Robótica é a profissão do futuro

Como levar uma idéia para o mundo real? Alunos de todo o Brasil botam a cabeça para funcionar numa olimpíada de inteligência. Vence quem cria o melhor robô.

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G1 Os robôs estão cada vez mais presentes em nossas vidas, mas nem sempre são notados. Construir máquinas inteligentes é a profissão do futuro, dizem estudiosos. No Brasil, milhares de pequenos especialistas já trabalham na criação dessas engenhocas dentro da sala de aula.
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Máquinas que substituem humanos em várias tarefas formam um exército quase invisível, mas elas atuam nas indústrias, na medicina e até em outros planetas. O futuro já chegou para um grupo de adolescentes criadores de robôs. Trata-se de um trabalho de equipe com base teórica, criação de projeto e construção do protótipo.

As engenhocas divertem os alunos. É uma brincadeira que ensina hoje em 3,5 mil escolas do país, 65% delas na rede pública. Os dados são dos organizadores da Olimpíada Brasileira de Robótica.

Em São Paulo, as competições têm torcida. Um grupo de estudantes baianos criou um robô que ajuda a localizar vítimas de incêndios e outro que canta e dança. É uma homenagem ao rei do soul, James Brown.

Um milhão de alunos, ou 2,5% do total de estudantes do país, começam a ter contato com os princípios básicos da inteligência artificial. Enquanto isso, eles conseguem avanços nas notas.

“Na matemática, porque eu tive que usar cálculos para poder saber a quantidade de motor que eu ia usar para poder fazer a propulsão do motor”, comentou Guilherme Balaciano, de 12 anos.

Para construir os protótipos, os alunos aprendem conteúdos de várias disciplinas, como matemática, física e química. Também desenvolvem uma capacidade que será muito útil para o resto da vida: encontrar soluções criativas para os problemas que surgem durante a execução de uma idéia.

Bruno encontrou um jeito de acionar um mecanismo que não funcionava direito. “Quando você bota, o motor liga”, ensina Bruno.

“O professor dá a base do conteúdo para eles. A resposta está sempre dentro da cabecinha deles”, afirma o professor de robótica, Charles Esteves Lima.

A previsão para os alunos que sonham seguir carreira no mundo dos robôs é otimista. Hoje, os alunos de um centro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) saem dos cursos de pós-graduação com emprego garantido.

“Essa área precisa muito no Brasil, precisamos desenvolver muito essa área no Brasil. Acredito que nós temos um futuro muito promissor para nossas crianças que serão profissionais melhores do que nós saímos das nossas universidades e agora, com mais efetividades, podem realizar um trabalho muito melhor do que nós fizemos”, avalia o professor de engenharia mecânica Maxwel Dutra.
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Leia na revista Pesquisa FAPESP: O salto quântico da ciência brasileira
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