A LÍNGUA BRASILEIRA

Eni P. Orlandi

A questão da língua que se fala, a necessidade de nomeá-la, é uma questão necessária e que se coloca impreterivelmente aos sujeitos de uma dada sociedade de uma dada nação. Porque a questão da língua que se fala toca os sujeitos em sua autonomia, em sua identidade, em sua autodeterminação. E assim é com a língua que falamos: falamos a língua portuguesa ou a língua brasileira?¹

Esta é uma questão que se coloca desde os princípios da colonização no Brasil, mas que adquire uma força e um sentido especiais ao longo do século XIX. Durante todo o tempo, naquele período, o imaginário da língua oscilou entre a autonomia e o legado de Portugal.

De um lado, o Visconde de Pedra Branca, Varnhagen, Paranhos da Silva e os românticos como Gonçalves Dias, José de Alencar alinhavam-se entre os que defendiam nossa autonomia propugnando por uma língua nossa, a língua brasileira. De outro, os gramáticos e eruditos consideravam que só podíamos falar uma língua, a língua portuguesa, sendo o resto apenas brasileirismos, tupinismos, escolhos ao lado da língua verdadeira. Temos assim, em termos de uma língua imaginária, uma língua padrão, apagando-se, silenciando-se o que era mais nosso e que não seguia os padrões: nossa língua brasileira. Assim nos contam B. S. Mariani e T. C. de Souza (Organon 21, Questões de Lusofonia) que, em 1823, por ocasião da Assembléia Constituinte, tínhamos pelo menos três formações discursivas: a dos que propugnavam por uma língua brasileira, a dos que se alinhavam do lado de uma língua (padrão) portuguesa e a formação discursiva jurídica, que, professando a lei, decidia pela língua legitimada, a língua portuguesa. Embora no início do século XIX muito se tenha falado da língua brasileira, como a Constituição não foi votada, mas outorgada por D. Pedro, em 1823, decidiu-se que a língua que falamos é a língua portuguesa. E os efeitos desse jogo político, que nos acompanha desde a aurora do Brasil, nos faz oscilar sempre entre uma língua outorgada, legado de Portugal, intocável, e uma língua nossa, que falamos em nosso dia-a-dia, a língua brasileira. É assim que distingo entre língua fluida (o brasileiro) e a língua imaginária (o português), cuja tensão não pára de produzir os seus efeitos.

Assim é que, em 1826, o projeto apresentado ao parlamento brasileiro pelo deputado José Clemente propõe que os diplomas dos médicos seja redigido em “linguagem brasileira”. Em 1827 temos a aprovação de lei que estabelece que os professores deveriam ensinar a gramática da língua nacional. Nem português, nem brasileiro, estrategicamente, nomeamos de língua nacional. Em 1870, procurando argumentar sobre a língua que falamos, temos a polêmica entre o romancista brasileiro José de Alencar e o português Pinheiro Chagas, um falando de nossas diferenças e autonomia, o outro, sobre o legado que recebemos de Portugal, a língua portuguesa. Essas referências podem ser encontradas em um quadro apresentado no início do livro História da semântica (2004) de Eduardo Guimarães, entre outros. Já no século XX, na década de 1930 há uma discussão na Câmara do Distrito Federal sobre o nome da língua do Brasil: língua portuguesa ou brasileira? Novamente se decide pelo indefinido: falamos a língua nacional. Sobre essa discussão pode-se consultar o livro (tese) de Luis Francisco Dias (1996), que conclui que, na perspectiva daqueles que se posicionaram contrários aos projetos de mudança do nome da língua falada no Brasil, o nome língua brasileira é percebido como algo que viria desestabilizar um eixo social que tem nos percursos da escrita, sob os auspícios da língua portuguesa, o seu suporte, a sua referência, e, na perspectiva daqueles que defendem os projetos de mudança do nome de nosso idioma, língua brasileira tem a sua referência constituída a partir de uma imagem romântica do país, imagem fundada no positivismo e no ufanismo que, ao longo da segunda metade do século XIX e da primeira metade do século XX marcaram nossa história. Finalmente, assim como D. Pedro outorgou uma Constituição em 1823, também em 1946, a comissão encarregada pelo governo brasileiro, em atendimento ao estabelecido pela Constituição de 1946, decide que o nome da língua falada no Brasil é língua portuguesa ².

Esta questão, no entanto, não deixa de nos importunar, e há sempre alguma razão, um pretexto, ou alguém que a levanta em momentos diferentes de nossa história. Isso quer dizer que até hoje não decidimos se falamos português ou brasileiro. Embora a cultura escolar se queira, muitas vezes, esclarecedora em sua racionalidade e moderna em sua abertura, acaba sempre se curvando à legitimidade da língua portuguesa que herdamos e, segundo dizem, adaptamos às nossas conveniências, mas que permanece em sua forma dominante inalterada, intocada: a língua portuguesa. E quem não a fala, ainda que esteja no Brasil, que seja brasileiro, erra, é um mal falante, um marginal da língua.

É, pois, impressionante como a ideologia da língua pura, a verdadeira, faz manter o imaginário da língua portuguesa.

A QUESTÃO DE FATO No entanto, podemos ver isto mais de perto e tomamos como medida a língua que falamos em seu aspecto histórico, social, cultural.

Desde o princípio da colonização, instala-se um acontecimento lingüístico de grande importância no Brasil: o que constitui a língua brasileira.

Ao mesmo tempo em que aqui desembarca, a língua portuguesa, ao deslocar-se de Portugal para o país nascente – o Brasil – institui um movimento de memória, deslizamentos lingüísticos por meio dos quais uma outra língua – a brasileira – faz-se presente.

O novo espaço de comunicação resiste com sua materialidade à língua que chega com os portugueses em sua memória já falada, já dita. Desdobram-se, transmudam-se os modos de dizer. A relação palavra/coisa faz ruído, relação não coincidente entre si e nem perfeitamente ajustada. Outras formas vão estabelecer-se fazendo intervir, e ao mesmo tempo constituindo, a memória local.

Retomo aqui os movimentos da enunciação que já tive a oportunidade de expor (1998): em um primeiro momento – situação enunciativa I – a partir de sua memória, o colonizador português reconhece as coisas, os seres, os acontecimentos e os nomeia. Mas ele o faz, transportando elementos de sua memória lingüística. Há um investimento na relação palavra/coisa, a questão incidindo sobre o referente: na presença de um nome, estamos diante da mesma coisa (a do Brasil e a de Portugal)? Como estamos no Brasil, há um deslocamento (transporte) que força contornos enunciativos diferenciados. Essa diferença se torna cada vez mais uma diferença de línguas (relação palavra/palavra, e não da palavra com a coisa). Daí resulta todo um trabalho sobre a língua, de classificação, organização, definições em listas de palavras, dicionários. O português, assim transportado, acaba por estabelecer em seu próprio sítio de enunciação outra relação palavra/coisa, cuja ambivalência pode ser lida nas remissões: no Brasil, em Portugal. Tem início, então, a produção de um espaço de interpretação com deslizamentos, efeitos metafóricos que historicizam a língua. Produzem-se transferências, deslizamentos de memória, metáforas, pois estamos diante de materialidades discursivas que produzem efeitos de sentidos diferentes. Configura-se uma nova situação enunciativa – situação enunciativa II. As palavras, estas, já recobrem outra realidade.

A língua praticada nesse outro regime enunciativo realiza, deste lado do Atlântico, a relação unidade/variedade: a unidade já não refere o português do Brasil ao de Portugal, mas à unidade e às variedades existentes no Brasil. E a unidade do português do Brasil, referido a seu funcionamento historicamente determinado, é marca de sua singularidade. Há um giro no regime de universalidade da língua portuguesa que passa a ter sua própria referência no Brasil. A variação não tem como referência Portugal, mas a diversidade concreta produzida no Brasil, na convivência de povos de línguas diferentes (línguas indígenas, africanas, de imigração etc).

Nessa perspectiva, então, falamos decididamente a língua brasileira, pois é isto que atesta a materialidade lingüístico-histórica. Se, empiricamente, podemos dizer que as diferenças são algumas, de sotaque, de contornos sintáticos, de uma lista lexical, no entanto, do ponto de vista discursivo, no modo como a língua se historiciza, as diferenças são incomensuráveis: falamos diferente, produzimos diferentes discursividades.

HETEROGENEIDADE LINGÜÍSTICA J. Authier (1987) estabelece o conceito de heterogeneidade enunciativa para descrever o fato de linguagem que consiste em que todo dizer tem necessariamente em si a presença do outro. Aproveito o impulso desse conceito, embora ele ganhe em nosso uso outras determinações, para falar em heterogeneidade lingüística toda vez que, no campo dos países colonizados, temos línguas como o português, ou o espanhol, na América Latina, que funcionam em uma identidade que chamaria dupla. Estamos diante de línguas que são consideradas as mesmas – as que se falam na América Latina e na Europa – porém que se marcam por se historicizarem de maneiras totalmente distintas em suas relações com a história de formação dos países. É o caso do português do Brasil e o de Portugal. Falamos a “mesma” língua, mas falamos diferente. Consideramos, pois, a heterogeneidade lingüística no sentido de que joga em nossa língua um fundo falso em que o “mesmo” abriga, no entanto, um “outro”, um diferente histórico que o constitui ainda que na aparência do “mesmo”: o português brasileiro e o português português se recobrem como se fossem a mesma língua mas não são. Produzem discursos distintos, significam diferentemente. Discursivamente é possível se vislumbrar esse jogo, pelo qual no mesmo lugar há uma presença dupla, de pelo menos dois discursos distintos, efeitos de uma clivagem de duas histórias na relação com a língua portuguesa: a de Portugal e a do Brasil. Ao falarmos o português, nós, brasileiros, estamos sempre nesse ponto de disjunção obrigada: nossa língua significa em uma filiação de memória heterogênea. Essas línguas, o português e o brasileiro, filiam-se a discursividades distintas. O efeito de homogeneidade é o efeito produzido pela história da colonização.

Quando, mais acima, falei da disjunção obrigada referia-me a uma certa indistinção, mas também à polissemia. Há uma composição de sentidos em nossa memória lingüística que funcionam, simultaneamente, em movimentos simbólicos distintos, quando falamos a língua brasileira. Isto significa que há uma marca de distinção na materialidade histórica desses sistemas simbólicos que carrega a língua brasileira dessa composição de sentidos. Eis a duplicidade, a heterogeneidade, a polissemia no próprio exercício da língua: o português e o brasileiro não têm o mesmo sentido. São línguas materialmente diferentes.

Dados esse fatos, a história da identidade da língua nacional se alongará por meio de acontecimentos múltiplos, como acordos, fundação de academias, regulamentos escolares, constituintes e outros. É essa história que começamos a conhecer, e este artigo é apenas um pequeno passo em direção a esta forma de conhecimento que é também uma tomada de posição face ao conhecimento da língua e da constituição da língua nacional no Brasil. Considerações acerca da língua materna, do idioma pátrio, da língua nacional são outras tantas que nos levam a novas reflexões igualmente esclarecedoras a respeito da língua nacional que falamos no Brasil e do modo como a nomeamos.


Eni P. Orlandi é professora titular de análise de discurso do Departamento de Lingüística do Instituto de Estudos da Linguagem(IEL); coordenadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Unicamp; e pesquisadora 1A do CNPq.

Leia o texto original:
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252005000200016&script=sci_arttext

51 Respostas

  1. Continuação desse post:
    http://brasiliano.wordpress.com/2008/09/01/ensinar-portugues-ou-estudar-o-brasileiro/#comment-407

    Especialista contesta que nossa língua é a portuguesa.

    Sabe aquela história de que falamos português? Pois bem, segundo o lingüista Nicolau Leite, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e mais conhecido pelo seu pseudônimo literário, Nic Tupan’an, aquilo não passa de nhenhenhém. Como nossa língua pode ser portuguesa se ela é formada por 30 000 vocábulos indígenas e mais de 3 000 palavras trazidas pelos escravos africanos do tronco banto?, diz. Nhenhenhém, por exemplo, é uma palavra do nheengatu-tupi, a língua falada no Brasil até o século XVIII, quando Portugal proibiu sua utilização. Nheem designa o ato de falar, nhenhenhém é falatório inútil, sem sentido. Tupan’an, que quer dizer alma de trovão, acha que nosso idioma é mesmo o brasileiro e que é absurdo tentar unificar as línguas com normatizações. O português, no fundo, foi só a casa de fundação da nossa língua, que recebeu e continua recebendo influências de todos os lados, afirma.

    Palavras do nheengatu-tupi, a língua geral que se falava no Brasil

    Catingar:
    Exalar mau cheiro. Caá é mato e ting, virgem. Caatinga é mata virgem. O verbo catingar surgiu porque as pessoas, quando entram nessas matas típicas do sertão nordestino (que já são malcheirosas), voltam suadas, cheirando mal. Não há nesses locais rios para tomar banho.

    Capinar:
    Devastar, cortar o mato. Vem da soma das palavras caá (mato) e pin (cortar). A palavra capim também tem sua origem aí e significava erva-daninha, ou mato que tem que ser cortado.

    Niterói:
    O nome dessa cidade tem sua origem da união entre inti (sem) e roi (frio) e significa lugar quente.

    Catapora:
    Tatá é fogo, pora é interno. Catapora, portanto, quer dizer fogo interno. Ou febre intensa, um dos sintomas da doença.

    brasiliano.wordpress.com/2008/04/19/lingua-do-brasil/

  2. - Destaco -

    “na perspectiva daqueles que se posicionaram contrários aos projetos de mudança do nome da língua falada no Brasil, o nome língua brasileira é percebido como algo que viria desestabilizar um eixo social que tem nos percursos da escrita, sob os auspícios da língua portuguesa, o seu suporte, a sua referência”

    Este argumento dos que se posicionaram contra a mudança do nome da língua brasileira mostra um crônico e entranhado complexo de colonizado. A metrópole é tomada como referência por ser o local civilizado e ordenado. O Brasil é descartado como referência por ser considerado desestabilizador, selvagem e caótico. Notaram?

  3. O mais deprimente é que ainda existem estes chimpanzés que repetem a mesmíssima desculpa para deixar tudo como está. Haja viralatismo. Nem Nelson Rodrigues explica.

  4. O que mais me chamou a atenção no texto é como começa a assimilação do português já nos primeiros contatos com o nativo. À medida que os portugueses não conseguem transportar sua memória lingüística para o contexto brasileiro inicia-se o processo de abrasileiramento da língua, pois o colonizador não encontra paralelos entre o que ele conhece e o que descobre nesta terra. A referência deixa de ser Portugal e passa a ser o Brasil.

  5. Schmidt, essa parte aí também me despertou o interesse, só que meu comentário de como o português ganhou contornos brasileiros ficou na outra página. Fazendo o traslado:

    em um primeiro momento [...] a partir de sua memória, o colonizador português reconhece as coisas, os seres, os acontecimentos e os nomeia.[...] Como estamos no Brasil, há um deslocamento (transporte) que força contornos enunciativos diferenciados. Essa diferença se torna cada vez mais uma diferença de línguas.

  6. Viram que comentário mais chique?! Não se desesperem, vou ensinar:

    Coloquem o texto que querem destacar entre <blockquote> </blockquote>

  7. André, vou explorar mais um pouco a sua idéia de assimilação. É que lendo eu lembrei da entrevista de um antropólogo (não me pergunte qual – foi no Jô) que traçava as semelhanças e diferenças na formação da sociedade brasileira e norte-americana.

    O antropólogo explicou que nos Estados Unidos eles são multiculturalistas. Recebem os imigrantes, dão as condições necessárias para que eles vivam bem e para que a cultura estrangeira seja respeitada, mas NÃO se misturam.

    No Brasil somos assimilassionistas. É basicamente a teoria antropofágica. O Brasil come as outras culturas e se transforma em uma coisa maior e mais rica. Ao se apoderar dessas culturas, os “de fora” deixam de ser estrangeiros e se integram ao todo, à massa Brasil.

    E me inspirando nas idéias do mestre Darcy Ribeiro, ao contrário do que as pessoas possam imaginar, de que não temos uma identidade por sermos uma salada, isso não acontece porque não existe no mundo um país igual ao Brasil. Conseguimos assimilar e criar uma identidade nova e totalmente original.

    São bem legas essas diferenças.

    Uma pequena fuga do tema principal, mas é que é tão interessante este assunto.

    Aqui as pessoas não conseguem se sentir estrangeiras, porque o Brasil as absorve. Daí a nossa dificuldade em entender países multiculturalistas. Pra nós é irreal como a quarta ou quinta geração de imigrantes nascidos em um determinado país ainda se sintam estrangeiros, não pertencentes à nação.

  8. Paulo, adorei a novidade.

  9. ▲▲▲
    Na minha escola tem um monte de intercambistas. Uma vez eu e uma amiga americana fomos convidadas pra um almoço na casa de outra colega que é descendente de japoneses. Depois que a gente chegou lá e almoçamos, minha amiga americana comentou que ela tinha achado muito esquisito os “japoneses” comerem a mesma comida dos brasileiros, porque lá nos EUA chinês come comida chinesa, indiano come a comida indiana, mexicano a mexicana e assim por diante, eles não comem feito os americanos. A gente achou super estranho.

  10. Ju,
    conheci um médico dinamarquês nos states que tinha trabalhado no Brasil e ele falou que os únicos lugares em que se sentia em casa era na Dinamarca e no Brasil. ;)

    Esse negócio de assimilação faz sentido. Gostei.

  11. Perguntinha maneira do yahoo:

    Como se diz “eu te amo” em brasiliano?

    E eu respondi:

    Brasiliano: Te amo
    italiano: Ti amo
    Espanhol: Te amo
    Purt’gu’es; Amo-te (???)

    Mais:

    Brasiliano: trem
    Espanhol: tren
    Italiano: treno
    Francês: train
    Purt’gu’es: comboio (E dizem que falamos este troço)

    Brasiliano: Eu estou cantando
    Espanhol: Yo estoy cantando
    Italiano: Io sto cantando
    Purt’gu’es: Eu estou a cantar (tem alguma lógica?)

    ponto.altervista.org/pontovista/art9.html

  12. ▲▲▲
    Eu sei uma boa.

    Brasiliano: ônibus
    Latim: omnibus (para todos, coletivo)
    Inglês: bus
    português: Autocarro :?:

    ÔNIBUS
    (Márcio Cotrim)

    Ônibus tem como origem o termo omnibus, que em latim significa “para todos”. No Latim, é o caso dativo de omnis, tudo, todo (daí onisciente, o que sabe tudo, onipotente, o que pode tudo, onipresente, presente em todo lugar). Como se sabe, é simplesmente o veículo que transporta muitos passageiros.

  13. E tem outra coisa que queria dizer e sempre esqueço.

    Nos livros de Eça de Queiroz que li, ele usa “suco” que nem os brasileiros e não “sumo” como os portugueses. É intrigante.

    Suco também é uma palavra que tem origem no latim – sucus

  14. Bruna, vc também me fez lembrar (nem imagino o porquê) de outra história que não tem absolutamente nada a ver com o que estamos falando, mas pra não deixar passar…

    Em uma certa ocasião, não me lembro por qual motivo, eu usei a palavra judiar e a pessoa que estava comigo era judia, ela me olhou de um jeito e falou que essa palavra denota profundo preconceito aos judeus. Nunca mais usei este verbo.

    Lembrado agora da história fui ao dicionário ver qual era o significado, e uma das acepções de judiar é: judaizar (’adotar práticas judaicas’)

    Eu me espantei com o sentido preconceituoso e forte desta palavra. Ainda bem que a aboli.

    Completo:

    Judiar
    Datação
    sXV cf. FichIVPM

    Acepções
    ■ verbo
    intransitivo
    1 m.q. judaizar (’adotar práticas judaicas’)
    transitivo indireto
    2 (1789)
    tratar com escárnio; zombar
    Ex.: j. com a infelicidade alheia
    transitivo indireto
    3 (1881)
    tratar mal, física ou moralmente; atormentar, maltratar
    Ex.: “tem uma alma perversa, judia dos animais” “judiava dele provocando-lhe ciúmes”

  15. Puxa, nunca correlacionei aos judeus e jamais tinha reparado no preconceito contido na palavra judiar.

    A do ônibus eu já conhecia, mas não sabia do tal “sumo” usado pelos portugueses. ;)

    Ju,
    Te avisando. Neste post transcrevi um comentário seu.
    brasiliano.wordpress.com/2008/09/29/perolas-preconceito-portugues/

  16. Sobre assimilação e antropofagia, coloco um episódio sinistro e bárbaro da história do Brasil.

    Em 16 de junho de 1556, os caetés devoraram o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, e 90 tripulantes que naufragaram com ele na região.

    Em consequência da ação contra o bispo, os indígenas foram extintos em cinco anos de batalhas determinadas pelo governo português e apoiadas pela igreja. Historiadores definem como “guerra santa” as investidas contra os índios.

    Com o massacre, as terras dos nativos, descritos como canibais, guerreiros e fortes, passaram para as mãos dos estrangeiros.
    Dois séculos depois da morte do bispo Sardinha, 3.000 hectares foram doados à igreja pelo capitão Pedro Leite Sampaio, em nome de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira de Coruripe.

    Foi nesse momento que se formou o centro urbano de Coruripe, e fazendas de cana-de-açúcar foram instaladas. Tanto nos terrenos urbanos quanto nos sítios, aos quais a igreja ainda mantém a propriedade, seus ocupantes pagam taxas legais à diocese.

    folha.uol.com.br/fol/brasil500/report_1.htm

    Sem comentários…

  17. O grande erro do Brasil foi não ter expulsado os portugueses do mesmo jeito que os americanos botaram os ingleses pra correr. Vê se algum americano sofre da síndrome atávica de colonizado que os brasileiros padecem?

    É o cúmulo do absurdo dizer que brasileiros falam português.

    Mal conseguimos compreender o que um português diz. O vocabulário é diferente, as referências são diferentes, o falar, a cultura, o povo a natureza, as religiões, TUDO é diferente.

    É tão estúpido.
    Assim como é estúpido dizer que o Brasil foi descoberto por Cabral. Todos sabem que a América, do Alasca à Patagônia, foi descoberta por Colombo, aliás, todos os países do continente (EUA, Canadá, Argentina) dão os créditos a ele. Apenas os babacas colonizados creditam a Cabral.

    E agora esse acordo ortográfico…
    Estão debochando de nossa inteligência.

  18. Isso mesmo! É urgente a independência da Língua Brasileira!

    Só de imaginar que nosso idioma pode ser confundido com aquele atentado fonético, me dá calafrios. Português Luso, a língua mais horrorosa e detestável do planeta.

    Quanto menos português o Brasil é, mais ricos e desenvolvidos somos.

  19. A PÉROLA DE UM PORTUGUÊS QUE ACHEI:

    O Portugês tem de evoluir sim, mas nunca importado, tem de evoluir de dentro pra fora como já foi dito aqui. De importações foleiras já estão as lojas dos chineses cheias!!!

    [...] Além disso seria bom mudarem o nome da “vossa” língua, assim acabavam-se as confusões, porque Português é de quem o fala correctamente, ou seja em Portugal, o resto são adaptações (Português-Brasil, etc). Voces sofrem de stress pós-traumático devido ao passado de colónia. Sentem necessidade de ser uma unidade, de ter peso na história, de ter uma língua propria, ahh pois é, como já dizimaram a população indigena que era portadora da vossa verdadeira identidade e língua, agora querem usurpar, destruir, indexar, sabotar, alterar a vosso gosto, aplicar a lei do uso capião, cuspir em cima e rir da nossa língua. Pois deixe que lhe diga eu jamais permitirei que esta vossa vingança tenha lugar, antes de tentarem dominar o mundo, têm de ter a casa arrumada, se é que me entende. As empresas que vos estão a sugar o petroleo e a madeira da amazónia mais dia menos dia virar-vos-ão as costas e o que restará é um país que se encaixava perfeitamente em áfrica, corrupto e ingovernável. Caiam na real seus favelados terceiro-mundistas, Portugal é um país europeu com 945 anos de história, nem com 200 milhões de habitantes estarão nos nossos calcanhares!!!

    fragmentosculturais.wordpress.com/2008/04/12/somos-assumidamente-contra-o-acordo-ortografico/

    Sou favelada com muito orgulho e com muito amor!
    E eu não anseio que o Brasil seja o Portugal das américas, antes o contrário.

  20. Viram a nova cidade?
    brasiliano.wordpress.com/2008/09/30/gramado/

    Gramado é liiiiiiiinnnnda.

  21. Paty, eu tbm sou favelada e terceiro mundista com muito orgulho! Prefiro um Brasil a mil portugais -lugar de gente feia. Ainda bem que milhões de imigrantes povoaram este país, já pensou, além de favelados ainda por cima fôssemos feios como os portugas? Ninguém merece! Já nos basta o baita azar do Brasil ter topado com eles na história.

  22. Pois é caro Deda quando não se sabe mais, inventa-se assim uma historia bém simples.
    Deda voce diga-me como se chama o estreito bem no fundo da américa do sul que liga o atlântico sul ao pacifico,diga-me também quem pôs o nome á patagónia e porquê? assim como, á terra do fogo!!!!?, já agora procure saber o nome cientifico dos pinguins!!!!!?,aproveitando a onda, procure também saber quem baptizou o oceano pacifíco com esse nome e porquê ???.
    Já agora pelo seu “belo” comentário vejo que nunca pôs os pés no Chile, mas se algum dia lá fôr , e se fôr bem ao sul, á patagónia chilena, diga-me também que nome tém a universidade de Punta Arenas? e já agora como se intitulam orgulhosamente os habitantes do sul do Chile!!!!,Já agora aproveite e veja uma grande estátua em bronze na praça central de Punta Arenas, terá lá escrito o nome de Colombo? descubra amigo !!!!.
    Se algum dia lá fôr ao sul do Chile, viagem que lhe recomendo, visto que até nem está assim tão longe”relactivamente” de Santiago á terra patagónia chilena são maís ou menos 3000km!!!!, pergunte a um chileno culto qual o primeiro ocidental a pisar terras chilenas e a sua nacionalidade !!!!

    abraços !!!!

  23. Malu e suas observações…. ;)

    Fiz um comentário no post de Gramado, a cidade é bonita.

    Eu só não vou muito com a cara desses portais existentes em várias cidades brasileiras (o da 1ª e da 21ª foto)

    http://brasiliano.wordpress.com/2008/09/30/gramado/

    Acho de um gosto eufemisticamente duvidoso. Mas a maioria dos brasileiros amam, vai entender…

  24. O grande erro do Brasil foi não ter expulsado os portugueses do mesmo jeito que os americanos botaram os ingleses pra correr.

    São águas passadas, mas, em todo caso, penso que seria impossível que a “guerra” americana se repetisse no Brasil pelo fato de que a colonização deles ter sido muito diferente da nossa.

    Os colonos que foram para a América tinham a intenção de ficar e construir uma nação, (tirando as particularidades do sul), eles não pensavam em voltar para europa. E assim fundaram escolas e instituições sólidas, bases de um país.

    No caso do Brasil os colonos tinham uma visão prática e objetiva: explorar ao máximo, enriquecer e voltar pra Portugal. Nunca existiu um sentimento nacional. O Brasil era visto como meio passageiro de ganhar dinheiro rapidamente e para ser explorado de forma ilimitada; tanto que nunca se preocuparam em construir escolas e instituições. Essa visão só muda quando a corte portuguesa é transferida para o Brasil.

    É aquele negócio de colônia de povoamento e exploração. Infelizmente o Brasil não teve sorte, e, como não poderia ser diferente, ainda conservamos algumas das mazelas herdadas daquela época: pobreza, violência, má distribuição de renda e uma péssima educação de base. Tanto é assim que as regiões que pouco tiveram esse tipo de exploração têm indicadores bem melhores, apesar de ainda sentirem os efeitos colaterais dos problemas do país, São Paulo que o diga. O Brasil tem avançado a passos largos rumo ao desenvolvimento, mas ainda falta um longo caminho. Espero que o dinheiro do petróleo do pré-sal seja integralmente investido na educação como estão dizendo. Será a revolução. Nós merecemos!

  25. Esse negócio de Cabral descobrir o Brasil é mais uma das estórias de nossa história. O continente era conhecido e já se tinha uma noção do tamanho de toda a América. Ele veio aqui fincar a bandeira portuguesa, não descobriu nada.

    Outra dessas estórias é a de que os portugueses expulsaram os franceses. Agora se sabe que foram os próprios franceses que se mataram na briga entre protestantes e católicos. Os portugueses apenas assistiram o “suicídio”.

  26. Pô Patrícia, os portais são mó charme.
    kkkkkkkkkkkkkkkk

    Acho que tenho gosto duvidoso. kkkkkkkkkk

  27. Mais História

    A costa atlântica, ao longo dos milênios, foi percorrida e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Disputando os melhores nichos ecológicos, eles se alojavam, desalojavam e realojavam, incessantemente. Nos últimos séculos, porém, índios de fala tupi, bons guerreiros, se instalaram, dominadores, na imensidade da área, tanto à beira-mar, ao longo de toda a costa atlântica e pelo Amazonas acima, como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o Guaporé, o Tapajós, até suas nascentes.

    Configuraram, desse modo, a ilha Brasil, de que falava o velho Jaime Cortesão (1958), prefigurando, no chão da América do Sul, o que viria a ser nosso país. Não era, obviamente, uma nação, porque eles não se sabiam tantos nem tão dominadores. Eram, tão-só, uma miríade de povos tribais, falando línguas do mesmo tronco, dialetos de uma mesma língua, cada um dos quais, ao crescer, se bipartia, fazendo dois povos que começavam a se diferenciar e logo se desconheciam e se hostilizavam.

    Se a história, acaso, desse a esses povos Tupi uns séculos mais de liberdade e autonomia, é possível que alguns deles se sobrepusessem aos outros, criando chefaturas sobre territórios cada vez mais amplos e forçando os povos que neles viviam a servi-los, os uniformizando culturalmente e desencadeando, assim, um processo oposto ao de expansão por diferenciação.

    Nada disso sucedeu. O que aconteceu, e mudou total e radicalmente seu destino, foi a introdução no seu mundo de um protagonista novo, o europeu. Embora Minúsculo, o grupelho recém-chegado de além-mar era superagressivo e capaz de atuar destrutivamente de múltiplas formas. Principalmente como uma infecção mortal sobre a população preexistente, debilitando-a até a morte.

    [...]

    A MATRIZ TUPI

    Sua própria condição evolutiva de povos de nível tribal fazia com que cada unidade étnica, ao crescer, se dividisse em novas entidades autônomas que, afastando-se umas das outras, iam se tornando reciprocamente mais diferenciadas e hostis.

    Mesmo em face do novo inimigo todo poderoso, vindo de além-mar, quando se estabeleceu o conflito aberto, os Tupi só conseguiram estruturar efêmeras confederações regionais que logo desapareceram. A mais importante delas, conhecida como Confederação dos Tamoios, foi ensejada pela aliança com os franceses instalados na baía de Guanabara. Reuniu, de 1563 a 1567, os Tupinambá do Rio de Janeiro e os Carijó do planalto paulista – ajudados pelos Goitacá e pelos Aimoré da Serra do Mar, que eram de língua jê – para fazerem a guerra aos portugueses e aos outros grupos indígenas que os apoiavam. Nessa guerra inverossímil da Reforma versus a Contra-Reforma, dos calvinistas contra os jesuítas, em que tanto os franceses como os portugueses combatiam com exércitos indígenas de milhares de guerreiros – 4557, segundo Léry; 12 mil nos dois lados na batalha final do Rio de Janeiro, em 1567, segundo cálculos de Carlos A. Dias ( 1981 ) -, jogava-se o destino da colonização. E eles nem sabiam por que lutavam, simplesmente eram atiçados pelos europeus, explorando sua agressividade recíproca. Os Tamoio venceram diversas batalhas, destruíram a capitania do Espírito Santo e ameaçaram seriamente a de São Paulo. Mas foram, afinal, vencidos pelas tropas indígenas aliciadas pelos jesuítas.

    Nessas guerras, como nas anteriores – por exemplo, a de Paraguaçu no Recôncavo, em 1559 – e nas que se seguiram até a consolidação da conquista portuguesa – como as campanhas de extermínio dos Potiguara do Rio Grande do Norte, em 1599, e, no século seguinte, a Guerra dos Bárbaros e as guerras na Amazônia -, os índios jamais estabeleceram uma paz estável com o invasor, exigindo dele um esforço continuado, ao longo de décadas, para dominar cada região.

    Essa resistência se explica pela própria singeleza de sua estrutura social igualitária que, não contando com um estamento superior que pudesse estabelecer uma paz válida, nem com camadas inferiores condicionadas à subordinação, lhes impossibilitava organizarem-se como um Estado, ao mesmo tempo que tornava impraticável sua dominação. Depois de cada refrega contra outros indígenas ou contra o invasor europeu, se vencedores, tomavam prisioneiros para os cerimoniais de antropofagia e partiam; se vencidos, procuravam escapar, a fim de concentrar forças para novos ataques. Quando muito dizimados e já incapazes de agredir ou de defender-se, os sobreviventes fugiam para além das fronteiras da civilização.

    Cada núcleo tupi vivia em guerra permanente contra as demais tribos alojadas em sua área de expansão e, até mesmo, contra seus vizinhos da mesma matriz cultural (Fernandes 1952). No primeiro caso, os conflitos eram causados por disputas pelos sítios mais apropriados à lavoura, à caça e à pesca. No segundo, eram movidos por uma animosidade culturalmente condicionada: uma forma de interação intertribal que se efetuava através de expedições guerreiras, visando a captura de prisioneiros para a antropofagia ritual.

    O caráter cultural e co-participado dessas cerimônias tornava quase imperativo capturar os guerreiros que seriam sacrificados dentro do próprio grupo tupi. Somente estes – por compartilhar do mesmo conjunto de valores – desempenhavam à perfeição o papel que lhes era prescrito: de guerreiro altivo, que dialogava soberbamente com seu matador e com aqueles que iriam devorá-lo. Comprova essa dinâmica o texto de Hans Staden, que três vezes foi levado a cerimônias de antropofagia e três vezes os índios se recusaram a comê-lo, porque chorava e se sujava, pedindo clemência. Não se comia um covarde.

    A antropofagia era também uma expressão do atraso relativo dos povos Tupi. Comiam seus prisioneiros de guerra porque, com a rudimentaridade de seu sistema produtivo, um cativo rendia pouco mais do que consumia, não existindo, portanto, incentivos para integrá-lo à comunidade como escravo.

    Muitos outros povos indígenas tiveram papel na formação do povo brasileiro. Alguns deles como escravos preferenciais, por sua familiaridade com a tecnologia dos paulistas antigos, como os Paresi. Outros, como inimigos irreconciliáveis, imprestáveis para escravos porque seu sistema adaptativo contrastava demais com o dos povos Tupi. É o caso, por exemplo, dos Bororo, dos Xavante, dos Kayapó, dos Kaingang e dos Tapuia em geral.

    (O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro)

  28. Os índios canibais comiam carne humana não para se alimentarem com ela, mas porque fazia parte de um ritual que seguiam. Existia entre alguns deles a crença de que, se comessem um pedaço da carne de algum guerreiro corajoso ou forte, durante um ritual religioso, a força ou coragem deste passava, até por vontade do morto, para os que comeram. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. Mas isso só acontecia após uma guerra, o que era muito difícil de acontecer. Esse ritual canibal era considerado também uma honra para a tribo do índio morto, pois viam que o “inimigo” os respeitavam muito a ponto de querer ser como eles. De outro modo, o canibalismo nunca acontecia. Não se guerreava para praticar o canibalismo.

    recantodasletras.uol.com.br/redacoes/478917

  29. Bom, dei uma lida no que o Luís escreveu e não captei a mensagem.

    Ju, é vero. Não cheguei a analisar esse ponto que vc bem demonstrou.

    E Paulo, atacar com o gênio Darcy Ribeiro e sua obra prima “O Povo Brasileiro”, é covardia. Com certeza este Livro é um dos melhores que li, fonte inesgotável de conhecimento, é o raio-x dos Brasileiros.

  30. E o que pouca gente sabe, o Brasil já era Brasil antes dos portugueses.

    índios de fala tupi, bons guerreiros, se instalaram, dominadores, na imensidade da área, tanto à beira-mar, ao longo de toda a costa atlântica e pelo Amazonas acima, como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o Guaporé, o Tapajós, até suas nascentes.

    Configuraram, desse modo, a ilha Brasil, de que falava o velho Jaime Cortesão (1958), prefigurando, no chão da América do Sul, o que viria a ser nosso país.

    “O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro”

  31. Á Deda desculpe, é que eu escrevi o texto em português e como você fala e escreve em brasileiro não captou nem entendeu nada desculpa táá!!!! é que apesar da minha namorada ser brasileira eu não domino muito bém a sua lingua,mas pelos vistos há aqui uma pessoa que domina o português , a Maria Luiza , ela uma vez corrigiu as minhas cedilhas extras na palavra “você” , pergunte a ela para ver se lhe traduz texto !!! ok!!!

    abraçosss!!!!!

  32. Provavelmente.

    A língua Brasileira é mais forte do que uma gramática que a mutila. A insensatez de manter uma equivalência postiça e fingida deste idioma ao português parece ter deixado de surtir efeitos. Destarte não mais nos entendemos. Capisce?

  33. Capisco, Deda! É isso aí!

    E “VOCÊ” é uma palavra 100% brasileira.

    A única coisa que sei do tuguês é que eu não falo esta língua. Mais, até pega mal pra gente ter um parente tão feio.

  34. Com essa agora é que você me partiu todooooo, “você” uma palavra brasileira ???????????????hahahahahahahahaha!!!!!! já agora deve vir do tupi não, hahhahhahhahhah!!!!! melhor você começar a tomar anti-psicóticos, porque a sua realidade anda bastante distorcida do mundo real !!!!! hahhahhahhah!!!!

  35. Eu mereço…

    (Revista Escola)

    Você, um pronome BEM BRASILEIRO

    Em muitas regiões do Brasil o você praticamente substituiu o tu. Apesar disso, quem procurar não vai encontrá-lo entre os pronomes pessoais. A explicação está em nossa história. Você é um pronome de tratamento derivado de vossa mercê. Era essa a maneira que o escravo deveria usar para dirigir-se respeitosamente e com certa distância ao senhor.

    O uso cotidiano dessa expressão provocou sua simplificação: vossemecê > vosmecê/vassuncê > você. Provocou ainda, depois da abolição, a perda da noção de formalidade e de distância social entre falante e ouvinte.

    Eduardo Lopes é professor do curso Anglo Vestibulares e pós-graduando em Lingüística na Universidade de São Paulo

    revistaescola.abril.com.br/edicoes/0143/aberto/mt_247018.shtml

    “VOCÊ” é uma palavra 100% brasileira. Surgiu aqui e portanto é nossa.

  36. Isso não é nenhum pronome brasileiro,é um pronome da lingua portuguesa, isso só demonstra a sua total e completa ignorância com respeito á lingua portuguesa, fique você a saber que as palavras vossa mercê são português bém antigo ,ainda ouço alguns idosos a falar assim, aqui toda as pessoas usam o você para tratamento formal , eu não trato uma pessoa mais velha, ou que não conheça por tu entende!!!! eu trato-a por você,portanto não me venha para aqui com tangas dizer que a palavra “voce” é lingua brasileira, aliás se você fosse mais culta na lingua portuguesa entendia perfeitamente que não fala brasileiro nenhum ,aliás como atestam maior parte dos “post” que vocês aqui colocam, que demonstram bém que o idioma brasileiro em certos aspectos é no fundo português arcaico , dou-lhe um exemplo vindo até de si …. quando perguntou como se diz “eu te amo em brasiliano?” . Sabe a resposta ??? Isso não é brasiliano,não é brasileiro,não é brasileirês , não é Maria Luizês , não é estupidez nenhuma dessas, o “te amo “,não é nada mais do que português arcaico ,se você ler os “posts” aqui colocados verá que os portugueses antes do sec 18 colocavam os pronomes tal qual os brasileiros , portanto você não pode reivindicar uma coisa como sendo original, coisa essa que já aqui se usou e inclusive até foi esquecida e se alterou.
    Depois tém outra ,não sei de onde você é , mas você parece que está convencida que todos os brasileiros falam igual a sí !!!! hahhahhahhah, qual brasiliano voce vaí eleger para lingua do brasil ? o carioquês, ou será o são paulês? ou será o curitibano ???? hahhahhahhah!!!! enfim !!!!!

  37. Luís, acho que você desvirtuou um pouquinho o que dissemos. Eu, pelo menos, quando cito os arcaísmos é para mostrar que muitos dos nossos “erros”, abominados pela gramática normativa, foram falados sempre assim. São séculos de heranças e história lingüística; não são deturpações feitas por brasileiros por sermos todos analfabetos, como dizem. Dessa forma, em desacordo ao que inferi em seu comentário, a Língua Brasileira não se torna mais original ou mais portuguesa por ser mais arcaica, pelo contrário, ao fazermos a comparação com os outros lusófonos, fica evidente o quão distantes estamos do idioma de vocês, nossa língua é muito diferente, segue outro padrão. Eu já acreditei que fosse possível uma conciliação entre o Vernáculo Brasileiro e o Português, mas perdi as esperanças. As duas línguas estão sempre em atrito e em posições opostas.

    A Ju fez um esqueminha muito bom:

    Português arcaico/clássico= (deu origem) Português moderno

    Português arcaico/clássico= (deu origem) Brasileiro

    Assim como:

    Latim==> (deu origem) Italiano
    Latim==> (deu origem) Francês

    Nenhum é mais latim, são línguas diferentes.

  38. Boa, Paty!

    Que mané português arcaico. Se trata puramente da Língua BRASILEIRA. E só. Os brasileiros pronunciam e escrevem de um jeito completamente diferente, só nosso e de mais ninguém. Ou seja, falamos outra língua. Se fossem arcaísmos a gramática nos aceitaria, e como isso definitivamente não acontece, fica claro que não fazemos parte, estamos fora desse clube. Sem falar que o tuguês é ininteligível. Como podemos falar uma língua que a gente nem entende?

    Sobre o padrão do brasileiro, continuaria do mesmo jeito que é hoje, SEM padrão. Nunca tivemos isso, não vai ser agora que vamos adotar um. A norma padrão seguirá as regras consagradas pela história e pelos falantes cultos brasileiros.

    Está tudo explicado aqui:
    brasiliano.wordpress.com/2008/09/01/ensinar-portugues-ou-estudar-o-brasileiro/

    Eu não vou ficar perdendo meu tempo com obviedades. Tuguês e o Brasiliano não têm NADA a ver.

  39. Não sei em que país você vive então,eu já estive cinco vezes no Brasil em três estados diferentes,e nunca , mesmo nunca,tive dificuldades em me fazer entender, ou seja, em ser entendido,também que me lembre sempre entendi toda a gente a falar ,até entendi coisas que não queria entender mesmoo !!!!! hahhahhah!!! comprei jornais li-os sem o minimo problema ,então se o Brasil não fala português,será que eu tirei um curso de brasileiro sem saber?que me lembre não!!!! hahhahhahah,ou então também pode ser, fui enganado na escola primária, ensinaram-me brasileiro e venderam-me a coisa como sendo português !!!! só pode !!!!!! é isso , fui enganado , eu então falo brasileiro !!!!!hahhahhahhah!!!!!

  40. Má q q isso, viu! Daqui a pouco o cara se convence que o Brasileiro é idêntico ao tuguês… As diferenças devem ser alucinações dos brasileiros e a imensa dificuldade em decodificar aquela língua estranha é coisa de nossas cabeças (E ainda quer nos convencer que falamos aquele idioma pavoroso. 8O MEDO!)

    Mudando de assunto…

    Dia 9 começa a Oktoberfest de Blumenau. Será que é por isso que as fotos da cidade estão em primeiro nos Artigos Populares?
    http://brasiliano.wordpress.com/2008/06/11/blumenau-santa-catarina/

    É lindinha. Preciso conhecer o sul…
    Os nossos comentários não aparecem mais lá. Devem ser os que foram perdidos na mudança do blog.

  41. Paulo, obrigadinha por corrigir meu comentário anterior.

  42. E cadê o povo?

  43. Pelo que o Luís disse, tiro as seguintes conclusões:

    - O português e o Brasileiro na escrita, pelos motivos já conhecidos, são basicamente o mesmo. Citando o Deda: a língua brasileira está submetida à uma gramática que a “mutila” (não gosto de sentido pejorativo desta palavra)

    - Não me surpreende que o Luís tenha entendido os brasileiros, porque, ao que me consta, os portugueses nos entendem.

    - O Luís diz que não teve dificuldades em “se fazer entender e ser entendido”. Como não conheço o sotaque dele, não posso fazer nenhuma dedução assertiva. Mas pelo que sei do falar português concluo: O Luís tem ou “usou” uma articulação bem clara no que tange a pronúncia (hahaha deu pra entender?) o que talvez tenha tirada a naturalidade do português, pois clareza não é uma características lusa.
    OU ele fala à brasileira.
    § Pensando no típico sotaque português: Se ele falasse como corriqueiramente “conversa” em Portugal, eu não teria tanta certeza no sucesso do entendimento. (haaha deu para entender? Hoje estou difícil.)

  44. Malu,
    Realmente, os comentários de Blumenau sumiram. Este mês em Santa Catarina tem uma porção de festas.

    Oktoberfest
    Blumenau – 9 a 26 de Outubro de 2008
    oktoberfestblumenau.com.br
    Segunda maior festa popular do Brasil depois do carnaval. Muito chope gelado embalado por animadas bandas alemãs. Recebe milhares de turistas de todo o Brasil e do exterior. A maior festa típica do país. O centro da cidade é colorido pelos desfiles de carros alegóricos floridos. Grupos de música nacionais e internacionais aquecem as noites da Festa.

    Fenarreco
    Brusque – 9 a 19 de Outubro de 2008
    pmbrusque.com.br
    Maior festival gastronômico das festas de outubro em Santa Catarina. A Festa foi criada em 1986 para divulgar um prato típico alemão – o ente mit rotkohl – ou marreco com repolho roxo. Além do marreco, muito chope, música e dança embalam os visitantes até altas horas da madrugada.

    Schützenfest
    Jaraguá do Sul – 8 a 12 de Outubro de 2008
    schutzenfest.com.br
    Resgata a tradição dos atiradores cuja origem remonta à idade média na Alemanha. Competições esportivas do tiro-rei e tiro-rainha, desfiles alegóricos e grandes bailes animados por bandas típicas. Muita comida, chope e cachaça garantem a alegria dos participantes.

    Marejada
    Itajaí – 9 a 19 de Outubro de 2008
    marejada.itajai.sc.gov.br
    Também chamada de Festa Portuguesa e do Pescado, tem na gastronomia, à base de frutos do mar e bacalhau, sua principal atração. Também oferece shows típicos portugueses, feira de produtos artesanais e apresentação de folclore açoriano. É a maior festa portuguesa do Brasil. Mais de 600 atrações atraem milhares de turistas todos os anos para a cidade.

    Tirolerfest
    Treze Tílias – 10 a 19 de Outubro de 2008
    trezetilias.com.br
    A tradição dos imigrantes austríacos é retratada na música, gastronomia, nas esculturas em madeira e arquitetura da cidade. Não há quem não se encante com Treze Tílias. A cidade tem cerca de cinco mil habitantes. Durante a Tirolerfest são servidos pratos típicos, como o goulach( molho de carne), o scheiterhaufen(torta de maçã), e o spätzel(mini nhoque com queijo). Todos os anos grupos vindos da Áustria se juntam aos grupos locais para animarem mais ainda a festa.

    Kegelfest
    Rio do Sul – 10 a 14 de Setembro de 2008
    kegelfest.com.br/
    Festa Nacional do Bolão com uma competição germânica semelhante à bocha dos italianos. Gastronomia alemã, concurso de tomadores de chope-no-pino, bailes diários animados por valsas, polcas e marchinhas.

    Oktoberfest de Itapiranga
    Itapiranga – 11 e 26 de outubro de 2008 (Linha Becker) / 17,18 e 19 de outubro de 2008 ( Cidade de Itapiranga)
    itapiranga.sc.gov.br
    Primeira Oktoberfest no estado. Realizada no extremo oeste catarinense, quase divisa com a Argentina. Atualmente, milhares de pessoas vêm todos os anos a Itapiranga, mantendo viva a tradição. Muita alegria e chope gelado é o que não faltam nessa festa.

    Oberlandfest
    Rio Negrinho – 18 e 19 de Outubro de 2008
    oberlandfest.com.br
    A diversão fica por conta do concurso de Tiro ao Alvo, chope em dúzia, concurso de Serrador e outras atrações típicas de uma genuína festa alemã. Durante a Oberlandfest, a população de Rio Negrinho mostra todo seu amor aos costumes dos seus antepassados.

    Fenaostra
    Florianópolis – 7 a 12 de Outubro de 2008
    pmf.sc.gov.br/fenaostra
    Trazendo novidades na programação e boas notícias para os apreciadores desta iguaria do mar em todo o Brasil, a 10ª Fenaostra pretende conquistar novos mercados para a maricultura catarinense, que responde por 95% da produção de moluscos no país. Durante cinco dias, o público vai poder conferir os concursos, seminário e exposições, degustar os sabores da gastronomia local, além de se divertir com mais de 50 atrações culturais, incluindo três shows nacionais.

    Musikfest
    São Bento do Sul – 17 a 19 de Outubro de 2008
    saobentodosul.sc.gov.br
    As diversas etnias da cidade (alemã, italiana, austríaca, polonesa e tcheca) garantem um festival de pratos típicos, grupos folclóricos, desfiles alegóricos, animados bailes e espetáculos culturais. A festa também chama atenção pelo curioso concurso de ‘tomadores de chope na bola’.

    Festa do Imigrante
    Timbó -9 a 12 de Outubro de 2008
    timbo.sc.gov.br
    Comida típica da Alemanha e Itália, chope, vinho colonial, desfiles alegóricos e grupos folclóricos são as principais atrações.

    Fonte:
    belasantacatarina.com.br/festas.asp
    skyscrapercity.com/showthread.php?t=721860

  45. Aqui no Espírito Santo tem:

    BLUMENFEST
    Domingos Martins – Praça Arthur Gerhardt Sede 17/10/08 à 19/10/08
    Festa em homenagem a primavera, destacando o cultivo de orquídeas, bromélias e outras plantas nativas, além de apresentações culturais e eleição da rainha da Blumenfest

    A cidade:
    brasiliano.wordpress.com/2008/06/19/domingos-martins-espirito-santo/

    ;)

  46. Vejam essa:

    Libaneses querem patentear esfiha e quibe

    O presidente da Associação das Indústrias do Líbano afirmou que pretende iniciar uma batalha jurídica para impedir que companhias internacionais comercializem pratos com nomes tradicionais da cozinha libanesa como quibe, esfiha e falafel.

    “Empresas brasileiras vendem quibes e esfihas nos Estados Unidos sem mencionar que são produtos libaneses”, afirmou Fadi Abboud à BBC Brasil.

    “Na Grã-Bretanha, por exemplo, são vendidos diariamente meio milhão de produtos chamados ‘molho grego’, que nada mais são do que o nosso humus.”

    “Queremos provar que esses pratos são reconhecidamente libaneses, e essas empresas estão infringindo leis de direitos de origem ao usar estes nomes”, acrescentou Abboud.

    “Se quiserem comercializar esses produtos, que o façam usando outros nomes, não os originais”, afirmou o presidente da associação libanesa. “Isso vem nos causando um prejuízo de dezenas de milhares de dólares.”

    bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081007_libano_x_israel_comida_rc.shtml

    Imagina se a moda pega e a Itália resolve patentear a pizza e a macarronada. O Japão o sushi. A Alemanha o strudell. E por aí vai…

    A coisa vai ficar feia pro Brasil. O Líbano podia dar um desconto pro nós porque esfilha e quibe já são pratos incorporados à nossa culinária; sem contar que cerca de 6 milhões de libaneses e seus descendentes vivem no Brasil, quase o dobro da população do Líbano.

  47. Um versinho pra descontrair:

    “Deus deu a palavra ao homem
    e ao diabo, a ortografia.
    Por isso eles se comem
    nessa ortoantropofagia.”

    Manuel Bandeira

  48. Devem ser boas estas festas das “colônias” de SC….
    … e do ES tbm. (não deixaria de fazer uma média com a Patrícia)

  49. :P

  50. Abrindo um parêntese. Quero apoiar uma de minhas afirmações e responder uma insinuação feita do Luís ao Deda.

    MINHA AFIRMAÇÃO
    “Esse negócio de Cabral descobrir o Brasil é mais uma das estórias de nossa história. O continente era conhecido e já se tinha uma noção do tamanho de toda a América. Ele veio aqui fincar a bandeira portuguesa, não descobriu nada.”

    A COMPROVAÇÃO
    “(Cabral já sabia do Brasil)

    Transcorrido um século dessas explorações costeiras, os navegantes portugueses ousam se aventurar em descobertas de outras correntes marítimas [...] Essas correntes trariam para as terras da América uma primeira frota de dez naus e três caravelas redondas, sob o comando do almirante Pedro Álvares Cabral, no século XVI. Este almirante, também cavaleiro da Ordem de Cristo, recebeu de Vasco da Gama um conjunto de documentos em que se registravam informações sobre as viagens de Vasco às Índias. (BUENO, 1998). Tal informação também se faz presente no seguinte registro:

    (…) quando Cabral partiu para a Índia, não só por cálculo e estudo, como por uma viagem anterior de que guardara sigilo, os portugueses sabiam da existência de terras a oeste. Por estudos vindos a lume recentemente, está averiguado que Pedro Álvares Cabral, desviando-se do roteiro de sua viagem, sabia muito bem o que queria, porque o grande navegador que foi um dos maiores nomes da epopéia marítima de Portugal, não ignorava a existência das vastas regiões por ele descobertas e de que imediatamente tomou posse, em nome do seu rei. Seu avô Fernão Álvares Cabral foi guarda-mor do Infante D. Henrique, fundador da Escola de Sagres. (LELLO UNIVERSAL, s/d)

    Segundo informações da história oficial, Cabral e sua frota zarpam em direção às Índias orientais; contudo, para Bueno (1998), em um dado momento e lugar, previamente estabelecido nos documentos de Vasco da Gama, a esquadra muda o curso da viagem, que duraria quarenta e quatro dias.

    cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=158591

    A INSINUAÇÃO DO LUÍS AO DEDA:
    Deda voce diga-me como se chama o estreito bem no fundo da américa do sul que liga o atlântico sul ao pacifico,diga-me também quem pôs o nome á patagónia e porquê? assim como, á terra do fogo!!!!?, já agora procure saber o nome cientifico dos pinguins!!!!!?

    MINHA COMPLEMENTAÇÃO

    Por outro lado, o reino espanhol convivia com a presença constante dos portugueses no Ocidente e se esforçava por dividir o comércio das especiarias com o Estado vizinho, não poupando tempo ou ocasião para assegurar o controle de rotas no Pacífico e reivindicar direitos sobre aquelas do Atlântico. Valia-se, para tanto, de argumentos fundamentados na viagem de circunavegação do globo: um feito de Fernão de Magalhães (1519-21), realizado sob a bandeira de Espanha. Assim, a Espanha exigia dos portugueses o dever de respeitarem esse feito histórico, bem como os limites traçados pelas bulas papais. É nesse contexto de disputas que se firma o tratado de Toledo entre D. João II, rei de Portugal, e D. Fernando de Aragão e Isabelde Castela, reis de Espanha, assinado em 1480, por meio do qual se atribuía aPortugal direito sobre as terras situadas ao sul das ilhas Canárias.

    cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=158591

  51. Continuo com as velhas práticas de desviar do tema principal para falar de história. Não perco este vício.

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