Pérolas: Angolanos atacam idioma brasileiro

A Lusofonia está a desaparecer
e a CPLP não tem protagonismo

Mário Costa Dias, licenciado em Comunicação Social pela Universidade Técnica de Lisboa, «abriu-se» ao Notícias Lusófonas (jornal de Angola) para falar da instituição que dirige, o Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR). o Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR). Como não poderia deixar de ser (ou não fosse ele estudioso dessa nobre e bonita profissão, que é o Jornalismo), debitou a sua opinião sobre o estado actual da imprensa em Angola

NL – Quais são os grandes défices que mais apresentam os formandos (angolanos)?

MCD – O principal défice é o domínio da Língua Portuguesa. Por isso em todas as acções formativas que o CEFOJOR ministra tem a cadeira de Língua Portuguesa como elementar.

NL – Não será que esse défice se agrava mais com o «brasileirismo» que tem estado a invadir a sociedade angolana, particularmente na Imprensa?

MCD – Não colocaria a questão nesses termos. Quem domina bem de facto a Língua Portuguesa, independentemente, de qualquer invasão, sabe quais são as ferramentas certas para bem escrever e falar português.

NL – Não admite que tem havido uma grande invasão do «brasileirismo» na nossa sociedade (Angola) e na Imprensa angolana?

MCD – Admito! E isso acontece fundamentalmente entre os quadros do nosso sector por falta de autodidatismo. Temos lido muito pouco e o que se lê é basicamente proveniente do Brasil. Sobre o que vem Portugal, temos muito pouco. Infelizmente vamos tendo mais material didático referente ao Jornalismo brasileiro. E por isso há uma tendência muito grande para cairmos no português muito falado no Brasil ou, se quisermos, o «brasileirismo». Há esse risco que, contudo, pode e deve ser corrigido.

NL – De que forma podemos corrigir isso?

MCD – Esta é uma preocupação que toca todos os angolanos. Defendo que é necessário que incrementemos o ensino da Língua Portuguesa em todos os níveis de ensino no nosso País.

NL – Porquê que vamos estando mais distantes de Portugal e mais próximos do Brasil?

MCD – Acho que nunca houve interesse por parte dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa em voltar costas à Língua Portuguesa. Penso que não aconteceu nem há-de acontecer. A nível da política de expansão da Língua Portuguesa parece-me ter sido relegado, esse aspecto, para um plano inferior quando devia ser uma questão de prioridade das prioridades.

NL – Mas não sente que estamos virados mais para o Brasil do que para Portugal?

MCD – Sinto, sim senhor! Sinto que os angolanos vão estando mais virados para o Brasil do que para Portugal por algo que, no fundo, começam a ser nuances da Língua Portuguesa, o que poderá levar que cada país possa criar terminologias muito próprias que fogem ao padrão universalmente considerado a nível da Lusofonia. Isso tem fragilizado o português como uma língua una. E há o receio de que num futuro não muito distante tenhamos dificuldades em nos entendermos.

NL – Porquê que isso acontece?

MCD – Não sei se é pela expansão gradual da própria Língua Portuguesa, se Portugal se afastou do papel hegemónico de ditar as políticas, ou se cada país está mais interessado em criar as suas próprias linhas dentro do português.

[Entrevista resumida]

Leia a entrevista completa aqui:
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=11311&catogory=Entrevista

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9 Respostas

  1. É impressionante como o brasileiro, falando das populações de uma maneira geral, não tem nenhuma semelhança cultural, lingüística e de personalidade como países lusófonos. Não sei se é por causa de nossa diversidade ou por termos recebido tanta gente no país, sei lá, acho que temos mais simpatia e aceitamos mais as diferenças e as novidades e, além disso, tendemos a olhar tudo de uma maneira mais otimista pensando que no final tudo vai dar certo. Até quando somos severamente pessimistas e realistas, papel que a imprensa cumpre primorosamente, a ironia, o humor sempre está presente. Citei estes poucos aspectos da sociedade brasileira, e estes aspectos se somam a milhares outros, e mostra como a pseudo lusofonia é diversa, é distinta; mostra a falácia da proximidade dos países ditos “irmãos”. Penso que me sentiria mais à vontade, me entenderia muito mais com um uruguaio, um paraguaio, com qualquer de nuestros hermanos do que com um país que fala português.

  2. É um tipo de distanciamento compreensível. Estamos em continentes diferentes, nossa história não é comum (a não ser no passado remoto)e o Brasil é extremamente isolado e diverso. A natureza, o clima, as pessoas, os hábitos, a língua, a economia, a cultura etc tudo isso evolui, se integra, faz, refaz, mistura, enriquece e assim o mundo gira. Aí está a beleza das diferenças, seria muito chato se fôssemos iguais ou parecidos.

  3. O mais comico é que esses angolanos ficam escrevendo essa baboseira xenófoba contra uma aproximação de Angola ao Brasil mas no Brasil acho que praticamente uma parcela muito pequena da população se quer se dá conta que existe um país chamado Angola. Ou seja, pra maioria dos brasileiros a única vez que ouviram a palavra Angola foi quando viram uma galinha de Angola ou ouviram algo sobre capoeira, de resto Angola interessa tanto aos brasileiros quanto as Ilhas Fiji…

  4. Concordo com o anônimo.

  5. È o brasil que domina esta tal língua chamada portuguesa, graças à Deus nós brasileiros não falamos como os portugas que parecem estar com um ovo ou batata quente na boca, horrível o sotaque da terrinha medíocre!!
    Brasil forever!!!

  6. Caro conterrâneos brasileiros, peço-lhes para não comentar ofendendo africanos, portugueses e ninguém, por favor! não precisamos fazer isso minha gente!!
    O fato de atacarem a fala brasileira é absolutamente normal, pois o Brasil vem se destacando no mundo e consequentemente a variante brasileira também, daí vira o alvo principal de críticas. Os outros países lusófonos tem a mania de dizer que o Brasil se fala mal o português, na verdade não entendem ou não aceitam que a variante brasileira seja a mais diferente dos restantes lusófonos, não tendo mais semelhança alguma com o sotaque de Portugal.
    Hoje em dia não podemos dizer que existe um português mais correto que o outro ou mais clássico que o outro. Até mesmo Portugal no fim do século XVIII mudou sua forma fonética da lingua, passaram a falar de forma mais fechada pronunciando menos as vogais , em fim, hoje em dia não existe o mais clássico ou o mais correto que o outro. Portugal é somente o pais matriz da língua, apenas isso!! A língua não evoluiu só no Brasil.

    Vamos parar com isso de atacar o Brasil, tudo agora é motivo pra atacar o Brasil!!

    Doa a quem doer, se não fosse pelo Brasil hoje em dia, a lingua a lingua portuguesa já teria caído no esquecimento internacional a muito tempo. Poderiamos nós, a comunidade lusófona andar mais unidos. É de fato que os africanos lusófonos até mesmo Portugal tem muito mais a perder que o Brasil com esses preconceito tolos, me parece que é um misto de despeito , complexo e fustração por parte dos lusófonos que atacam o Brasil. É lamentával essa mentalidade tão pequena, é muito tempo perdido!

  7. ポルトガルとアンゴラをオフファック
    ブラジルは口内を送信

  8. eu sou brasileiro e a pouco dias fiquei sabendo desse pais chamado angola kkkkkk quem e esse povo desconhecido para falar da nossa lingua somos um pais gigante e populoso e nao um pequeno pedaco de terra como angola

  9. Angola se achega mais ao Brasil pois os brasileiros os respeitam. Todo brasileiro tem respeito e simpatia imensos por africanos!!! Portugueses têm a mania horrível de se acharem superiores às suas ex-colônias. E uma inveja tremenda do Brasil.

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