Portugal e, por um acordo, passam a ter simbolicamente o mesmo direito e o mesmo poder sobre a língua. O Brasil não se coloca nessa posição de colônia há muito tempo e levar ao mundo essa forma brasileira de escrever o português é uma afronta a Portugal. É contra isso que eles se colocam. Se o português do Brasil também passar a ser oficial nos lugares onde essa língua é usada, imagine o valor simbólico – e porque não dizer econômico, já que estamos falando de circulação de bens – que isso tem. Deve ser uma ofensa a Portugal essa projeção brasileira na lusofonia.

    sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=175&materia=404

  4. Quer saber? Meu medo é que com esse acordo nosso idioma seja confundido com aquela coisa feia do lado de lá (Se bem que pra chegar nesse ponto só sendo muito surdo). Sem falar que a língua deles parece um espanhol mal escrito: anónimo, crónica, acto, facto etc. Não sei porque não adotam logo o espanhol.

  5. Faz um tempo que li uma reportagem que falava de uma pesquisa que fizeram em Portugal e parece que 90% da população queria se unir à Espanha. Se a gente penssr que nas nossas fronteiras o pessoal é meio bilíngüe, imagina lá, com um país tão pequeno certamente eles devem falar espanhol fluentemente. Acho que não seria traumático pra eles mudar do idioma português para o espanhol, e ainda teriam muitas vantagens econômicas. Não seria um bom negócio?

  6. Realmente, Deda, já ouvi alguma coisa nesse sentido e parece ser sério o desejo de integração entre Portugal e Espanha, inclusive li que Saramago apóia a iniciativa. Não vou palpitar porque na verdade não conheço a realidade daqueles países. Cheguei até a pensar que a UE formaria uma federação mas acho que me enganei redondamente. A Europa é um lugar muito exótico e complexo pra entendermos, pelo menos pra mim. Acredito que Portugal e Espanha podem se unir, mas acho pouco provável que os portugueses deixem de falar seu idioma, afinal, a Espanha é uma colcha de retalhos.

  7. Acabo de me surpreender. Sempre achei que a antipatia dos brasileiros pela língua espanhola era herança de português, mas, pelo visto, Portugal e Espanha são extremamente próximos. Errei feio.

  8. Mais notícias boas hoje!

    Brasil é o ”queridinho” entre as principais economias emergentes

    Brasil lidera investimento entre países emergentes. País está a frente de China, Índia e Rússia

    Aumento da classe média atrai companhias

    Brasil aparece como 8.º destino das empresas, mostra estudo da KPMG

    País lidera Brics em tecnologia

    Estudo da IDC mostra que Brasil investe mais do que outros emergentes, inclusive a China

    E, pra finalizar, o post que montei da matéria da BBC e o Editor publicou. 😀

    Moda brasileira contagia o mundo, diz jornal

    Em sua edição deste domingo, o jornal britânico “The Independent on Sunday” traz uma matéria sobre a expansão da moda brasileira no mercado internacional.

  9. E só pra complementar meus comentários que não têm nada a ver com nada 😀

    Eu adoro as modelos Raquel Zimmermann e a Bruna Tenório. Elas são perfeitas.

    brasiliano.wordpress.com/2008/07/08/tops-brasileiras-lideram-a-lista-das-melhores-do-mundo-da-moda/

    brasiliano.wordpress.com/2008/04/19/a-top-model-n%c2%ba-1-do-mundo-e-brasileira-raquel-zimmermann/

    Aliás, não sei se sabem, mas todos os posts de moda praticamente fui eu que fiz. Ficaram tão lindos!

    Pronto! Agora que já falei, podem continuar o assunto anterior. 😀

  10. Oi, André Schmidt.

    A sua teoria – era – boa, mas suponho que talvez essa essa resistência ao espanhol não tem muito a ver com uma herança portuguesa, possivelmente seja uma antipatia ao povo hispânico que é reconhecidamente arrogante. Nos esportes a gente nota muito isso, os cubanos, os venezuelanos, os argentinos etc, quando estão numa posição acima, costumam se achar. E isso é assim em qualquer área: econômica, tecnológica, política etc. O Brasil é expert nisso, já sofremos muito com o preconceito e a soberba hispânica – hoje a gente não sente tanto pelo país estar num patamar superior – tanto que existe muitas críticas à posição generosa dos brasileira no que concerne aos nossos vizinhos pois, se fossem eles, certamente não levantariam um dedo pra ajudar o Brasil. Eu penso que os portugueses, num menor nível, compartilham com os espanhóis essa soberba. A gente é muito diferente, essa herança, certamente, não recebemos dos lusitanos. Quanto a pensar que o idioma espanhol é meio brega, cafona, de mau gosto; coloco esse pacote na conta dos americanos, que espalharam vários esteriótipos.

    Ju,

    lendo agora a entrevista que postou, fica patente o complexo de superioridade lusitano: “os portugueses afirmam é que não admitem o acordo porque estão guardando a pureza da língua.” Mas quem deu aos lusos a incumbência de defender e resguardar o idioma?
    Mesmo porque seria uma missão muito da mal feita, pois foram eles que mais mudaram a língua.

  11. Malu,
    Essa garota, Bruna Tenório, é impressionante.
    brasiliano.wordpress.com/2008/07/08/tops-brasileiras-lideram-a-lista-das-melhores-do-mundo-da-moda/
    Colocaria minha mão no fogo pela ascendência japonesa dela. Se vc não tivesse me dito que ela é descendente de índios, nunca teria desconfiado. Aquela teoria de que os indígenas descendem de povos mongolóides, vindos da Ásia pelo Estreito de Bering, deve estar correta.

  12. Clicando na foto da pra ver maior:

    É espantosa a similaridade.

  13. De fato, Patrícia. Isso que dá tirar conclusões sem saber. NUNCA tinha prestado atenção, até a Mª Luiza falar, de como o espanhol e o português de Portugal são parecidos na escrita. Não sei de onde tirei a besteira de que estes países não se davam. Nonsense!

  14. Olá amigos,estou de regresso, após uma viagem estupenda de 3000km pela Turkia,antigo império otomano,também passei rápido pela Bélgica, país que gosto bastante pelas cervejas caseiras e artesanais deles.Bem pelos vistos isto aqui anda animado nem que não seja em boçalidade hahhahhahhah!!!!.Então o mister André schimdt acha o português idêntico ao espanhol sim senhor grande conclusão senhor andré,para lhe fazer ver a bestealidade em que acredita passo a esplicar-lhe de maneira a entender,que tal voçe também achar o brasileiro parecido ao argentino, hahhahhah tal e qual não são !!!!hahahahaha!!!! a mim parecem-me exacatamente a mesma lingua,só que tem uma diferença quando escuto um brasileiro a falar entendo o que ele diz , quando escuto um argentino não entendo metade,tirando isso voçe tém mesmo razão são linguas mesmo parecidas hahhahhahhah!!!!!!!enfim, como dizem os italianos “porca miséria” hahhahhah.

  15. Camarada…
    Acho que não falamos o mesmo idioma ou sua capacidade pra interpretar textos é bastante deficiente. Não quero causar discussões, se prestar atenção no que escrevi vai ficar claro que apenas tirei conclusões do que disseram aqui:
    A) A possível integração de Portugal à Espanha
    B) A similaridade NA ESCRITA do português europeu com o espanhol. Exemplo (como disseram): anónimo, crónica (acento agudo), facto, acto (letras mudas) Em nenhum momento falei de fonética.

    Não sou conhecedor do português europeu e muito menos dos laços políticos entre Portugal e Espanha, mas não é preciso grande esforço pra concluir que, diferentemente do que (EU) imaginava, os dois países ibéricos possuem “relações carnais” e que aparentemente os dois idiomas são próximos NA ESCRITA, com uma grande influência do espanhol sobre o português lusitano.

    Deu pra entender ou quer que eu desenhe?

    Se concluí errado, argumente e explique seu ponto de vista.
    Não o conheço e muito me espanta suas agressões gratuitas.
    Mais respeito, por favor.

    Ah, e do contrário que disse, entendo melhor um argentino a um português.

  16. André, não esquenta.
    Sabe como é, a grosseria, ou melhor, a educação européia está ficando famosa no Brasil. Depois dizem que são estereótipos…

    E quem andou animando o debate com boçalidades, com certeza não fomos nós…

    E pra terminar, usando uma palavra do André:
    Que sujeito mais NONSENSE!

  17. Sou eu ou está rolando um estresse básico aqui:) Nada que um bom incenso não resolva. 😉

    Luís, bela viagem. Percebemos o seu sumiço mas imaginamos que tinha sido pelo motivo que começa com Ma e termina com za. 🙂

    Como o André disse, estávamos mais ou menos analisando porque os brasileiros são reticentes aos hispânicos. Descartamos uma possível herança portuguesa, pois Portugal e Espanha são muito próximos (o pessoal aposta até numa união).

    E mais, descobrimos mais elementos que explicariam a dificuldade dos brasileiros entenderem o português: O brasileiro preserva a pronúncia do português antigo mais lenta e vocalizada (CV consoante-vogal) Por ex,pronunciamos pi.neu, a.di.vo.ga.do. Os portugueses se afastaram acelerando a língua e pronunciando de uma forma consonantal, o que dificulta o seu entendimento por parte do ouvinte brasileiro, fazendo-lhe parecer tratar-se de outra língua que não a portuguesa

    “o sistema de sete vogais orais (…) e a estrutura silábica ideal (CV.CV) (consoante vogal.consoante vogal), onde se observa a conservação do centro vocálico de cada sílaba e não há sílabas terminadas em consoante. Essa semelhança estrutural […] possibilitou a continuidade da pronúncia vocalizada do português antigo na modalidade brasileira (onde as vogais átonas também são pronunciadas), afastando-a, portanto, do português de Portugal, de pronúncia muito consonantal, o que dificulta o seu entendimento por parte do ouvinte brasileiro, fazendo-lhe parecer tratar-se de outra língua que não a portuguesa (a pronúncia brasileira *pi.neu, *a.di.vo.ga.do, *su.bi.ma.ri.no em lugar de pneu, a(d).v(o).ga.do, su(b).m(a).ri.no))”

  18. André…
    Melhor do que os argentinos, eu entendo os chilenos e os uruguaios.

    Pesquisei alguns vídeos:

    Chile
    http://br.youtube.com/watch?v=U6kpnX6FNnk

    Uruguai
    http://br.youtube.com/watch?v=0z3nWHb_MTs

    Argentina
    http://br.youtube.com/watch?v=iqaVOuK1ois

    Portugal
    http://br.youtube.com/watch?v=Yvb1Ho3xKUc&feature=related
    Portugal na rua:
    http://br.youtube.com/watch?v=9WSIkxEIqhE&feature=related

    Brasiiilll (queria os outros vídeos que nem este, com várias pessoas falando, mas não encontrei)
    http://br.youtube.com/watch?v=pyFn4G2n3vM&feature=related

  19. Sou mais os argentinos.

    Os portugueses, tirando algumas partes enroladas que não dão pra entender, consegui acompanhar satisfatoriamente.

    O 2º vídeo de Portugal é…. Esquece!

    O vídeo do Brasil, mesmo com um sotaque sutil, dá pra perceber o carioquês.

  20. Interessante os vídeos.

    Vendo eu me lembrei de uma história. Faz algumas semanas, eu e uma amiga fomos em um congresso aqui em Brasília, e o embaixador dos Estados Unidos era um dos palestrantes. Ele começou a falar em nossa língua, mas sério, não dava pra entender patavina. Nós e mais a metade da sala “disfarçadamente” começamos a rir. Era tão tosco que ficou engraçado. Não sei se percebeu ou alguém o avisou sobre a situação hilária, só sei que ele parou e em um sorriso disse: Acho melhor falar em inglês. Aí a gargalhada da platéia foi geral. Nossa, foi muito engraçado.

    Em outra ocasião, naquela época que estavam analisando formar a ALCA, fizeram na Câmara um debate e vieram americanos, mexicanos e canadenses pra explicar o NAFTA. Eu não consegui, de maneira nenhuma, entender o mexicano. Ele falava muito depressa.

    Essas consultas públicas, debates e congressos é uma das vantagens de se morar na capital. E o melhor, é tudo de graça.

    Patrícia, quando vc fala da arrogância hispânica, temos que ter cuidado pra não generalizar. É uma característica pontual deles. Meus pais foram há pouco tempo pra Argentina e Uruguai e voltaram maravilhados com a educação, a simpatia e a generosidade do povo. E todos os latinos, sem distinção, que conheço aqui, são ultra simpáticos.

  21. Mais notícias nada a ver. Do blog do Ancelmo Góis

    Para inglês ver

    A H.Stern, a rede de joalherias fundada no Brasil pelo alemão Hans Stern, virou notícia em Londres.

    O The Jewish Community Online enche a bola do saudoso Hans e pergunta no título: “Por que a joalheria do filme ‘Sex and the city’ quer um pedaço de Londres”. É que, no filme, um chaveiro da H.Stern faz sucesso.

    oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?t=para_ingles_ver&cod_Post=122671&a=98

    (\___/)
    ( =’.’=)
    (“)__(“)

  22. Alguém sabe como faz pra saber o quanto um país é mais rico que outro? Renda per capita não é pois senão:
    Suíça seria mais rica que os EUA
    Guiné Equatorial + rica que Coréia do Sul
    Espanha + rica que a China

    Distorções absurdas.
    IDH tbm não é pois Cuba tem um super alto e é pobre.

    Como é que a gente faz as comparações entre países?

    A lista da renda per capita:
    cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2004rank.html

  23. Não conheço nenhum índice que faça esse tipo de comparação. Acho que teria que entrar no cálculo: desenvolvimento tecnológico, capacidade produtiva, indústria etc. O que melhor mede isso é o PIB-PPC (O PPC elimina as distorções cambiais. Por exemplo, consegue-se chegar próximo à realidade da China, que tem uma moeda super desvalorizada artificialmente)

    Do FMI:
    Linta de países por PIB PPC

    Pra entender o que é PPC:
    pt.wikipedia.org/wiki/Paridade_do_poder_de_compra

  24. Valeu, Dan!

    Olhem que dó 😦

    Cerca de 2 mil pingüins são encontrados mortos no litoral de SC

    g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL739637-5598,00-CERCA+DE+MIL+PINGUINS+SAO+ENCONTRADOS+MORTOS+NO+LITORAL+DE+SC.html

  25. Ju,
    Generalizei, né? Foi mal, não tive a intenção. 😉 Eu sei que todos da américa são pessoas lindas, extremamente educadas e amigáveis, acho até que com os brasileiros eles são bem mais carinhosos. Mas quando entra em áreas em que eles se sobressaem, tipo política, economia ou esportes, eles ficam arrogantemente insuportáveis. É incrível a mudança. Um pouco de modéstia não faz mal a ninguém.

    Vejam a belezinha que achei, mandei pro Editor para ele postar como “Pérolas”:

    (o texto é de um português)

    O português e a lusofonia

    Pe. Álvaro Teixeira, cmf

    […] No Brasil, na África e na Ásia, a nossa língua foi levada sobretudo pelos mesmos agentes e pelas famílias emigrantes que lá foram ganhar o seu pão. É claro que havia professores que deram o seu melhor; no entanto, os portadores da língua e a influência dos idiomas locais tiveram mais peso. Daí, os crioulos e os disparates mais vulgares.

    Com o peso da comunicação social telenovelesca, o Brasil, pioneiro e forte apostador nessa área, pôde espalhar o “brasileiro” por tudo quanto era canto. Com a “Gabriela” e outras quejandas, o nosso Zé-povinho começou a abrasileirar a sua incultura linguística e até gente de gabarito não se incomoda muito de estrangeirar a sua expressão lusa. Um tal “novo dicionário” – que parece, felizmente, ter abortado – é sintomático.

    Nos novos países de expressão portuguesa ( conheço Angola bem ao vivo e, ali, faço o que posso no ensino da nossa língua mãe ), o português entrou como disse acima e mais se adulterou com a fuga dos “retornados” de 1975. No seu lugar, ficou um vazio enorme. Além disso, Portugal – que não é dono da língua, mas deve exigir ser padrão da mesma – pouco ou nada tem feito para formar professores de português. Não vejo que o Instituto Português possa ser o salvador da pátria, neste particular. Nem sequer chega a descargo de consciência de quem de direito. Além disso, as telenovelas brasileiras, também aí, fizeram os seus estragos. E temos o “brasileiro” a invadir o que restava do “português”, tal como o joio invade um campo abandonado.

    Será que os nossos governantes – os mesmos que pensam tanto em, fomentar as exportações – se lembrarão de que também é dever seu acompanhar, mesmo economicamente, a implementação duma língua bem falada e escrita, não obstante sabermos que os vocábulos nativos também podem enriquecer o nosso idioma? Infelizmente, não me parece que os “choques tecnológicos” estejam fermentados por uma pretensão cultural. As relações, nomeadamente com Angola, privilegiam mais o dinheiro e a economia. E ponto final!

    osetubalense.pt/index.asp?idEdicao=154&id=6083&idSeccao=1325&Action=noticia

    Esta foi a opinião mais baixa e lamentável que já li de um português. Que padrão é esse que ele quer manter? Seria a língua alterada de Portugal?

    Se influências lingüísticas são crioulos e disparates vulgares, então o que sobra para o português moderno, já que sofreu muito mais mudanças que a língua brasileira?

    Como disse o Fiorin acima:

    “Outra coisa que os portugueses afirmam é que não admitem o acordo porque estão guardando a pureza da língua. Mas veja, uma teoria até com pouco prestígio hoje diz que nos centros irradiadores da língua, Portugal, por exemplo, ela sofre muito mais mudanças e se distancia muito mais do original que nas periferias e nas antigas colônias.

    […] Aqui o Português é mais antigo e, portanto, quem guarda a pureza somos nós e não eles.

    Que pessoa preconceituosa e ridícula. O cidadão que escreveu esse lixo deve conhecer tanto a língua dele quanto eu sei sobre astrofísica, ou seja, nada.

    A cada dia eu fico mais convencida da necessidade de uma língua brasileira independente.

  26. Pessoal,
    A explicação do bug está aqui:
    brasiliano.wordpress.com/about/

    Sejam novamente bem-vindos ao nosso velho-novo blog!

  27. Nossa, que susto! Esse blog é meu vício!!

    Retomando o assunto:
    Pati, é aquela história, o Brasil não guarda semelhanças com países “lusófonos” e, até por nosso “isolamento”, somos indiferentes a eles. Esses ataques preconceituosos não fazem muito sentido pra nós e nem entendemos muito bem porque acontecem. Se apresença brasileira incomoda tanto por que simplesmente não tiram do ar as tais novelas?

    Agora chamar nossas influências de disparates vulgares? Como assim? Ele acha que nossas influências são inferiores, nossa língua é inferior a portuguesa?

    E essa parte?:
    Com a “Gabriela” e outras quejandas, o nosso Zé-povinho começou a abrasileirar a sua incultura linguística e até gente de gabarito não se incomoda muito de estrangeirar a sua expressão lusa. Um tal “novo dicionário” – que parece, felizmente, ter abortado – é sintomático.

    Pelo menos ele sabe que a língua brasileira não é português e a trata como idioma estrangeiro, mas, com um preconceito torpe, diz que abrasileirar é desaculturar, como se nossa língua fosse uma coisa selvagem e vulgar. E esse dicionário que ele cita? É claro que é o Houaiss! -Não, gente, isso é o mais absoluto recalque- Criticar o Houaiss? Pode?

  28. Que saudade! Fiquei praticamente órfã.

    Será que o Luís Ribeiro e o André Schmidt vão achar o novo blog?

    Em todo caso,
    Ju, eu estava pesquisando sobre “abrasileiramento”, “brasileiração” (Da formação cultural do Brasil) e eu li cada coisa estúpida, vc não acreditaria. Essa “opinião” que postei acima foi uma delas.

  29. Ó eu aqui. O Paulo tem meu email e me avisou da mudança 😉

  30. Fala gente boa! :p Saudades!

  31. Oi gente,

    Fiquei tão decepcionada ao não encontrar o blog…
    Daí fiz uma pesquisa agora e encontro todos aqui, fiquei muito feliz. Não deixei meu um endereço pra contato com ninguèm… aí fiquei perdida…

    Bom,
    permitam-me arriscar uma opinião sobre a língua brasileira.

    Lendo um pedaço desse artigo artigo:
    .
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    “É preciso notar, igualmente, que no século XVI, segundo depoimentos insuspeitos de gramáticos da época, tinha a língua portuguesa um ritmo muito mais lento que a do século XVIII em diante. Ritmo lento significa sílaba tônica menos forte, sílabas átonas mais nítidas e maior emprego da duração. Em conseqüência, havia melhor distribuição do acento de intensidade pelas sílabas. Como resultado secundário dessa situação, deve-se assinalar a tendência à valorização da abertura das vogais e das sílabas. Dentro desse contexto, o ritmo da língua portuguesa de então é capaz de explicar traços da língua popular como a queda do /r/, que fecha sílabas finais, ou do /s/ e do /l/, na mesma situação. É ilusório querer imaginar uma língua portuguesa, nos séculos XVI e XVII, com aparência de língua culta, no sentido de língua menos distanciada do código escrito.”

    brasiliano.wordpress.com/2008/05/08/historia-da-lingua-do-brasil/
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    E agora o desse post:
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    “O tupi (ou tupinambá) era uma língua do tipo aglutinante e juntava numa só palavra os elementos indicativos das relações semânticas; a pronúncia de seus componentes era clara e cada item do seu léxico teria de ser, de modo inconteste, uma de suas características principais. O fato é que, ao pronunciar com nitidez as sílabas, o índio (ou o caboclo) escudava-se em sua língua materna, cujas palavras eram, via de regra, independentes e oxítonas em sua maioria. Outra faceta importante é a valorização das vogais abertas, o que configura nitidez de pronúncia.”
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    Então é possível que a influência indígena tenha preservado algumas facetas do português arcaico no Brasil: o falar claro e lento, o /S/ paulista etc

    Mais o que mais me chamou a atenção é que:
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    “A partir de 1530, começamos a ter o português medieval propriamente dito e desse português saíram muitas das futuras características do português do Brasil.”
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    .
    como a língua indígena influenciou mais a fala e o léxico (vocabulário); os africanos influenciaram mais o léxico (vocabulário); é por isso que nossa sintaxe é tão antiga, além dos jesuítas ensinarem o português clássico nas escolas, os imigrantes portugueses que vieram pra cá tbm tinham tinham um português bastante arcaico:
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    —————————————
    “Os colonos falavam um português arcaizante, talvez pelo fato de serem pessoas de poucas letras ou nenhuma. Em Portugal, a língua de então, no contexto rural, mostrava uma origem setentrional, não sendo estranho que muitos dos fatos lingüísticos articulatórios apontados como deturpações espontâneas por parte dos escravos não fossem apenas formas populares de origem lusitana.”
    ———————————————
    “Importante para a identificação do caráter original do português, no Brasil, é a verificação do tipo de sistema da língua portuguesa ensinada pelos jesuítas à população nativa. Como uma ordem religiosa intelectualizada, a Companhia de Jesus assentava seu trabalho sobre valores que considerava permanentes. Em conseqüência, tendia ele a adquirir caráter conservador, despido daquelas inovações que se lhe afiguravam passageiras e sem aqueles detalhes que, para ela, tinham sido as causas imediatas das inovações.

    No campo lingüístico, o resultado só poderia ser a valorização da língua dos antepassados de gerações recentes, mas não imediatamente anteriores. Isso significa que o português, disseminado pelos jesuítas no Brasil, foi o da segunda metade do século XV. A necessidade de manutenção do caráter unificador de seu trabalho fez com que esse português da segunda metade do século XV se mantivesse, no Brasil, durante todo o período em que os jesuítas puderam aqui viver e trabalhar. Até o século XVIII, portanto.”
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    O mais legal:
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    “O procedimento ou uso lingüístico dos jesuítas resultou num forte bilingüismo: falava-se o português e a língua geral, nada mais. E tal fato perdurou desde a metade do século XVI até o século XVII, melhor dizendo, todo o período em que os jesuítas puderam aqui viver e trabalhar.”
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    Aconteceu tanta coisa no Brasil, recebemos várias influências e acabou que continuamos falando um idioma mais parecido com o português medieval. Foram muitas coincidências lingüísticas. Andamos em círculo… Que decepcionante….

  32. Bruna,
    Decepcionante pra mim não é o fato de nossa língua ter andado em círculos, sabe o que é mais grave?

    É que apesar do português e o Brasileiro serem línguas diferentes e do nosso idioma não ter origem no português moderno, a gramática que seguimos é a deles. A normatização do português moderno foi colocada em cima do idioma Brasileiro e tudo que contrariasse a gramática portuguesa foi considerado errado, ou seja, a língua brasileira foi considerada um erro…Isso é um absurdo total!!! É como muitos lingüistas dizem: português deveria ser ensinado como língua estrangeira. EU QUERO A NORMATIZAÇÃO DO IDIOMA BRASILEIRO!!!

  33. Bruna, entre aqui: brasiliano.wordpress.com/about/ (Copie e cole na barra de endereços) e pegue o email do administrador do blog (editor.brasiliano@…) Envie uma mensagem pra ele tipo: Assunto: contato. Assim ele te adiciona à lista dos participantes e te mantem informada sobre eventuais bugs.

  34. Obrigada, Paulo. Enviei a mensagem.

    Patrícia, vc leu este artigo?
    brasiliano.wordpress.com/2008/09/01/ensinar-portugues-ou-estudar-o-brasileiro/

    É como o autor diz lá, existe no Brasil uma verdadeira “esquizofrenia lingüística”.

  35. Qual será a causa dos portugueses acreditarem no mito de que falam uma língua mais pura , menos alterada e mais próxima à de Camões? Por que é uma coisa que não faz muito sentido, não é mesmo?

  36. Na verdade faz todo o sentido. O português de Portugal é muito próximo à gramática. (Afinal o livro é “deles”). Como a gramática dita as normas do que é certo e errado, temos a impressão de que os portugueses falam corretamente. No Brasil, como usamos uma cópia da gramática portuguesa, temos a impressão que falamos tudo errado, pois “o livro” diz que é errada a forma dos brasileiros falarem. Só que nós sabemos muito bem que o Idioma do Brasil guarda pouca ou nenhuma semelhança com o de Portugal. Vc ouve por aí pessoas usando construções enclíticas? (comuns em Portugal – desconhecidas no Brasil – preferida pela gramática) Por isso achamos o português muito difícil. Para os portugueses, que seguem naturalmente as regras gramaticais, eles estão certos, eles falam a língua correta. Os brasileiros, por desconhecerem a história de sua língua, concordam, aceitam e propagam essa afirmação [pra nós] imbecil, pois a própria gramática diz que falamos errado. Isso acaba com a auto-estima da população que pensa que não sabe a própria língua, esse bilingüismo nos faz sentir inferiores e incapazes. É muito comum nós ouvirmos por aí: Mas brasileiro não sabe nem falar! Como assim? Sabemos falar, apenas não usamos a língua fictícia ditada pelas gramáticas. Por isso o reconhecimento do Brasileiro como língua distinta do Português é tão importante.

    Resumindo: Os portugueses acham que têm uma língua mais pura por falarem a versão tida como correta pela gramática.

  37. Boa resposta, Ju.

    O que não faz sentido é essa imposição da gramática portuguesa sobre a língua brasileira. São idiomas diferentes. A gramática serve muito bem ao português moderno de Portugal, que sofreu várias influências e intensas alterações que a língua brasileira não passou.

    Esse texto explica muito bem:

    “Acontece que o português europeu, ao contrário do brasileiro, passara nos séculos anteriores (particularmente no século XVIII) por um processo de mudança fonológica, com inúmeras conseqüências para a sintaxe. O português do Brasil teve que se ajustar a um padrão que NÃO ERA absolutamente o SEU. Nós brasileiros, que não tínhamos sido protagonistas desse processo (uma vez que QUEM MUDOU FORAM ELES, NÃO NÓS!) passamos a ter que obedecer à norma de não começar frase com pronome”

    brasiliano.wordpress.com/2008/04/20/lingua-brasileira/

  38. Vejam que curioso, vi agora no post de Denúncias. A pessoa coloca um texto antigo que, segundo ela, não tem as tais “influências de brasileirices”. Só que o texto é completamente à brasileira. O Editor faz até uma ironia no final.

    brasiliano.wordpress.com/2008/03/01/524/#comment-262

    Está depois do : ———————
    Escrito por: Zavsport

  39. Olha, acho que com esse acordo ortográfico, o reconhecimento da língua brasileira ficará prejudicado.

    Pensem comigo. Se Portugal tivesse se negado a ratificar o acordo, reforçaria a posição dos lingüistas em favor do Brasileiro. Ratificando, os lusos fizeram um sinal de aproximação, reforçando a posição dos gramáticos que, na maioria, preferem deixar tudo como está.

    Nesse momento, se resolvermos reformar a gramática em favor da língua brasileira, certamente seremos acusados de reacionários, de não querermos uma integração e de não adotarmos uma postura construtiva.

    Ao mesmo tempo que esse acordo coloca a ortografia brasileira como padrão da lusofonia, a lusofonia nos laça novamente, nos amarrando ainda mais a eles, à estrutura gramatical deles, que é o que impede que a língua brasileira de distancie e tome “vida própria”.

    O povo não dá ponto sem nó!

  40. Não acho que o idioma brasileiro, com o acordo, ficará obrigado a permanecer preso à gramática do português moderno, pois até os portugueses entendem que as duas línguas são diferentes e da importância do reconhecimento do Brasileiro.

    Pra efeito de amostra, só aqui nesse nosso microcosmo, o único forista português é favorável à língua brasileira.

  41. É, sendo assim…

  42. Mais uma pérola portuguesesa achada na net.

    Inculto Diz:

    […]E qual é mais importante escrever acção/ação (ortografia) ou betão/concreto?
    A ortografia é uma pequena parte das diferenças que existem. Vamos também passar a usar mais o gerundio? Coitado do Camões […]…
    blasfemias.net/2008/05/16/leitura-recomendada-8/

    Só tem um porém no comentário do português acima…

    Abertura de Os Lusíadas, de Camões:

    Cantando espalharei por toda parte”

    Mais de Camões (Totalmente em gerúndio):
    lusiadas.gertrudes.com/poesia2.html

    Pra saber…

    Herdado do latim, o gerúndio é a forma mais clássica da língua portuguesa. Está em Luís de Camões, o estupendo poeta morto em 1580. Num dos primeiros versos de Os Lusíadas, texto cuja importância para a língua portuguesa é igual à da Bíblia para os religiosos, lê-se o seguinte: “Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar o engenho e arte”. Camões não escreveu como os portugueses de hoje: “A cantar espalharei por toda parte…”. Por quê? Porque, no seu tempo, nem os portugueses usavam essa forma de falar, denominada infinitivo gerundivo. “Até a prosódia do tempo de Camões era mais parecida com a nossa do que com a dos portugueses de hoje”, informa Pasquale Cipro Neto, o mais conhecido professor de português do país.

    Em História de Portugal, uma obra do século XVI, escrita por ninguém menos que Fernão de Oliveira, autor da primeira gramática da língua portuguesa, aparece 61 vezes o gerúndio dos brasileiros – e nenhuma vez o infinitivo gerundivo dos lusitanos. Estudos comparativos mostram que os portugueses começaram a usar o infinitivo gerundivo no fim do século XIX e sua aplicação se consolidou na primeira metade do século passado. É coisa recente, portanto.

    brasiliano.wordpress.com/2008/06/30/gerundismo-nonada/

    Pára que eu quero descer!

    Realmente, pobre do Camões se lesse as barbaridades que seus conterrâneos escrevem.

  43. Olá amigos,vou comentar o apontamento do meu conterrâneo e o pequeno apontamento sobre a forma do verbo no gerúndio.
    Pois é… esse rapaz não lhe devem ter ensinado na escola a declinação do gerúndio, só pode, nunca deve ter lido também Camões, ou Gil Vicente,ou Bocage, enfim , ele também nunca deve ter viajado para a ilha da madeira , onde o gerúndio continua a ser bem empregue, nunca deve ter andado pelo sul de Portugal (alentejo) onde se fala empregando bastante o gerúndio ,enfim aposto que seja maís um espertinho de Lisboa só pode hahhahhah!!!!

  44. ▲▲▲
    Não sabia que em Portugal se usava o gerúndio. Pelo menos no canal português que pega aqui eu nunca ouvi. Também acho estranho quando um português usa o “você”, aliás, não é nem que eu ache estranho, é que eu fico meio com ciúmes porque achava que o “você” era só nosso, só do Brasil e de mais ninguém. 🙄

    ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬ ▬

    E obrigada pelas respostas. Ficou mais claro agora.

  45. oopssss! Acho que generalizei de novo no final de minha última postagem. 😉

    Luís, nos dê seu ponto de vista sobre a opinião acima do Paulo… Vc acha que os portugueses entenderiam e apoiariam uma reforma em favor da língua brasileira? Eu acho que sim, pois as duas línguas são muito diferentes e os luso-africanos odeiam a língua brasileira (dizem que é vulgar, deturpada e mais vários adjetivos menos nobres que vc já deve ter lido por aí)… O que vc pensa? Vc nos apóia, né?

  46. Mais pérolas,

    O MANIFESTO da “LINGUA PORTUGUESA” – “Camões abrasileirado?” Não!

    salteadoresdaarca.com/2008/05/24/o-manifesto-da-lingua-portuguesa-bloqueio-do-acordo-pelos-portugueses/

    “Se o acordo for posto em prática, o Português passará a ser uma língua vagabunda”.

    [Lino Vinhal, director adjunto do jornal regional ‘Independente de Cantanhede’]
    dn.sapo.pt/2008/06/09/media/jornal_cantanhede_usou_novo_acordo_o.html

    Nestas duas frases está bem claro o propósito de denegrir a língua brasileira.

  47. O que nos interessa o que eles vão pensar ou deixar de pensar? Somos 190 milhões, 4 em cada 5 falantes do “português” são brasileiros, não devemos e nem temos que prestar contas sobre o que fazemos com a língua brasileira, ela é nossa. O Brasil tem que pensar no Brasil, os outros, se quiserem, nos acompanhem, afinal eles têm muito mais a perder do que a gente. Temos SOBERANIA suficiente pra reivindicar o respeito que a Língua Brasileira merece e não ficarmos submetidos a um livrinho que não nos serve e nunca serviu. Quem sofre as conseqüências devastadoras do bilingüismo somos nós, não eles. Os brasileiros deviam tomar umas aulas com os colegas do BRIC pra aprender a se impor.

  48. É isso mesmo, Deda! Chega dessa palhaçada, mais respeito, o Brasil merece. Além de, com nosso peso, darmos importância a esse povo, pois eles próprios não têm, ainda temos que ouvir cretinices? NÃO! FORA PORTUGUÊS!!!

    Leiam e vejam a moral que contam:

    Financial Times usa do acrônimo “Pigs” para se referir às economias de Portugal, Itália, Grécia e Espanha

    Os economistas freqüentemente usam o termo “Pigs” para agrupar esses quatro países e também em contraste com a sigla “Bric”, utilizada para descrever o grupo das quatro nações de crescimento rápido, formado por Brasil, Rússia, Índia e China. O jornal publicou na segunda-feira que o termo “Pigs” era “um apelido pejorativo, mas com muita verdade”. Com o título “Pigs in Muck” (“Porcos na Lama”), a coluna LEX, bastante lida no jornal, dizia que o boom de crédito alimentado após a adoção do euro se transformou em um déficit volumoso em conta corrente em quatro dos membros fundadores da zona do euro. “Há oito anos, os ‘Pigs’ realmente voavam”, sustentou a coluna LEX. “Agora os ‘Pigs’ estão caindo no chão de novo”, acrescentou.

    br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200809051952_RTR_1220644335nN05522208

  49. É, o peso do Brasil é desproporcional e cria um desequilíbrio enorme na balança. Ou melhor, é até covardia falar em balança já que, praticamente, só nós existimos. E, como a Malu disse, a gente merece respeito, coisa que não acontece hoje, pois, nessa relação, não recebemos NADA em comparação ao que proporcionamos.

    Quanto ao que a Patrícia disse, du-vi-do que os outros lusófonos, tão facilmente, abririam mão do Brasil, sacrificando o status que dispõem hoje graças a nós. Não será tão fácil. Temos até resistência interna, principalmente daqueles que querem manter a posição de Deus-sabe-tudo-gramatical, vcs acham que eles vão querer largar o osso?

  50. Como disse o Paulo:

    É, sendo assim….

  51. Olá amigos!!!Respondendo á Patricia.
    Patricia,primeiro,gostava de expressar que devemos pôr aqui as nossas opiniões de forma credivél e respeitosa .Libertando-nos de nacionalismos parolos , serôdios e ignorantes que tanto vemos em blogs portugueses como em certas personagens deste blog(não é o teu caso Patricia),se certas pessoas não conseguem ser civilizadas e cultas ao menos respeitem a lingua portuguesa e os seus idiomas.
    Ora bém,Patricia ,acho que a meu ver há uma pequena confusão,eu pessoalmente não reconheço que o Brasil fale uma lingua estranjeira , pelo simples facto de eu entender, e de me fazer entender no Brasil.
    Agora sim é mais que óbvio que o Brasil tém o própio idioma completamente destinto , díspar e consolidado do idioma de Portugal . isso por muito que custe a engolir aos politicos é a pura verdade, o idioma do Brasil já difere e bastante do idioma de Portugal .Alguém acredita que um português do porto fala do mesmo jeito de um brasileiro de curitiba? nunca, pura estupidez do tamanho do universo, só os imbecis que inventaram o “aborto ortográfico”acreditam numa estupidez dessas.Óbviamente Patricia eu não acredito na “lusofonia” isso é utópico isso não existe, o que existe sím são várias lusófonias cada uma na sua maneira de ser, felismente,pois como alguém já disse,quando perdemos o direito de ser diferentes perdemos a nossa liberdade .Dentro das várias lusófonias existem várias idiomas e duas ortografias consolidadas , a brasileira e a portuguesa, perdão três , a do aborto ortográfico também irá ser consolidada hahhahhah!!!!não sei é por quem , mas os politicos tentam hahhahhah!!!!.
    Quanto aos países africanos de lingua oficial portuguesa , não vejo que eles odeiem o idioma do Brasil,pelo simples facto de eles usarem a “nossa” ortografia,eles simplesmente a usam porque quem andou pelas áfricas muitos anos antes até do Brasil existir como nação independente foram os portugueses.Eles tém o jeito deles caracteristico de falar”sotaque” ,e como são paises muito tenros em termos de identidade ainda sem grande nivél de alfebetismo eles seguem a nossa ortografia , mas tem o própio idioma deles sem dúvida , não estou a vê-los agora a adoptar um outro idioma estranjeiro “brasileiro”, eles tem é que solidificar o deles .Por exemplo Angola e Moçambique sábiamente ainda não ratificaram o “aborto ortográfico”, pondo os angolanos sérias dúvidas nele .

    abraços para todos.

  52. Ai, ai… o cara aí de cima deve sofrer de dupla personalidade. É só rolar a barra um pouquinho pra cima pra ler a resposta mal educada que ele deu pro André. Meu, se liga!

  53. Obrigada pela resposta sincera, Luís.

    Meu raciocínio anterior foi bem simplista. É ingênuo pensar que será fácil aproximar a gramática normativa da língua materna dos brasileiros, se fosse tão simples, os lingüístas, que há séculos lutam por isso, já teriam conseguido.

    As respostas de todos tem um fundo de verdade.

    Apenas corrigindo parte de minha pergunta, quando digo “luso-africanos” (ficou ambíguo), quero dizer os portugueses E os africanos. Acho até que esse ódio é maior da parte dos lusos, pelo menos é a percepção que tenho lendo os blogs por aí. Daí penso, se tanta gente se dispõe a fazer um blog pra nos atingir, imagina a opinião das pessoas comuns. Não entendo porque é tão difícil aceitar as diferenças. E, falando de diferenças, coloco um trecho de um artigo do lingüísta que é, atualmente, um dos maiores defensores da língua brasileira:

    Em todos os níveis, a começar do fonético, a língua de Portugal e a língua do Brasil já apresentam mais diferenças entre si do que semelhanças. É o apego à sinonímia equivocada entre língua e escrita mais monitorada que ainda permite a muitos afirmar que no Brasil e em Portugal se fala a mesma língua. É a insistência em ensinar uma norma-padrão mais próxima dos usos escritos mais formais dos portugueses que permite alegar a existência, em ambos os lados do Atlântico e passados 500 anos do transplante, de “uma” mesma língua. […] Admitir a diferença entre as línguas é admitir, como normalmente se admite, a diferença entre as culturas. Ninguém jamais ousaria dizer que a cultura brasileira e a cultura portuguesa são a “mesma”. […] –, será imperioso abandonar a noção da “mesma língua”, reconhecendo a familiaridade, mas nunca a identidade lingüística entre Brasil e Portugal. […] Como é que povos tão diferentes, com história e geografia tão distintas, com composição genética tão díspar, movendo-se em ambientes absolutamente diversos, sujeitos a sistemas políticos e econômicos diferentes, dentro de estruturas sociais nada parecidas, poderiam falar uma mesma língua, se todos esses fatores influenciam nas exigências comunicativas e nas necessidades expressivas de cada pessoa?

    brasiliano.wordpress.com/2008/09/01/ensinar-portugues-ou-estudar-o-brasileiro/

  54. Mudando um pouquinho de assunto, mas Luís, que ótima viagem esta sua. A Turquia é um dos países que mais gosto no mundo, pretendo voltar lá em uma próxima oportunidade.

    e..

    Pegando o link da Patrícia, que tal continuarmos lá?
    https://brasiliano.wordpress.com/2008/09/01/ensinar-portugues-ou-estudar-o-brasileiro/

  55. Postei lá o comentário da Bruna, acho que deu uma boa complementada.

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