Falar brasileiro, escrever português

Por Adriano de Paula Rabelo

A certa altura da famosa rapsódia de Mário de Andrade, seu Macunaíma menciona a existência de duas línguas utilizadas paralelamente no país: o brasileiro falado e o português escrito. Lá se vão quase oitenta anos desde a publicação das peripécias do herói sem nenhum caráter e a distorção apontada por ele permanece intacta como um dos mais graves instrumentos de preconceito e segregação social.
Como no Brasil tudo muda apenas para permanecer como sempre foi, está para entrar em vigor, no início do ano que vem, mais uma reforma ortográfica de nossa língua, a quarta em menos de cem anos. A justificativa desta vez é a unificação da escrita em oito países que falam “português”.


Tramada por diplomatas no âmbito de uma insignificante organização denominada Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a reforma que nos será impingida desconsidera alguns aspectos fundamentais: falamos uma língua estruturalmente diferente do idioma dos portugueses; mais de 80% dos falantes chamados “lusófonos” vivem no Brasil; nos países africanos e asiáticos que têm o português como língua oficial, somente uma diminuta elite realmente o conhece e o emprega; o quinto idioma mais falado no mundo é este utilizado diariamente por cerca de 200 milhões de brasileiros. Nessas circunstâncias, reformar nossa ortografia para ajustá-la à língua de nações extremamente distintas da nossa soa como uma inaceitável capitulação cultural, ainda mais pelo fato de tal reforma servir muito mais a interesses portugueses.


Tolices colossais


Já no início do século passado, o filólogo e historiador João Ribeiro escrevia estas palavras atualíssimas: “A nossa gramática não pode ser inteiramente a mesma dos portugueses. As diferenciações regionais reclamam estilo e método diversos. A verdade é que, corrigindo-nos, estamos de fato a mutilar idéias e sentimentos que nos são pessoais. Já não é a língua que apuramos, é o nosso espírito que sujeitamos a servilismo inexplicável. Falar diferentemente não é falar errado. A fisionomia dos filhos não é a aberração teratológica da fisionomia paterna. Na linguagem, como na natureza, não há igualdades absolutas; não há, pois, expressões diferentes que não correspondam também a idéias ou a sentimentos diferentes. Trocar um vocábulo, uma inflexão nossa, por outra de Coimbra, é alterar o valor de ambos a preço de uniformidades artificiosas e enganadoras.”


Há alguns anos temos assistido a uma invasão dos meios de comunicação por professores de português apresentando programinhas normativistas nos quais os usos lingüísticos caracteristicamente brasileiros são vilipendiados. Tais “mestres”, que parecem jamais ter tido aulas de Lingüística em seus cursos de Letras, preconizam como única vertente válida uma língua inexistente, virtual, com muitas doses de arcaísmo, lusismo e beletrismo. O problema é que essa língua por eles preconizada – jamais falada em lugar algum – tem sido um dos mais eficientes instrumentos de separação e distinção de classes no Brasil, um dos principais suportes da manutenção de nosso status quo e sua iniqüidade recorde. Ela é produto de uma ideologia lingüística que desqualifica a cultura popular e os falares de determinadas regiões do país em nome do prestígio de um único modo de viver e de uma única visão de mundo. Daí ouvirmos com freqüência, em geral por parte de quem não tem voz em nossa sociedade, tolices colossais do tipo “Português é muito difícil”, “Não sei português”, “Não entendi o que ele disse, mas como falou bonito!”


“Sentimento íntimo”


Essa reforma ortográfica, como tantas coisas no Brasil, se fará de forma autoritária, elitista e colonizada. Seria interessante se pensar numa reforma ortográfica que nos permitisse escrever como brasileiros, que aproximasse a escrita dos usos efetivos língua brasileira, levando em especial consideração sua sintaxe e sua fonética, rompendo definitivamente com o idioma dos portugueses – que tem uma destinação histórica distinta e sustenta uma cultura muito diversa da nossa.


Outro aspecto nunca mencionado nas políticas lingüísticas é o da qualidade do ensino. Enquanto a escola pública permanecer esse lixo que conhecemos, enquanto seus currículos continuarem teóricos demais, distanciados da realidade do país e alheios à diversidade que caracteriza a sociedade contemporânea, enquanto os professores continuarem ensinando esse “português” virtual, o ensino da língua fracassará.


Esta quarta reforma ortográfica em cerca de noventa anos vem aí para nos infernizar a vida, desatualizar da noite para o dia nosso patrimônio escrito, espalhar ainda mais confusão nesse pindorama onde a comunicação entre as pessoas já vai tão mal.


Dá para se prever que, dentro de mais algumas décadas, lá virão os burocratas reformar a ortografia mais uma vez. Obviamente o povo mal escolarizado, os adolescentes interneteiros e os jovens criadores de modas lingüísticas continuarão escrevendo fora de qualquer padrão imposto por lei, mas conforme sua intuição de como se fazer entender apropriadamente. E os escritores que verdadeiramente vão além do “instinto de nacionalidade”, possuindo “sentimento íntimo” do país e estilo próprio, continuarão transbordando os limites da ortografia do “português”.

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6 Respostas

  1. Coloco aqui uma resposta que dei no yahoo:

    É uma estupidez retirar o trema, haverá muitas dúvidas quanto a pronúncia: será sekestro ou seqüestro? Se a ortografia é uma transcrição gráfica da realidade oral o trema faz todo o sentido na ortografia.

    Acho uma falácia dizerem que essa reforma vai aproximar dois idiomas que já são distintos, a ortografia é o de menos.

    Acredito tbm que esse acordo irá afastar ainda mais os dois idiomas porque vai replicar ‘uma’ das dificuldades que temos para entender a pronúncia portuguesa, por exemplo: (pelo que li sobre o acordo) Um português, hoje, escreve “excepcional” mas pronuncia “excecional”, agora, além de falar, eles vão escrever excecional.

    Nunca que um brasileiro que fala exce”pi”cional vai identificar o que é “excecional”, nós teremos que andar com um dicionário se quisermos ler português. Isso sem contar que peremptório, em Portugal, vai virar ‘perentório’, corrupção será corrução, espectador será ‘espetador’, recepção será ‘receção’. Os brasileiros, além de não compreender a pronúncia lusófona, não vão entender a escrita. O acordo foi um tiro no pé.

  2. Lá na mesma pergunta vejam o que encontrei:

    Por Com T

    “Ninguém em Portugal vai respeitar esse acordo ridículo.

    O verdadeiro português é o de Portugal, era só o que faltava irmos agora ficar iguais a um creoulo brasileiro de gente ignorante e semi-analfabeta.”

  3. O português é uma evolução do português clássico.

    O Brasileiro é uma evolução do português clássico.

    Ou seja, ninguém fala como Camões pois os idiomas mudaram.

    A distinção dos dois idiomas ficou evidente no séc XVIII, como este texto explica
    https://brasiliano.wordpress.com/2008/04/20/lingua-brasileira/
    https://brasiliano.wordpress.com/2008/04/21/falamos-a-lingua-de-cabral/

    Se o português verdadeiro está em Portugal ou nos países africanos de língua portuguesa,eu não sei, o que eu sei é que o idioma do Brasil não é o português e, dessa forma, seria impossível a língua portuguesa ficar igual ao Brasileiro.

  4. PATRÍCIA, VEJA MEU ESQUEMA:

    Português arcaico/clássico= (deu origem) Português moderno

    Português arcaico/clássico= (deu origem) Brasileiro

    Assim como:

    Latim==> (deu origem) Italiano
    Latim==> (deu origem) Francês

    Dizer que o Italiano (que surgiu na Itália – pátria do latim) é mais genuíno que o Francês é tão ridículo como dizer que o português-moderno é mais genuíno que o Brasileiro. São línguas distintas que seguiram processos de evolução diferentes. A origem do Brasileiro e do Português-moderno é o português-clássico, o português de hoje não tem nada a ver com nossa língua original, assim como o francês não tem nada a ver com o italiano. Não devemos nada ao Portugal atual.

    —-

    VEJAM ESTE COMENTÁRIO DO FORISTA “carlosmurray” NO YOUTUBE
    [http://br.youtube.com/comment_servlet?all_comments&v=4XDmsXWlDqE]

    “Transmitida por *NÓS* o cacete!

    A minha língua não foi transmitida por vcs, portugueses do século XXI, mas sim pelos nossos ancestrais comuns.

    Da mesma forma que vcs descendem deles, descendemos nós os brasileiros. O que falamos são 2 variações que têm a mesma origem, e não um sendo a origem do outro.

    O que vcs não entendem é que vcs *não* são os inventores do Brasil, vcs são descendentes deles, da mesma maneira que *nós* somos.

    Além disso, não devo nada a vcs, muito menos gratidão!”

  5. Ju, sabe o que é mais grave?

    é que apesar de serem línguas que seguiram caminhos diferentes e do nosso idioma não ter origem no português moderno, a gramática que seguimos é a deles. A normatização do português moderno foi colocada em cima do idioma Brasileiro e tudo que contrariasse a gramática portuguesa foi considerado errado, ou seja, a língua brasileira foi considerada um erro…Isso é um absurdo total!!! É por isso que achamos que falamos errado e que o português é difícil, é claro, a gramática que usamos e que é considerada correta não corresponde à nossa língua. É como muitos lingüistas dizem: português deveria ser ensinado como língua estrangeira. EU QUERO A NORMATIZAÇÃO DO IDIOMA BRASILEIRO!!!

  6. Idéias elitistas, reacionárias e acacianas

    Por Adriano de Paula Rabelo em 18/9/2007

    Duas semanas atrás, publiquei no Observatório um artigo em que criticava o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que está para entrar em vigor nos próximos meses, chamando a atenção para a capitulação cultural que ele representará, bem como para os usos que se têm feito de certa modalidade lingüística como meio de exclusão e segregação social no Brasil (“Falar brasileiro, escrever português”). Na ocasião, eu considerava que nossa língua já assumiu personalidade própria e que, se fosse para reformar sua ortografia, poderíamos pensar num modo de aproximá-la das características da fala e dos usos brasileiros.

    Já esperava que o artigo pudesse provocar alguma reação por parte de mentalidades colonizadas, mas confesso que o texto de contestação escrito pelo professor de “português” Antônio Pereira de Menezes, de Curitiba, me surpreendeu pela audácia, o anacronismo e o despudor de suas idéias elitistas e antidemocráticas (“Falar português, escrever português”).

    O referido professor investe contra a Universidade de São Paulo e o que chama de “modernices paulistanas”, qualifica Mário de Andrade como “fastidioso e intolerável”, define como “barbaridades” as obras do maior poeta brasileiro e também do autor de O rei da vela. Para mim sobrou ser chamado de jacobino e “Marat da USP”.

    Superficialidade e verborréia

    Quanto à Universidade de São Paulo e aos três Andrades boçalmente atacados, considero que, a esta altura de nossa história cultural, a excelência da instituição e grandeza dos clássicos escritores modernistas dispensam qualquer palavra em sua defesa. Seria repetir o que os mais importantes historiadores e críticos da cultura brasileira já escreveram. Quanto a mim, ainda jovem e recentemente egresso dos estudos de pós-graduação, apenas considero ter sido sobreestimado na comparação com o famoso revolucionário do movimento de 1789 na França.

    Pela maneira como o professor Antônio interpreta a expressão “herói sem nenhum caráter”, referente a Macunaíma, conclui-se que ou ele não leu a obra ou a leu pessimamente. Como se sabe, o personagem de Mário de Andrade é uma representação do brasileiro, um povo de formação recente em busca de uma identidade nacional própria, já que se formou na confluência de várias culturas e etnias. Portanto, “sem caráter” neste caso nada tem a ver com a crônica diária de Brasília, nem com o comportamento de nossa casta dominante.

    A lista de autores-modelo para a língua “portuguesa” apresentada pelo professor Menezes também surpreende, tanto do lado brasileiro quanto do lado português. Por certo, o critério utilizado não foi o da importância dos escritores citados na história das literaturas dos dois países, mas apenas o de sua “correção” ortográfica. De outro modo, como explicar a presença de aleijões como Castilho e Humberto de Campos ao lado de Camões, Vieira, Machado de Assis e Euclides da Cunha? Como justificar a superficialidade torrencial de um Coelho Neto ou a verborréia pseudo-exuberante de um Rui Barbosa no cânone do professor curitibano?

    O catecismo da Veja e do JN

    A propósito, estou certo de que Machado de Assis ficaria muito pouco lisonjeado ao ser evocado para sustentar as idéias do professor Antônio. São conhecidas as sátiras que o autor de Brás Cubas fazia, no final do século passado, ao latinista Antônio Castro Lopes, que naquela época granjeou alguma notoriedade com suas propostas de substituição de palavras estrangeiras por neologismos formados a partir de radicais e complementos latinos, a fim de se manter a pureza do “português”. Para Machado, a atitude de Castro Lopes “vinha da obstinação com que o digno professor ia bater à porta latina, antes de saber se tínhamos em nossa própria casa a colher ou o garfo necessário às refeições”. O Antônio nosso contemporâneo, por sua vez, não somente preconiza que continuemos a buscar nossos talheres na casa latina, mas que toda a nossa refeição lingüística seja realizada no lar português.

    Perguntaria ao professor Menezes quais são as fantásticas realizações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que repercussão têm tido, e também se o eminente mestre paranaense tomou parte nas discussões relacionadas ao acordo ortográfico que nos será impingido.

    Na outra lista apresentada por ele, relacionando alguns publicitários do “português” nos meios de comunicação de massas, surge a primeira manifestação explícita do preconceito do professor Antônio, que não admite a música popular nem a fala dos políticos como exemplos de usos da língua. Lógico, o adjetivo “popular” provoca erisipela nos brios conservadores, e os políticos, no catecismo da Veja e do Jornal Nacional, por exemplo, são todos corruptos e indistintos.

    Aversão da casta dominante

    Mas é nos dois últimos parágrafos do texto do professor Antônio de Menezes que o impudor atinge o cume. Na sua visão de mundo, todos estamos aqui numa luta sem trégua pelo progresso. Qualquer um pode atingir os píncaros de superioridade de certos níveis econômicos e culturais com muito esforço e a língua chamada “culta” é um dos principais meios de para se conquistar essa maravilha. A seu ver, a cultura, os valores e a organização das pessoas de nível econômico desprivilegiado correspondem biunivocamente a seu status social, sendo inferiores, portanto. Quem não se esforça, quem não aprende a língua “culta” nem adquire “cultura” e vultosos recursos financeiros, jamais poderá fazer parte da plêiade dos eleitos que é dona do poder no Brasil. Será que o professor Antônio já folheou as páginas de Caras para ter uma idéia do nível de “cultura” dos astros do seu firmamento? Por que será que os professores de português, que bem conhecem essa língua “culta”, vivendo de destrinçá-la e prescrevê-la, jamais conseguem ascender socialmente?

    O preconceito irrefreável do professor Menezes faz com que ele tenha horror da linguagem do presidente Lula, um ex-operário. O cargo máximo da República, para o docente de Curitiba, só poderia ser preenchido por luminares do bacharelismo, com sua lábia enroladora. Nem com sua domesticação e conversão a servo dos interesses das oligarquias financeiras, o presidente Lula conseguiu modificar a aversão da casta dominante a tudo o que lembra os humilhados e ofendidos.

    Ideologia insustentável

    Se o professor Antônio reparar bem, verá que está longe de ser minimamente aceitável a sua afirmação de que “somos uma civilização filha de matriz européia”. A começar pelo nome tupi da própria cidade onde ele vive, passando pelos negros exuberantes do nosso futebol e da nossa música, chegando aos asiáticos e árabes da nossa vida pública, pode-se afirmar, juntamente com os grandes intérpretes do Brasil, que somos uma civilização mestiça, uma criação original dos processos históricos. E nessa mistura, as matrizes indígena e africana são, evidentemente, tão fundamentais quanto a portuguesa.

    As idéias do professor Menezes merecem consideração por serem bastante representativas do pensamento elitista à moda brasileira. Marcado por algumas pinceladas de pedanteria, seu estilo poderia ser qualificado como acaciano, para usar um termo originário de um fino estilista português. Ainda assim, sua própria escrita se mostra bastante devedora das “modernices paulistanas”, pelo tom menor e o vocabulário em geral mais transparente.

    De tempos em tempos, algumas das vertentes mais retrógradas da sociedade brasileira vêm a público alardear seus inconfessáveis valores, justificar seus sórdidos privilégios. Parece que estamos vivendo um desses momentos. Ontem, foram as marchas da Tradição, Família e Propriedade; hoje, são os atos do movimento Cansei. Nesse contexto, os reacionários estão por aí, tagarelas, pretendendo difundir uma ideologia insustentável diante da realidade brasileira.

    Nossa língua morena

    Num país que ainda não resolveu os problemas mais fundamentais dos direitos da cidadania, pode parecer bizantinismo discutir publicamente questões relacionadas ao idioma nacional. No entanto, este não é um debate menor, muito menos inócuo. A língua é a criação mais refinada da cultura de um povo. Em nosso caso, jamais conseguiremos alcançar um mínimo de coesão social, nem construir uma vigorosa identidade nacional – que nos permita, inclusive, navegar com autonomia na globalização – sem a valorização do nosso idioma. Sem língua própria, não teremos sequer pensamento próprio. Por outro lado, a essa altura da história, que identidade um brasileiro tem com um português, um cabo-verdiano, um timorense, um goense? No caso específico de Portugal, sua opção histórica é obviamente construir seu futuro como país do bloco europeu. E nós oscilamos entre a destinação latino-americana e aquela dos grandes países eufemisticamente chamados “em desenvolvimento” – Rússia, Índia e China, principalmente.

    Por fim, ressalto que estas idéias em favor de um maior respeito à língua nacional não apresentam o menor matiz antilusitano. Admiro a cultura, a literatura, a história e o povo de Portugal, país onde há alguns anos passei cerca de uma semana, tendo retornado com ótimas impressões. Ao longo da vida, tenho tido uma convivência cordial com alguns portugueses. Apenas já passa da hora de enfrentarmos a maldita herança colonial com os pressupostos efetivos da democracia, bem como de nos afirmarmos em nossa especificidade.

    O professor Antônio e os elitistas em geral haverão de se afogar nas águas mestiças da brasilidade. A despeito de seus chiliques, nossa língua morena naturalmente continuará se realizando para além do leito de Procusto do “português” branquinho.

    observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=451FDS006

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