Obrigado, Athos Bulcão

Artista faleceu em Brasília, quase um mês após completar 90 anos. Ele já não trabalhava por causa do tratamento para mal de Parkinson

Do G1, em Brasília

O artista carioca Athos Bulcão morreu, aos 90 anos, às 9h20 da manhã desta quinta-feira (31) no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, por causa de uma parada respiratória, segundo informações da Fundação Athos Bulcão. Seu corpo ainda está no hospital.

Bulcão havia completado 90 anos no dia 2 de julho. Ele já não trabalhava por causa do tratamento para mal de Parkinson. Estava internado há dois anos no Sarah.

Em 1958, veio para Brasília trabalhar na construção da capital. As obras de Athos Bulcão estão presentes em vários espaços públicos da cidade: na Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, no Parque da Cidade, no Palácio do Itamaraty, no Congresso Nacional, na Câmara Legislativa, na Universidade de Brasília, no Teatro Nacional, entre outros. Há mais de 200 obras de integração da arte à arquitetura espalhadas pela cidade.

Athos foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação, como Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco – que o apresentou a Burle Marx -, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti e Manuel Bandeira, entre outros.

Aos 21 anos, trabalhou como assistente de Portinari no Mural de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores.
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