Notícias: Puxado por indústria, PIB cresce 5,8% no trimestre

Alta foi em comparação com o mesmo trimestre de 2007. Frente ao trimestre imediatamente anterior, alta foi de 0,7%.

G1- S. Paulo A economia brasileira cresceu 5,8% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com a alta, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional a preços de mercado alcançou R$ 665,5 bilhões no trimestre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa do período foi menor que a do trimestre anterior, quando ficou em 6,2%, mas foi superior à registrada nos três primeiros trimestres de 2007 – sempre na comparação do período com o mesmo período do ano anterior.

Entre os setores, o crescimento da indústria, de 6,9%, foi o mais acentuado, com destaque para a construção civil, com taxa de 8,8% – a maior desde o segundo trimestre de 2004, quando ficou em 10,6%.

Frente ao trimestre imediatamente anterior, o PIB brasileiro cresceu 0,7%, retomando a inversão da trajetória de crescimento iniciada no primeiro trimestre do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, o PIB manteve a série de altas, passando de 5,4% no quarto trimestre de 2007 para 5,8% de janeiro a março deste ano.

Destaques

Na comparação com os resultados de outubro a dezembro de 2007, os destaques foram para o setor da indústria, com crescimento de 1,6%, e serviços com elevação de 1,0%. Já a agropecuária apresentou queda de 3,5%.

Ainda nessa base de comparação, o crescimento da despesa de consumo da administração pública foi de 4,5%, após variação negativa de 0,2% no trimestre anterior. A formação bruta de capital fixo cresceu 1,3%, seguida da despesa de consumo das famílias com 0,3%.

Já pelo lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços apresentaram queda de 5,7%. Por outro lado, as importações de bens e serviços cresceram 0,8%, apresentando o décimo crescimento seguido nessa base de comparação.

Frente ao primeiro trimestre do ano anterior, a indústria obteve o melhor desempenho, com uma taxa positiva de 6,9%, seguida pelos serviços, com elevação de 5,0%, e agropecuária com crescimento de 2,4%.

Na atividade industrial, o destaque foi a construção civil, que registrou taxa de crescimento de 8,8%, a maior taxa desde o segundo trimestre de 2004 (10,6%). Em seguida destacam-se a indústria de transformação, com 7,3% de crescimento; eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, com 5,5%; e a extrativa mineral, com 3,3%.

O setor de serviços apresentou crescimento de 5,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (15,2%); serviços de informação (9,5%) e o comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva de 7,7%.

Demanda

Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias alcançou a taxa positiva de 6,6%, o 18º crescimento consecutivo na taxa trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, favorecida pela elevação da massa salarial real dos trabalhadores.

Já a despesa de consumo da administração pública apresentou crescimento de 5,8% no primeiro trimestre de 2008 contra o mesmo período de 2007. A formação bruta de capital fixo registrou crescimento de 15,2%, explicado, principalmente, pelo aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos. Ainda nesse trimestre, a aceleração do crescimento da construção civil foi destaque e contribuiu para o desempenho positivo da formação bruta de capital fixo.

Pelo lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços, que vinham com taxas positivas desde o terceiro trimestre de 2006, registraram uma queda de 2,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As importações de bens e serviços também apresentaram mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 18,9%, o décimo oitavo crescimento seguido desde o quarto trimestre de 2003.

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País cria 1 milhão de vagas formais

Até maio, número de novos empregos com registro em carteira é recorde, diz o ministro do Trabalho

Jamil Chade

ESTADÃO Um número recorde de postos de trabalho foram criados entre janeiro e maio deste ano. Dados preliminares do Ministério do Trabalho indicam que 1 milhão de empregos formais foram abertos nos primeiros cinco meses do ano. “Esse é um número recorde e teremos, até o final do ano, o desemprego sendo reduzido para uma taxa de 8%”, garantiu o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Segundo ele, o ano deve fechar com a criação de 1,8 milhão de empregos. “Em 2007, tivemos 1,6 milhões. Neste ano, vamos superar a marca”, disse Lupi. Para o ministro, um dos fatores de crescimento do emprego tem sido a contratação de pessoas que estavam na informalidade.

“Há dez anos, 60% das pessoas que trabalhavam estavam na informalidade. Hoje, essa taxa caiu para 52%, ante 48% na formalidade. A taxa ainda não é ideal, mas a tendência é positiva”, afirmou.

Quanto à taxa de desemprego, Lupi aposta em uma redução dos atuais 8,7% para 8% até o fim do ano. “Entre 2003 e 2007, criamos 8 milhões de postos de trabalho e em 2008 o ritmo será ainda mais intenso”, afirmou.

Além da criação de empregos no País, Lupi afirma estar preocupado com a situação dos trabalhadores brasileiros no exterior. No próximo dia 20, o ministro vai inaugurar o primeiro escritório de atendimento aos brasileiros no exterior para que possam ser informados de seus direitos e façam denúncias de exploração e regularizem sua situação.

O primeiro escritório será inaugurado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em Foz de Iguaçú. “O objetivo será servir os brasiguaios que trabalham do lado paraguaio da fronteira”, explicou Lupi. Segundo ele, as denúncias de exploração de brasileiros na região é grande.

Escritórios de apoio aos trabalhadores ainda serão criados nos Estados Unidos, no Japão e na Espanha. Lupi, porém, garante que a agência não vai questionar os trabalhadores brasileiros sobre a legalidade de seus vistos. “Não vamos ser polícia”, garantiu.

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