Pomerano como segunda língua oficial

Um dialeto considerado morto pela lingüística renasce no interior do Espírito Santo como segunda língua inserida no currículo das escolas públicas dos municípios colonizados por pomeranos.

Michele Reis, coordenadora de projetos Pedagógicos da Educação de Pancas, afirma que a língua pomerana é ministrada desde 2005 nas escolas de sua cidade. “No interior do município, ainda existem famílias e crianças que só se expressam em pomerano. A aulas difundem a cultura e ajudam na socialização dos jovens”, reforça Michele.

# Pancas é o município em que vive uma das maiores colônias pomeranas do Brasil. Atualmente, a Pomerânia não existe mais. Após a 2ª Guerra Mundial, o território foi anexado pela Alemanha e pela Polônia.

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A Pátria renascida

Povo camponês de origem européia, os pomeranos se dispersaram pelo mundo ao perder seu território para nações mais poderosas. Agora, após séculos de provações, eles reafirmam sua identidade, recuperam o orgulho, as tradições e a própria língua, ensinada abertamente em casa e na escola

Além do português, no Brasil são faladas mais de 200 línguas. A maioria nativa, umas 190. As outras chegaram com imigrantes de vários continentes. Entre todos os idiomas vindos de longe, o pomerano tem uma história das mais interessantes. Primeiro, porque a antiga Pomerânia já não existe. Pertencia à Alemanha até 1945. Com a derrota alemã na Segunda Guerra Mundial, parte de seu território foi incorporado à Polônia. O restante passou a integrar o atual estado alemão de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

Porém, 1945 também marcou o início de diáspora terminal para o idioma na Europa: os pomeranos se dispersaram pela Alemanha, sozinhos ou em grupos familiares. Hoje, praticamente só os idosos falam a língua materna, que ali parece não ter chances de sobreviver. Assim, o pomerano virou patrimônio cultural de outros países, guardado por um número desconhecido de falantes.

Estima-se que sejam 300 mil no Brasil. Boa parte, cerca de 120 mil, vive no Espírito Santo. Os demais estão em Minas Gerais, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São descendentes dos imigrantes, talvez 30 mil, aportados entre o fim da década de 1850 e os primeiros anos da de 1870. Naquela época, a maioria dos migrantes pomeranos se transferiu para os Estados Unidos e para a Austrália, mas não há informações seguras sobre o estágio em que se encontra o idioma naqueles países. Aqui a cultura deste antigo povo báltico sobreviveu durante mais de um século sob a pressão da ignorância, dos preconceitos e, não raro, da brutalidade de outros brasileiros. Em Santa Maria de Jetibá – a cidade mais pomerana do Brasil -, o etnolingüista Ismael Tresmann diz que várias pessoas já lhe mostraram marcas de porretadas no corpo. Golpes desferidos por professores que puniam as crianças pomeranas por não saberem português. A violência e a humilhação foram terríveis. A ponto de levar muita gente a não ensinar o pomerano aos filhos, ou a ser contrária ao ensino da língua na escola.

Isso é coisa do passado. Hoje, pelo menos um caminhão circula pelas ruas de Santa Maria de Jetibá com a inscrição: 100% pomerano. O proprietário, com razão, é alguém que se orgulha de pertencer a um povo camponês, muito trabalhador. E destemido. Imagine-se na pele deles, num país estranho, isolado nas montanhas, construindo estradas, casas, tudo, enfim, sem qualquer apoio oficial. Contudo, se a velha Pomerânia sumiu do mapa, para os pomeranos, onde quer que estejam, sua pátria é a língua ancestral. Se ela morresse, condenaria ao esquecimento um acervo cultural formado em grande parte muito antes da descoberta do Brasil. Dele constam as festas comunais, com seus rituais, danças e músicas, além dos costumes, dos atos mágicos que acompanham os ritos de passagem, como o casamento e a morte, e a narrativa fantástica de tradição oral camponesa, enumera Ismael Tresmann. Ele observa que toda língua falada por menos de cinco mil pessoas está sob risco de extinção. Não no caso do pomerano. Além disso, cinco municípios capixabas (Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá, Pancas, Vila Pavão e Laranja da Terra) se uniram no Proepo – Projeto de Educação Escolar Pomerano. O objetivo do projeto, que começou em 2005 com a formação de professores da rede pública para o ensino do idioma, é valorizar e fortalecer a cultura pomerana a partir das escolas. A maior parte dos 150 professores inscritos fala o pomerano. Dos demais, o aprendizado requer dedicação. ‘A exemplo de outras línguas sintéticas, o pomerano tem declinações. E três gêneros – masculino, feminino e neutro. Portanto, foge muito do padrão do português, e exige muito esforço de quem estuda’, reconhece Tresmann. Além disso, um bom mestre tem de compreender a cultura. Os pomeranos são camponeses. Raciocinam com uma lógica diferente daquela da cidade. Vivem dos produtos da terra e por isso são muito ligados a ela. Uma das dificuldades que tinham para se identificar abertamente como pomeranos é porque são da roça. No Brasil não é comum a pessoa ser aceita e aceitar-se como camponesa, caipira. Basta lembrar que o ‘erre retroflexo’ (a letra ‘r’ dobrada, característica de falares do interior de São Paulo, partes de Minas Gerais e Paraná) é muito estigmatizado.

Localização espacial de Santa Maria de Jetibá, a capital dos pomeranos no Brasil, situada a 87 quilômetros de Vitória

Com o Proepo se pretende elevar a auto-estima das crianças e jovens. Como diz Tresmann para seus alunos: ‘Nós, de ascendência pomerana, juntamente com os brasileiros descendentes de outros povos, somos camponeses. Alimentamos o Brasil’. Depois, alfabetizar-se no próprio idioma é um direito universal, proclamado há anos pela ONU – Organização das Nações Unidas. E o Brasil fará bem em enxergar sua condição de país multilíngue, multicultural. Tresmann está no centro do movimento, como consultor e professor. Doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é a maior autoridade no assunto. Autor de um dicionário pomerano-português, com 16 mil palavras, pretende organizar o dicionário português-pomerano, além de uma gramática para o ensino da língua. A feitura do dicionário, lançado pelo governo capixaba em outubro de 2006, lhe consumiu dez anos de trabalho. Foi uma tarefa muito solitária. ‘Várias pessoas ajudaram, mas como não puderam se dedicar em tempo integral, não tive uma equipe de fato. Só posso dizer que 16 mil palavras é um número elevado para uma língua que era apenas falada, que não tinha uma escrita.’ Ele sabe, é óbvio, que a obra estará sempre em construção. O pomerano, como qualquer outra língua, tem empréstimos, que são essenciais para as áreas técnicas, principalmente. É o caso do vocabulário de informática, que precisa ser incluído. Tresmann tem outro objetivo: elaborar uma gramática pedagógica do pomerano.

‘Por enquanto, escrevi aspectos da gramática, no mestrado. Um estudo mais para a lingüística mesmo. E também estabeleci uma ortografia para o pomerano, a partir de estudos científicos’. Esse sistema ortográfico foi utilizado no livro Upm Land – Up Pomerisch Sprook (Na Roça – Em Língua Pomerana), de 120 páginas, ilustrado. Trata-se de uma coletânea de textos escritos por capixabas e rondonianos, organizada por Tresmann, tratando de aspectos variados da vida rural pomerano-brasileira. Iniciativa pioneira, o livro abre caminho para o nascimento de uma literatura pomerana escrita.

‘Mas ainda falta registrar muita coisa da tradição oral. Temos um conjunto imenso de narrativas, de lendas. Encontro cada vez mais contadores de histórias, e isso me deixa contente. Escrevo parte delas, mesmo correndo o risco de fixar uma versão – como o registro da história de Adão e Eva na Bíblia, que com certeza tinha outras versões. Mas preciso escrevê-las, caso contrário poderemos perdê-las. As que mais se perdem são as que relatam a vinda dos imigrantes para o Brasil, e os primeiros tempos aqui, que só os mais velhos sabem contar.’

De toda forma, os avanços são ponderáveis. Tanto assim que o Proepo já tem desdobramentos em Santa Maria de Jetibá. ‘O mais importante é um movimento pela co-oficialização do pomerano, que permitirá a implantação do ensino bilingüe na rede municipal’, explica Sintia Bausen Kuster, coordenadora do Programa na cidade. O processo conta com a assessoria do professor Gilvan Müller de Oliveira, do Ipol – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Lingüística, entidade com sede em Florianópolis. O Ipol já conseguiu co-oficializar três línguas indígenas. Pelo que se viu, o pomerano marcha para o futuro em rota de colisão. E os capixabas que deixaram de falar a língua com seus filhos agora reconsideram essa postura. ‘O próprio Estado, que um dia nos perseguiu, agora reconhece a importância da língua e da cultura pomeranas, abrindo portas e janelas para que sejam temas de redação, de gincanas e de brincadeiras nas escolas. Há incentivo para que os alunos falem pomerano entre si e com o professor’, diz Tresmann. Nas escolas, as professoras relatam avanços encorajadores da integração entre as crianças. Tresmann comenta: ‘As que não falam pomerano estão se interessando pela língua. Juntam-se para as brincadeiras e para aprender a cantar. Se os pomeranos aprendem português, porque o contrário não pode suceder? Não é uma coisa forçada, é o convívio. Há em vários municípios muitos brasileiros que falam o pomerano muito bem’. O lavrador Adnivaldo José dos Santos é um bom exemplo. Além de saber a língua, já ganhou vários prêmios como concertinista (a concertina, originária da Europa Central, é um instrumento parecido com o acordeão, sempre presente nas festas pomeranas). A experiência de pessoas como Adnivaldo mostra que as acusações feitas aos pomeranos de buscarem o isolamento são infundadas. O processo de integração foi demorado, mas sempre existiu. Nenhuma comunidade vive ou viveu isolada. Claro que os pomeranos permaneceram unidos por causa da língua, da religião, da cultura. Afinal vieram para um país católico, e são luteranos. Mas outros povos conviveram mais entre si.

No caso dos grupamentos judeus, muçulmanos e outros, em qualquer lugar. Empréstimos tomados ao português pelo pomerano são uma evidência de que a necessidade levou os imigrantes a buscar contato com o resto da população, desde a sua chegada ao Brasil. Temos em português louro e loiro. No passado havia foi-se e ‘fou-se’. Não se fala mais fou-se, que permanece apenas no pomerano como ‘fouss’, informa Tresmann. E há muitos outros casos como esse. Os pomeranos desciam as montanhas e iam até Santa Leopoldina, tentavam conversar. Com o tempo, passaram a ter um ou outro intérprete. E também foram aprendendo português. Algum comércio sempre existiu. Precisavam de roupas, querosene, e outras utilidades. E quem fornecia essas mercadorias essenciais? ‘Die vende’ (a venda!).

Santa Maria de Jetibá tem bons motivos para se auto-proclamar a cidade mais pomerana o Brasil. De acordo com Wanderley Stuhr, secretário municipal de Agropecuária, mais de 70% dos 32 mil santa-marienses são descendentes de pomeranos. E a maioria deles vive no campo, em cerca de cinco mil propriedades familiares. Nesse território, recortado em pequeninas unidades de produção, os agricultores se dedicam às culturas do café, gengibre, verduras, legumes e morangos. O próprio Stuhr cultiva e exporta gengibre. Contudo, o município, tendo algumas granjas de grande porte, ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores produtores de ovos do país, com média diária de seis milhões de unidades. A presença da agricultura orgânica é marcante. Santa Maria de Jetibá tem o maior número de propriedades certificadas no Espírito Santo. Iosmar Luiz Mansk, um dos produtores, especializou-se também no comércio, por meio da empresa Bom Fruto, da qual é sócio. A Bom Fruto trabalha em parceria com vários agricultores, a quem presta assistência técnica e auxilia no planejamento das propriedades.

O pomerano começou a nascer em meados do século XII (1101 a 1200), quando se iniciou a colonização da antiga Pomerânia por alguns povos germânicos provenientes do norte da atual Alemanha. Eles falavam línguas que também deram origem ao pomerano, ao holandês e ao flamengo. Por isso esses três idiomas pertencem à mesma família linguística, o chamado baixo-saxão. Por volta de 1400, quando a Europa entrava na Renascença, o pomerano já estava formado e era escrito. Assim, durante algum tempo, foi a língua utilizada nas relações comerciais em toda a orla do Báltico. O apogeu de sua influência durou pouco por causa da Reforma empreendida por Marinho Lutero, que traduziu a Bíblia para o alemão. Graças a Lutero, o alemão terminou por se firmar como linguagem dominante, e o pomerano entrou em declínio a partir de 1530, sobrevivendo apenas de forma oral. Foi a língua que os manteve unido e lhes deu força para conquistar às matas as terras férteis.

Os pomeranos tem tanto apego à terra quanto às suas tradições, entre as quais se destaca a festa de casamento. Animadíssima, a comemoração dura de dois a três dias, com mesas recheadas de pratos típicos para os almoços e jantares, e bailes ao som das concertinas. Foi assim por ocasião do enlace de Fernanda Boldt com Leandro Raasch, em um distrito de Santa Maria de Jetibá. Os preparativos se iniciaram numa quinta-feira. Na sexta, durante o baile, houve quebra de pratos, como manda o costume. Após a cerimônia religiosa, realizada na tarde do sábado, a festa recomeçou, estendendo-se noite adentro, até que o último convidado se retirasse.

MAPA ESQUEMÁTICO da antiga Pomerânia, cujo território, à beira do mar Báltico, abrangia partes da Alemanha e da Polônia atuais

Fonte: Revista Globo Rural
Leia a matéria original:
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1671261-1641,00.html
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17 Respostas

  1. Bela a história desta gente. Ontem vi uma entrevista de um japonês no Jô, em comemoração aos 100 anos de imigração, e figuei emocionada com tantas lutas e dificuldades que os japoneses enfrentaram aqui. Eu acredito que a grandeza do Brasil se reflete na grandeza de nosso povo.

  2. Parabenizo Tresmann pelo trabalho que vem desenvolvendo resgatando entre milhares culturas, a cultura pomerano da qual faço parte, e lembrando que Rondônia sente saudades em particular Espigão do Oeste, do nosso querido Ismael Tresmann, pois temos aqui culturas diversificadas entre elas a cultura pomerano da qual Tresmann tem muito orgulho. abraços cordiais
    muito sucesso.
    Guelinda Jacob
    Sec. Formação Cut RO

  3. hi

  4. Lembrando que o tressman nao é responsável pelo resgate da cultura do pomerano em santa maria de jetibá, é a Administraçao Municipal, a grande responsável por esta conquista. na verdade a cultura nunca esteve esquecida no municipio, agora, com os avanços tecnológicos que dispomos, o municipio esta apenas mais em evidencia.
    http://www.pmsmj.es.gov.br

  5. Gostaria de saber como posso adquirir o dicionário do Sr. Tressmann?
    Acho muito bom esse trabalho de resgate da cultura pomerana.Para nóis aqui do sul seria muito importante fazer intercâmbio com os pomeranos do ES.

  6. Gostaia de saber como adquirir o dicionáio do Sr. Tressmann, pois estou organizando um projeto sobre a imigração pomeana em Camaquã-RS.
    Desde já agadeço.
    Zuleica Nunes – Coordenadora do Museu Municipal Divino Alziro Beckel

  7. Gostaria de obter o dicionário português-pomerano.
    Soucoordenadora do Museu Municipal Divino Alzziro Beckel de Camaquã-RS e estou organizando um projeto sobe a imigração pomerana nesta cidade.
    Desde j´[a agradeço

  8. Não deixem de ver e divulgar o site pomeranos.

    http://www.pomeranos.com.br

  9. Um pouco da história da colonização em nossa terra. Pra você Regi.

  10. Hoje pela manhã, numa reunião das Testemunhas de Jeová, descobri que elas se esforçam para pregar às pessoas que falam Pomerano em sua língua materna. Fiquei emocionado com a dedicação desses irmãos e decidi pesquisar sobre esse povo. Bela história

  11. Gostei muito de ler um pouco da história da minha origem. Minha família mudou pro Paraná eu era menino de uns 6 anos. Aprendi a falar portugues na escola e tenho recordações apavorantes da época que hoje recordo com risos. Mas não foi fácil ouvir aquela diretora da escola na cidade de Moreira Sales no Paraná chingando sem entender uma única palavra. Hoje resido em Belo Horizonte depois de passar por Rondônia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. E a língua também passou. Hoje falo só alguma coisa em alemão pois vez ou outra tenho assesso a algo escrito em alemão. Eu gostaria de um dia poder publicar minha biografia.

  12. Em breve, entrará no ar a primeira radio web com programação em pomerano. o site ja está no ar em fase experimental, porem devemos inciar a programacao completa em 01 de maio de 2013. Acesse http://www.pommerradio.com.br.

  13. Sou de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade já visitada pelo professor Tressmann, que também é de colonização pomerana. Assisti a uma palestra do professor e me interesso muito por línguas e pela cultura pomerana. Também estão sendo distribuídas aqui, gratuitamente, publicações em pomerano, pelas Testemunhas de Jeová. O interessante é ver as pessoas que falam o pomerano como primeira língua, embora nunca o tenho estudado, lendo as revistas e entendendo. Estou estudando pomerano e embora seja realmente desafiador, já estou vendo resultados.

  14. Ich bin Student aus Buchstaben, und beabsichtigen, die auf der Sprache, die Pomerana, ich habe große Bewunderung Absenden TCC., TE gratulieren DIE GROSSE STORY. WENN MÖGLICH ICH MÖCHTE MEHR informções zur Anreicherung Wortschatz zu erhalten. DANKE (EMAIL. KLEWYLSON@HOTMAIL.COM) * DANKE

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  15. IV PomerBR, em Espigão do Oeste. 20 a 23 de Agosto. Facebook: pomerbr e-mail: pomerbr@yahoo.com.br

  16. Bom, na verdade é alemao! Que isso, vestidos como gente do sul da Alemanha e cantando em alemao e dizendo que nao é!! Hahahaha … mas tudo bem, o importante é preservando o dialeto porque realmente foi erradicado ao entregar esse territoria a administracao polonesa. Alias os dialetos de Saxao tambem formam parte das familia dos dialetos germanicos ocidentais. Achei meio estranho dizer que nao é alemao. Como se quisessem distanciar da historia de seu pais dizendo que nao formavam parte do seculo escuro da Alemanha …

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