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	<title>BRASILIANO</title>
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		<title>BRASILIANO</title>
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		<title>Brasil ‘decola’ e pode ser a 5ª economia, diz capa da revista ‘The Economist’</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 10:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Et cétera]]></category>

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		<description><![CDATA[A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica The Economist, divulgada nesta quinta-feira.


Leia a matéria na íntegra (em inglês):
http://www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=14845197&#38;source=most_commented
Resumo (em língua brasileira):
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091112_economist_rc.shtml
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica <em>The Economist,</em> divulgada nesta quinta-feira.</strong><br />
<em></em><br />
<span style="color:#3366ff;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="galoportugues" src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/11/12/091112204634_brasileconomist.jpg?w=400" alt="" /></span><br />
Leia a matéria na íntegra (em inglês):<br />
<a>http://www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=14845197&amp;source=most_commented</a></p>
<p>Resumo (em língua brasileira):<br />
<a>http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091112_economist_rc.shtml</a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brasiliano.wordpress.com/1298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brasiliano.wordpress.com/1298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brasiliano.wordpress.com/1298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brasiliano.wordpress.com/1298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brasiliano.wordpress.com/1298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brasiliano.wordpress.com/1298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brasiliano.wordpress.com/1298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brasiliano.wordpress.com/1298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brasiliano.wordpress.com/1298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brasiliano.wordpress.com/1298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brasiliano.wordpress.com&blog=3524088&post=1298&subd=brasiliano&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Congresso poderá autorizar revisão de acordo ortográfico</title>
		<link>http://brasiliano.wordpress.com/2009/11/04/congresso-autorizar-revisao-acordo-ortografico/</link>
		<comments>http://brasiliano.wordpress.com/2009/11/04/congresso-autorizar-revisao-acordo-ortografico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo Ortográfico]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Senado
Em Brasília &#8211; 04/11/2009
O Congresso Nacional poderá autorizar o governo brasileiro a rever o acordo ortográfico firmado com os demais países de língua portuguesa. A sugestão foi apresentada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), após ouvir diversas críticas feitas ao acordo, durante audiência pública sobre o tema, realizada nesta quarta-feira (4) pela Comissão de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brasiliano.wordpress.com&blog=3524088&post=1291&subd=brasiliano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h6>Da Agência Senado<br />
Em Brasília &#8211; 04/11/2009</h6>
<p>O Congresso Nacional poderá autorizar o governo brasileiro a rever o acordo ortográfico firmado com os demais países de língua portuguesa. A sugestão foi apresentada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), após ouvir diversas críticas feitas ao acordo, durante audiência pública sobre o tema, realizada nesta quarta-feira (4) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).</p>
<p>A aprovação de uma lei que autorize o governo a sugerir modificações no texto da reforma ortográfica é uma das alternativas a serem analisadas pela comissão, segundo a senadora, que defendeu o aprofundamento do debate sobre a reforma com a sociedade. O Brasil foi o único país que adotou oficialmente o acordo, assinado em 1990. Segundo o texto, implantação das mudanças na língua deverá estar concluída até 2013.</p>
<p>O presidente de honra da Academia Brasileira de Filologia, Leodegário Amarante de Azevedo Filho, observou que existe grande resistência à adoção da reforma ortográfica estabelecida pelo acordo, principalmente entre escritores portugueses. Em sua opinião, o acordo foi feito para as próximas gerações, que já aprenderão a língua segundo a nova ortografia. Mesmo assim, ele apontou a existência de problemas como a extinção do trema, que tem uma função ao indicar a pronúncia das palavras, e a manutenção de consoantes mudas, como o c na palavra &#8216;actor&#8217;.</p>
<p><strong>&#8220;Os portugueses não abrem mão das consoantes mudas, que não têm função, enquanto o trema, que tem função, foi eliminado&#8221;</strong>, comparou.</p>
<p>A reação dos portugueses à mudança também foi ressaltada pelo representante da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, Walter Esteves Garcia. Na opinião de escritores de Portugal, relatou, o Brasil está querendo impor uma revisão da língua ao país onde a língua foi criada.</p>
<p>O acordo foi duramente criticado pelo professor Ernani Pimentel, que lançou o movimento Acordar Melhor, destinado a aperfeiçoar a reforma ortográfica. Em primeiro lugar, ele lembrou que as mudanças começaram a ser debatidas em 1975, quando ainda nem existia a internet. Além de anacrônica, observou, a reforma também teria fugido a seus objetivos, quando, por exemplo, eliminou o trema. Em sua opinião, a reforma ortográfica deveria eliminar exceções a regras e duplas grafias, além de padronizar os radicais.</p>
<p>&#8220;Não houve uma discussão democrática e aberta&#8221;, afirmou Pimentel.</p>
<p>Após ouvir os expositores, o senador Flávio Arns (PSDB-PR) disse ter ficado &#8220;abismado com o nível de dificuldade que o acordo está trazendo para a vida nacional&#8221;. Se existem tantas objeções à reforma aprovada, ele perguntou quem estaria a favor do acordo. Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a revisão do acordo, após perceber a existência das falhas mencionadas pelos expositores.</p>
<h6 style="text-align:right;"><a>http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/04/ult5772u5947.jhtm</a></h6>
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			<media:title type="html">Editor</media:title>
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		<item>
		<title>Brasil vira referência em universidades dos EUA</title>
		<link>http://brasiliano.wordpress.com/2009/10/24/brasil-vira-referencia-em-universidades-dos-eua/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 11:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[
No Reino Unido, foco é cultura brasileira

Perfil do ‘brasilianista’ é rediscutido na academia norte-americana. G1 ouviu chefes de estudos em Harvard, MIT, Stanford e Berkeley.

Daniel Buarque Do G1, em São Paulo

Um dos mais importantes centros de estudos em tecnologia do         mundo, o MIT, nos Estados Unidos, deu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brasiliano.wordpress.com&blog=3524088&post=1265&subd=brasiliano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><ul>
<li><strong>No Reino Unido, foco é cultura brasileira</strong></li>
</ul>
<p><span style="color:#808080;"><strong>Perfil do ‘brasilianista’ é rediscutido na academia norte-americana. G1 ouviu chefes de estudos em Harvard, MIT, Stanford e Berkeley.</strong></span></p>
<div>
<h6><span style="color:#999999;"><strong>Daniel Buarque</strong> Do G1, em São Paulo</span></h6>
</div>
<p>Um dos mais importantes centros de estudos em tecnologia do         mundo, o MIT, nos Estados Unidos, deu início aos planos para         inaugurar seu primeiro centro de estudos voltado para o Brasil,         parte da iniciativa internacional MISTI. O objetivo do projeto é         criar grupos de solução de problemas específicos em tecnologia e         ciência, e evidencia uma tendência nova para as análises do         Brasil nas maiores universidades dos EUA. Em vez de formar os         tradicionais brasilianistas, que se debruçavam sobre a realidade         histórica, social e cultural do país como um lugar exótico e         distante, a academia norte-americana passou a encarar o Brasil         como um importante ator global, referência em diferentes         assuntos científicos e passando por quase todas as áreas de conhecimento.</p>
<h6 style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,30528648-EX,00.jpg" alt="" width="437" height="292" /><span style="color:#808080;">Página do programa de estudos brasileiros da                 Universidade Harvard (Foto: reprodução)</span></h6>
<p>Esta nova forma de encarar o Brasil está se disseminando pelos Estados Unidos. A reportagem do G1 entrevistou diretores de centros de estudos sobre o país e a América Latina em Harvard, Stanford, Universidade da Califórnia em Berkeley e MIT (Massachusetts Institute of Technology), universidades que aparecem no topo dos principais rankings de melhores instituições de ensino superior do mundo. Segundo eles, não há dados que comprovem um grande aumento no interesse acadêmico pelo Brasil, mas há uma mudança na abordagem, uma inclusão do país em áreas que antes ignoravam o que acontecia por aqui.</p>
<p>“De fato, houve uma mudança”, explicou Harley Shaiken, diretor do Center for Latin American Studies em Berkeley, por telefone. “Essa é a mais importante nova tendência em estudos brasileiros. Nós incentivamos essa forma de incluir o Brasil em outros estudos mais gerais. Se há uma pessoa trabalhando com energias renováveis, por exemplo, ela pode não ser especialista em Brasil, mas deve haver grupo de pessoas de estudos do Brasil que podem entrar em contato com este pesquisador. E nós tentamos incentivar estes contatos”, disse.</p>
<p>Segundo as universidades ouvidas, esta nova realidade envolve         especialmente assuntos relacionados a energia renovável,         ambiente, desenvolvimento, sustentabilidade, negócios, e há um         grande grupo de pesquisadores que está se especializando em         temas que precisam olhar para o Brasil.</p>
<p>Para o paulista Marcio Siwi, que vive nos EUA há         dez anos e há dois atua no programa de estudos brasileiros do         Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos em         Harvard, “há temas em que o Brasil virou referência e que atraem         muito o interesse de alunos e professores. Pode-se falar em         aquecimento global, desenvolvimento sustentável, Amazônia, todos         esses assuntos que são importantes para os Estados Unidos elevam         a enfocar no Brasil como uma referência. O mesmo acontece nos         estudos sobre desigualdade.”</p>
<p><strong>‘Boom’ Brasil </strong></p>
<p>Segundo o diretor do Programa Brasil do MIT, Ben Ross Schneider,         mesmo com o surgimento deste e de outros novos centros de         estudos sobre o país nos EUA,não há indícios para afirmar que o         Brasil vive um momento de maior popularidade na academia         norte-americana. Os estudos do Brasil, explicou, são         descentralizados, e há programas neste sentido em muitas         universidades.</p>
<p>“Eu acabo de mudar da universidade Northwestern,         em Chicago, onde há um programa de estudos, que continua         existindo. Talvez haja um crescimento, mas é impossível dizer         que há uma onda de popularização dos estudos do Brasil. Sempre         há centros importantes desses estudos, que mudam de local de         tempos em tempos”, disse, em entrevista concedida pelo telefone.         Segundo ele, entretanto, pelo menos uma centena de alunos do MIT         já demonstraram interesse em participar do grupo que está sendo         criado por ele.</p>
<p>Siwi, por outro lado, diz que percebe um certo         aumento no interesse dos estudantes de Harvard pelo Brasil. “A         quantidade de alunos que demonstram interesse no estudo do         idioma português, por exemplo, cresceu muito nos últimos anos, o         que gera uma diferença enorme no entendimento de o que é o         Brasil e quais as diferenças do país em relação ao resto da         América Latina.” Segundo ele, isso é algo que existe em todas as         partes dos Estados Unidos.</p>
<p>O mesmo acontece na Califórnia, segundo Shaiken.         Em Berkeley, diz, há claramente um aumento no interesse e no         número de pesquisas envolvendo o Brasil, mas muito deste         crescimento vem das pessoas que não são brasilianistas, mas         trabalham assuntos em que o Brasil é um protagonista. “Neste         nível há muito mais interesse de que havia no passado. Não é         apenas um crescimento contínuo, mas um momento de empolgação com         uma gama de ideias e possibilidades que envolvem o Brasil. Isso         não significa que o país seja estudado tanto quanto mereça. Acho         que trata-se de um país extraordinário em um momento único e é         preciso mais estudo e mais atenção. Há muitos assuntos que         aproximam pesquisas em diferentes áreas do Brasil, mas não se         pode dizer que o número de alunos da universidade que estudam o         Brasil triplicou, pois não há dados sobre isso. O crescimento,         entretanto, é real.”</p>
<p>Shaiken, de Berkeley, credita a mudança que se         percebe a uma maior familiaridade dos norte-americanos com temas         relacionados ao Brasil, que vem se tornando menos exótico. “O         Brasil está se tornando mais familiar, e há ao mesmo tempo muita         admiração por coisas que estão acontecendo no país e críticos.         Há uma mistura, mas o Brasil realmente é uma força global e         muitos sentidos, e essa emergência faz com que o país seja visto         com muito interesse, mas de fato sem parecer exótico.”</p>
<p><strong>Gerações brasilianistas</strong></p>
<p>Para Hebert S. Klein, que dirige o Centro de Estudos         Latino-Americanos de Stanford, o que para algumas pessoas         aparenta ser um crescimento no interesse é, na verdade, uma         demonstração da mudança do perfil dos pesquisadores, e de uma         mudança de geração, passando dos brasilianistas que iniciaram         trabalho nos anos 1960 para novos acadêmicos que ainda se         debruçam sobre a realidade do país.</p>
<p>“Na prática, nós temos uma mudança geracional, mas         não há uma mudança relevante no volume de pesquisas sobre o         Brasil. Trata-se de um tema sólido na academia norte-americana,         bem estabelecido, mas que não tem um crescimento acentuado. Não         há um boom, mas uma produção sólida e a geração mais velha vem         sendo substituída, mantendo uma regularidade nas publicações         sobre o Brasil.”</p>
<p>Segundo ele, no lugar do que querem chamar de         “boom”, há um “não-declínio” do tema na academia, apesar da         mudança de gerações. “Nessas novas gerações, há pessoas         realizando pesquisas interessantes na universidade de Rice, na         de Arizona, aqui em Stanford, em Rutgers, na UCLA, são todos         pesquisadores em torno dos 40 anos, espalhados pelo país.”</p>
<p>Pesquisador de Harvard, Siwi concorda com esta         visão e define o momento alegando que estamos numa época em que         se repensa o que é um brasilianista. “Eles existem, vão         continuar existindo e são importantes nessas áreas de         humanidades. O que vemos agora, entretanto, são cientistas, que         seu tema é ciência e que incluem o Brasil em seus trabalhos. Há         um professor, por exemplo, que analisa os desafios globais         relacionados com a água, e que inclui o Brasil em sua pesquisa,         por ser um país muito importante na área. O Brasil está ganhando         espaço em áreas que antes não davam atenção ao país.”</p>
<p>Segundo ele, o outro perfil do brasilianista não         vai desaparecer, não perde espaço. Mas criou-se espaços novos         que antes não existiam.</p>
<p>“Não há um impacto menor em humanidades.         Continuamos tendo muitos pesquisadores da área de humanas que         mantêm seus trabalhos voltados ao Brasil. Mas há expansão, sim,         é muito maior na área de ciências. Não se trata de uma troca,         mas do crescimento de áreas que antes eram mais tímidas”, disse         Shaiken.</p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><a>Cultura é o foco de estudos brasileiros no Reino Unido</a></h2>
<p><strong><span style="color:#808080;">David Lehmann, de Cambridge, diz país não seguiu tendência dos EUA. Falta de controvérsia internacional diminui interesse pelo Brasil, diz</span></strong></p>
<div>
<h6><span style="color:#808080;"><strong>Daniel Buarque</strong> Do G1, em São Paulo</span></h6>
<p>Enquanto a academia norte-americana muda o perfil tradicional dos         ‘brasilianistas”, incorporando o país como referência em         trabalhos de ciência, nas universidades do Reino Unido os focos         dos estudos sobre o Brasil são a cultura e a sociedade.</p>
<p>Segundo David Lehmann, do Centro de Estudos         Latino-Americanos de Cambridge, uma das mais importantes         universidades do mundo, essa é a tendência no país desde os anos         1990, supostamente uma década de auge nos estudos sobre brasil.         Muitas vezes, a cultura é estudada por pesquisadores         brasileiros.</p>
<p>“Há também pessoas estudando antropologia, indo         dos índios à violência urbana. Nos anos 1980 havia mais         pesquisas de história, mas isso diminuiu um pouco e é bem         reduzido atualmente.”</p>
<p>Um dos motivos para isso, segundo ele, é que o         Brasil, apesar de ter uma relevância internacional maior que a         de outros países na América Latina, não costuma se envolver em         conflitos diplomáticos ou de discursos, o que o torna menos         controverso e até menos atraente. “O país acaba sofrendo por         estar fazendo muito sucesso, pois acaba não se envolvendo em         controvérsias e, por isso, há menos interesse internacional. A         Venezuela, pelo contrário, chama muita atenção com as palhaçadas         de Chávez”, disse. Segundo ele, mesmo não atraindo muitos         estudos, isso acaba sendo positivo para o Brasil. “O Brasil         chama a atenção pela economia, pelos negócios, entretanto, o que         é bom.”</p>
<p>Autor de pesquisas sobre democracia,         desenvolvimento e religião no Brasil, Lehmann explicou que no         Reino Unido há programas sobre o país nas universidades de         Cambridge e de Oxford e no King’s College, em Londres. O centro         de Oxford teve muito sucesso por alguns anos, explicou, voltado         à política brasileira e bancado por instituições brasileiras.</p>
<p>“Aqui no Reino Unido nós não somos tão obcecados         por assuntos como nos EUA”, explicou. “O grande sucesso         acadêmico aqui são os estudos culturais, com programas de         cultura brasileira, que atraem muitos pesquisadores pela música,         dança, pelo espetáculo – este é o grande foco de estudos da         América Latina por aqui.” Ele criticou o que chamou de perfil         introvertido das universidades brasileiras, alegando que faltam         trabalhos voltados à divulgação da produção acadêmica do país no exterior.</p>
<p><strong>Anos 90</strong></p>
<p>O arquivo de textos acadêmicos da London School of Economics, que         reúne muito do material usado em trabalhos na universidade,         ajuda a comprovar a afirmação de Lehmann de que os anos 1990         foram importantes para os estudos brasileiros no Reino Unido.         Uma busca pelo nome do país, em inglês, aponta que há 95.036         menções a ele. Desse total, 13.201 foram publicados desde         janeiro do ano 2000 até esta semana. Na década anterior, entre         janeiro de 1990 e dezembro de 1999, o total de menções ao Brasil         foi de 19.139 textos, quase 45% a mais de que nesta década.</p>
<p>Somente neste ano, entre janeiro e outubro, o nome         do país foi citado em 59 publicações encontradas na biblioteca         virtual da universidade inglesa.No ano passado houve 133 menções         ao “Brazil” em trabalhos acadêmicos. As publicações mais         recentes que incluem menções ao país não fazem estudos sobre a         realidade vivida, mas tratam da Venezuela, nutrição, biologia,         astronomia, ciências em geral. Os temas especificamente         brasileiros não são tão frequentes. A maioria dos trabalhos que         usam o Brasil no título tratam de situações envolvendo a         Amazônia, a ecologia e o ambiente.</p>
<h6 style="text-align:right;"><span style="color:#3366ff;"><a>http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1349731-5602,00-.html</a><br />
<a>http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1349665-5602,00-.html</a></span></h6>
</div>
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			<media:title type="html">Editor</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Confira quantos livros foram lidos este ano no Brasil.</title>
		<link>http://brasiliano.wordpress.com/2009/10/21/confira-quantos-livros-foram-lidos-este-ano-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Et cétera]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"> <embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.885136' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' width='425' height='350' /></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre a ‘Língua Brasileira’</title>
		<link>http://brasiliano.wordpress.com/2009/10/16/reflexoes-sobre-a-historia-da-%e2%80%98lingua-brasileira%e2%80%99/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 20:08:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Língua Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
MANUEL ALVES FILHO  para  o Jornal da UNICAMP

 


A língua falada e escrita atualmente no Brasil                            distanciou-se de tal modo do português, em consequência    [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brasiliano.wordpress.com&blog=3524088&post=1061&subd=brasiliano&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em> </em></p>
<h5><strong><span style="color:#808080;">MANUEL ALVES FILHO  para  o Jornal da UNICAMP<br />
</span></strong></h5>
<p><em> </em></p>
<blockquote>
<div>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>A língua falada e escrita atualmente no Brasil                            distanciou-se de tal modo do português, em consequência                            das mudanças que sofreu através dos tempos, que hoje                            já é possível falar em uma língua brasileira, que tem                            forma e características próprias.</strong> A hipótese é defendida                            no livro Língua Brasileira e Outras Histórias – Discurso                            sobre a língua e ensino no Brasil, de autoria de <strong>Eni Orlandi </strong>, professora do Departamento de Linguística do                            Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp.                            A obra, que resulta das pesquisas realizadas pela docente                            ao longo dos últimos 20 anos, trata, entre outros aspectos,                            de como esta língua brasileira e o conhecimento sobre                            ela foram constituídos historicamente. De acordo com                            a linguista, o português europeu começou a sofrer mudanças                            desde que os primeiros colonizadores aportaram por aqui.                            A partir de então, passou a incorporar elementos das                            línguas indígenas, africanas, de imigrantes e de fronteira,                            e a se transformar também em sua materialidade, no embate                            com a materialidade do novo mundo e de sua história,                            processo que culminou com a composição de uma língua                            rica e com suas singularidades. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>“O que eu trabalho, no campo teórico, é que temos                            diferenças suficientes tanto na materialidade da língua                            quanto no âmbito discursivo que já nos permitem falar                            em uma língua brasileira. Nós produzimos discursos diferentes,                            com sentidos igualmente distintos. Nossos processos                            de significação também são diferentes. Ou seja, nossa                            língua está muito distante daquela que era ou ainda                            é falada em Portugal. E veja: não se trata de patriotismo.                            É apenas uma questão de reconhecer as mudanças. Penso                            que é chegado o momento de produzirmos teorias próprias,                            atuais, que levem em conta e permitam compreender o                            processo de colonização e as consequências em relação                            às línguas, e não mais usar as teorias de países colonizadores                            que, na maior parte das vezes, estacionam em um sentido                            de “mudança” próprio para falar da mudança do latim                            para o português, o francês etc, mas têm pouco a dizer                            sobre a mudança do português para o brasileiro”</strong>, afirma.                            Na entrevista que segue, <strong>Eni Orlandi </strong>fornece mais detalhes                            sobre as reflexões presentes no livro.</em></p>
</div>
</blockquote>
<p><em> </em><br />
<strong><em>Jornal da UNICAMP – O título do seu livro registra “língua                        brasileira”. Nós já não falamos mais a língua portuguesa?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– A língua falada atualmente no Brasil é muito                        diferente da falada em Portugal. O que eu trabalho, no campo                        teórico, é que temos diferenças suficientes tanto na materialidade                        da língua quanto no âmbito discursivo que já nos permitem                        falar em uma língua brasileira. Nós produzimos discursos                        diferentes, com sentidos igualmente distintos. Nossos processos                        de significação também são diferentes. Ou seja, nossa língua                        está muito distante daquela que era ou ainda é falada em                        Portugal. E veja: não se trata de patriotismo. É apenas                        uma questão de reconhecer as mudanças. De situar-se diante                        do quadro de relações internacionais de estados e línguas,                        ou seja, de saber avaliar as questões postas pelo multilinguismo.                        Penso que é chegado o momento de produzirmos teorias próprias,                        e não mais usar as teorias de países colonizadores sem refletir                        sobre o lugar dessas teorias na história das ciências e                        na história social.</p>
<p><strong><em>JU – As diferenças são tão profundas assim?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– São, sim. Mas essas diferenças não têm merecido                        a devida atenção. Alguns autores até falam dessas distinções,                        mas as classificam como “variedades”. Penso que não estamos                        mais no momento de falar em variedades, pois isso não mostra                        que falamos uma língua própria. Temos que falar em mudanças.                        Por que admitimos mudanças entre o latim e o português que                        se constituiu na Europa, mas não fazemos isso em relação                        ao português e a língua falada no Brasil?</p>
<p><strong><em>JU – A recente reforma ortográfica teria sido                        uma forma de resistência a essa discussão sobre língua brasileira?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– De certa forma. Penso que precisamos rediscutir                        o que é lusofonia. Temos que pensar a lusofonia como um                        campo heterogêneo de línguas. É preciso tratar das diferenças                        entre a língua brasileira e o português, assim como das                        diferenças do português para o latim. Ambas são filiadas                        ao latim, mas são distintas deste. Mas veja: não se trata                        de negar a filiação da nossa língua, mas sim de destacar                        as singularidades dela. Ou seja, lusofonia é um campo heterogêneo                        de línguas que resultaram do processo de colonização, mas                        que se “independentizaram” ao longo do tempo. A língua brasileira                        é filiada ao português, que por sua vez é filiado ao latim.                        Ocorre, porém, que nossa língua também traz elementos das                        línguas indígenas, africanas, de imigração e de fronteira.                        Temos uma língua que se individualizou à sua maneira no                        processo de sua historicização.</p>
<p><strong><em>JU – Pela sua hipótese, o português começou                        a sofrer transformações desde que os primeiros colonizadores                        aportaram em terras brasileiras. É isso?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– Quando os portugueses aportaram por aqui,                        eles depararam não apenas com seres diferentes, mas também                        com uma variedade de línguas faladas pelos índios e com                        um mundo muito diferente do seu. Esses portugueses precisaram                        nomear coisas que não conheciam, que não estavam na memória                        linguística deles. Precisamos lembrar que, naquele momento,                        nomear era também administrar. Ou seja, o que não era nomeado                        poderia fugir ao controle. Assim, os primeiros colonizadores                        perceberam que não poderiam manter a língua portuguesa como                        ela era, pois precisavam se fazer entender. Havia, enfim,                        um mundo novo a ser descoberto, a ser conquistado, a ser                        nomeado. Aí já ocorrem as primeiras transformações da língua.                        A materialidade do mundo começa a interferir na materialidade                        da língua e vice-versa.</p>
<p><strong><em>JU – Ou seja, a língua tem uma dimensão política                        e ideológica importante.</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– Exatamente. É nesse embate político, ideológico                        e social que a língua vai sendo constituída. Para poder                        administrar, os portugueses foram obrigados a alterar a                        própria língua e a dominar a língua dos indígenas. Entretanto,                        no início da colonização as autoridades portuguesas começaram                        a perder o controle sobre os próprios patrícios, que passaram                        a dominar as línguas indígenas localmente e a formar pequenos                        feudos, nos quais davam as cartas. Para superar essa dificuldade,                        a corte portuguesa enviou os jesuítas ao Brasil, com a missão                        de colocar “ordem” e dar visibilidade deste país para a                        coroa. O que os religiosos fizeram? Eles pegaram uma das                        línguas indígenas, o tupi, e a adaptaram, mesclando com                        um pouco do português e do latim. Foi criado, assim, o tupi-jesuítico,                        língua geral que foi falada no Brasil todo. No entanto esse                        processo se voltou contra a própria corte, pois os jesuítas                        passaram a ter um enorme controle sobre a população brasileira                        e sua língua. Daí sua expulsão dos religiosos e a proibição                        de se escrever nessa língua. Mas nenhuma língua desaparece                        sem deixar traço. Como se vê, as mudanças vêm de muito tempo.</p>
<p><strong><em>JU – Essas transformações não foram apontadas                        anteriormente? Por que só agora está surgindo uma discussão                        mais ampla sobre a existência de uma língua brasileira?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– Com a independência do Brasil, eclodiu                        um movimento, promovido por gramáticos, de organização de                        um conhecimento sobre a nossa língua que já mostrava essas                        modificações. Mas o mais importante naquele momento não                        era tanto destacar descritivamente essas diferenças, e sim                        reivindicar o reconhecimento à nossa escrita, à nossa literatura,                        ao conhecimento produzido por brasileiros, nossos gramáticos,                        sobre a língua no Brasil, à nossa língua nacional, sinal                        de nossa soberania. Assim, foram produzidas gramáticas e                        dicionários com o objetivo principal de legitimar uma língua                        nacional, que obviamente pudesse nos representar no plano                        internacional. Ocorre que essa língua chamava-se língua                        portuguesa. Assim, as obras receberam títulos como “Gramática                        Portuguesa”, “Gramática da Língua Portuguesa” e “Gramática                        Brasileira da Língua Portuguesa”. Mas no final do século                        19 e principalmente no início do século 20 é que gramáticos                        como João Ribeiro e Said Ali registraram com maior destaque                        essas transformações da língua. Said Ali, por exemplo, escreveu                        um livro chamado “As dificuldades da língua portuguesa”.                        Essas dificuldades nada mais eram do que as diferenças entre                        o português do Brasil e o de Portugal. É a partir da análise                        do discurso desses especialistas que eu mostro como temos                        diferenças, que já vêm sendo registradas por gramáticos,                        sobretudo desde o século 19, que nos permitem falar em língua                        brasileira, embora isso quase nunca seja dito.</p>
<p><strong><em>JU – Se a questão quase não tem sido discutida                        no plano intelectual ou acadêmico, imagino que em sala de                        aula ela sequer é considerada. É isso mesmo?</em></strong><br />
<strong>Eni Orlandi </strong>– Um dos objetivos do livro é atingir                        o ensino. Os linguistas são muito fechados nesse sentido.                        Eles resistem em chamar a nossa língua de língua brasileira.                        Ainda em razão da ideologia da colonização, há professor                        que considera como “língua correta” o português de Portugal.                        Acham que, no Brasil, a língua é mal falada. Nada disso.                        Nós temos nosso padrão. Como disse anteriormente, o nosso                        falar sofreu influências das línguas indígenas, africanas,                        de imigração e de fronteira. Isso não é defeito, muito pelo                        contrário. Não só por essas influências, mas porque é próprio                        de uma língua que ela mude, que nossa língua, como qualquer                        outra, também mudou. É assim que as línguas se constituem.                        As línguas estabelecem relações entre si. É isso que confere                        riqueza e singularidade a cada uma. Ademais, a língua conta                        a sua própria história. Não podemos ficar parados na época                        da colonização. Penso que o livro contribui para essas discussões.                        Nesse sentido, ele é provocativo: propõe, de certo modo,                        que nos livremos dessa camisa-de-força que já está posta                        na maneira como nomeamos nossa língua.</p>
<h6 style="text-align:right;"><span style="color:#808080;">Entrevista resumida.<br />
Campinas, 17 a 23 de agosto de 2009<br />
</span> <a><span style="color:#808080;">http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2009/ju437_pag03.php</span>#</a></h6>
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